O desrespeito aos direitos humanos no Irã(o) tem sido criticado tanto pelos próprios iranianos, quanto por ativistas internacionais de direitos humanos, escritores e ONGs. A Assembleia Geral da ONUIran rejects UN report on 'rights abuses' aljazeera.net 20 de outubro de 2011 e da Comissão de Direitos Humanos denunciaram abusos anteriores e atuais no país, em críticas e em várias resoluções publicadas.Ehsan Zarrokh (,Ehsan and Gaeini, M. Rahman). "Iranian Legal System and Human Rights Protection" The Islamic Law and Law of the Muslim World e-journal, New York law school 3.2 (2009).
O governo do Irã é criticado tanto por restrições e punições que seguem a Constituição e a lei da República Islâmica, quanto por ações que não seguem nenhuma lei, como tortura, estupro e assassinato de presos políticos e espancamentos e assassinatos de dissidentes e outros civis. As restrições e punições que são legais na República Islâmica, mas que violam completamente as normas internacionais de direitos humanos, incluem: penas severas para crimes comuns; punição com chicotadas para "crimes sem vítimas", tais como fornicação , homossexualidade, consumo de álcool, uso de drogas e tráfico de drogas menores, furto, adultério, "desrespeito" da moral pública, relacionamentos ilegítimos e mistura de sexos em público. O chicoteamento deve ser aplicado, de acordo com o código penal da República Islâmica, a um detido do sexo masculino enquanto ele está em pé ou deitado e despido de suas roupas, com exceção dos genitais. O chicoteamento não deve atingir a cabeça, o rosto ou os genitais do homem. As mulheres devem ser chicoteadas sentadas, com as roupas apertadas ao corpo.Por vezes o castigo corporal é aplicado em público.; execução de menores de 18 anos de idade, restrições à liberdade de expressão e à imprensa, incluindo a prisão de jornalistas, e tratamento desigual de acordo com a religião e o gênero das população na constituição da República Islâmica - especialmente ataques a membros da religião Bahá'í. Abusos e punições que foram relatados fora das leis da República Islâmica e que têm sido condenados pela comunidade internacional incluem a execução de milhares de presos políticos em 1988 e a utilização generalizada da tortura para extrair repúdio popular contra prisioneiros, sua causa e apoiadores, em vídeos para propósitos propagandísticos.Abrahamian, Ervand, Tortured Confessions: Prisons and Public Recantations in Modern Iran, University of California Press, 1999, p.4
Sob a administração do presidente Mahmoud Ahmadinejad a situação dos direitos humanos no país "se deteriorou significativamente", segundo o grupo Human Rights Watch.RIGHTS CRISIS ESCALATES, 18 de setembro de 2008. iranhumanrights.org. Acessado em 6 de março de 2021. Na sequência dos protestos eleitorais no Irã em 2009, houve relatos de assassinato, tortura e estupro de manifestantes detidosIran reformer says he wants to present rape evidence, 19 de agosto de 2009. Reuters. Acessado em 6 de março de 2021. e detenções e julgamentos em massa de dezenas de figuras proeminentes da oposição em que os acusados "leram confissões que deram todos os sinais de serem coagidas".Iran: Appoint Special UN Envoy to Investigate Rights Crisis. Human Rights Watch. Acessado em 6 de março de 2021.
Sattar Beheshti , blogueiro iraniano, morreu no início de novembro de 2012 alguns dias depois de ser preso pela Cyber Police Iraniana por criticar o governo da República Islâmica no Facebook, depois de denunciar ter sido torturado enquanto estava sob custódia. Sua morte provocou condenação internacional e levou à demissão do comandante da unidade policial de cibercrimes do Irã. Acredita-se ter sido o décimo oitavo prisioneiro do regime a morrer sob custódia desde 2003. esquerda|miniatura|Policiais avisam uma mulher para cobrir os seus antebraços em Teerã
Funcionários do governo da República Islâmica têm respondido às críticas, afirmando que a República Islâmica do Irã não é obrigada a seguir a "interpretação do Ocidente dos direitos humanos" e que a República Islâmica é uma vítima da "propaganda preconceituosa dos inimigos", que é parte "de um plano maior contra o mundo islâmico." De acordo com oficiais iranianos, aqueles ativistas de direitos humanos que se dizem ativistas políticos pacíficos, são realmente culpados de crimes contra a segurança nacional do paísIran: End Widespread Crackdown on Civil Society. Human Rights Watch. Acessado em 6 de março de 2021. e os manifestantes que reivindicam que Ahmadinejad roubou a eleição de 2009 são na verdade parte de uma conspiração estrangeira para derrubar os líderes do Irã.Testimony in Iran Trial Ties Mousavi to Unrest. Thomas Erdbrink. Washington Post. 17 de agosto de 2009. Acessado em 6 de março de 2021.
Na Primavera de 2007, a polícia iraniana lançou uma vaga de repressão contra as mulheres acusadas de não se cobrirem o suficiente, prendendo centenas de mulheres, algumas por usarem roupa demasiado apertada ou por deixarem aparecer demasiados cabelos dos seus hijab. A campanha nas ruas das grandes cidades foi a repressão mais dura desde a revolução islâmica. Mais de um milhão de iranianos (na sua maioria mulheres) foram presas entre Maio de 2007 e Maio de 2008 por violarem o código de vestuário do Estado, de acordo com um relatório da NBC Today Show de Maio de 2008.
Ver também Movimento Mulher, Vida, Liberdade Mahmoud Asgari e Ayaz Marhoni