Kwai é um aplicativo móvel de compartilhamento de vídeos curtos, uma rede social com ferramentas de edição de vídeo, transmissões ao vivo e sistema de recompensas para usuários e criadores de conteúdo, com sede no distrito de Haidian (Pequim), desenvolvido em 2011 pelo engenheiro Hua Su (宿华) e Cheng Yixiao (程一笑) na empresa Beijing Kuaishou Technology.
No primeiro trimestre de 2026, a plataforma registrou 412,7 milhões de usuários ativos diários e 771,7 milhões de usuários ativos mensais em todo o mundo, liderando as listas de "mais baixados" nas lojas de aplicativos Google Play e App Store. Seu principal concorrente é o TikTok (também conhecido como Douyin na China).
Kwai busca posicionar-se como líder na categoria de "vídeo curto" na América Latina, sendo o Brasil o seu principal mercado internacional, com mais de 48 milhões de usuários mensais em 2024.
A equipe internacional é liderada pelo ex-CEO do aplicativo 99 e, funcionários do Google, Facebook, Netflix e TikTok foram recrutados para liderar a expansão internacional da empresa.
A empresa estatal Fundo de Investimento na Internet da China, controlada pela Administração do Ciberespaço da China, é dona de parte da Kuaishou.
História "GIF Kuaishou" foi o predecessor do aplicativo Kwai, fundado em março de 2011, era um aplicativo móvel para criar e compartilhar imagens do tipo GIF. Em novembro de 2012, o aplicativo se transformou em uma comunidade de vídeos curtos com objetivo de os usuários publicassem vídeos retratando sua vida cotidiana. O Kwai foi criado por Hua Su (宿华) e Cheng Yixiao (程一笑). Antes de cofundar o Kwai, Hua Su trabalhou para a Google e para o Baidu como engenheiro de software. A empresa está sediada na capital chinesa, Pequim.
Em 2013, o aplicativo atingiu 100 milhões de usuários diários. Em 2019, esse número ultrapassou 200 milhões de usuários diários ativos, tendo cerca de 15 milhões de vídeos compartilhados diariamente. Chegando a liderar, em oito países, as listas de "mais baixados" nas lojas Google Play e App Store.
Em março de 2017, a empresa chinesa Tencent decidiu investir US$350 milhões de dólares no aplicativo. Em janeiro de 2018, segunda estimativa da Forbes, a empresa valia US$18 bilhões.
Em 2019, a empresa anunciou uma parceria com o jornal oficial do Partido Comunista da China, o Diário do Povo, para ajudá-lo a experimentar o uso de inteligência artificial nas notícias.
Em março de 2020, a Beijing Kuaishou Technology Co., Ltd comprou a plataforma de vídeo online AcFun.
Em janeiro de 2021, a empresa anunciou que estava planejando uma oferta pública inicial para levantar aproximadamente US$5 bilhões. As ações da empresa completaram seu primeiro dia de negociação em HK$300 (US$38,70), ultrapassando seu preço de oferta inicial além do dobro do valor e fazendo com que seu valor de mercado disparasse para mais de HK$1 trilhão (US$159 bilhões).
Em fevereiro de 2021, as ações da empresa chinesa subiram 194% na inauguração em Hong Kong (região administrativa especial chinesa) e, no mesmo mês, seu valor de mercado da atingiu US$220 bilhões.
Em outubro de 2024, a empresa lançou o Kwai Shop, sua plataforma integrada de comércio eletrônico voltada para o mercado brasileiro.
Funcionalidades
Publicação de vídeos O Kwai permite que usuários gravem, editem e publiquem vídeos curtos diretamente pelo aplicativo, com ferramentas de edição como filtros, efeitos especiais, ajuste de velocidade e trilha sonora. Os criadores podem controlar a visibilidade dos seus vídeos e gerenciar recomendações do algoritmo.
Dueto A função Dueto permite que um usuário grave um vídeo em resposta ao conteúdo de outro criador, exibindo ambos os vídeos lado a lado na mesma tela. O recurso estimula a colaboração e a interação entre a comunidade de criadores.
Transmissão ao vivo O Kwai oferece a funcionalidade de live streaming, permitindo que criadores transmitam conteúdo em tempo real para seus seguidores. Durante as transmissões, os espectadores podem enviar presentes virtuais aos criadores, que podem ser convertidos em recompensas financeiras. A plataforma também suporta transmissões via computador com softwares como OBS e Kwai Studio.
Sistema de recompensas O aplicativo conta com um programa de recompensas que permite aos usuários acumular moedas virtuais (Kwai Golds) por meio de atividades como assistir vídeos, convidar amigos e realizar tarefas diárias. As moedas podem ser resgatadas em dinheiro via PIX, transferência bancária ou recarga de celular.
Centro do Criador O Centro do Criador (Creator Center) é uma área dedicada aos criadores de conteúdo, onde é possível acompanhar métricas de desempenho, gerenciar monetização e participar de programas de receita. Criadores podem ganhar dinheiro postando vídeos, fazendo lives e atingindo metas de engajamento.
Kwai Shop Lançado em outubro de 2024, o Kwai Shop é a plataforma de comércio eletrônico integrada ao aplicativo, voltada inicialmente para o mercado brasileiro. Vendedores cadastrados podem criar lojas virtuais e comercializar produtos diretamente por meio de vídeos curtos e transmissões ao vivo, integrando entretenimento e compras em uma única experiência.
Presença no Brasil O Kwai chegou ao Brasil em 2019 e, em quatro anos, registrou um crescimento superior a 500% na base de usuários do país, tornando-se um dos maiores mercados do aplicativo fora da China. Em 2024, a plataforma contava com mais de 48 milhões de usuários mensais no país, com cada usuário permanecendo em média 65 minutos por dia no aplicativo. Desde sua chegada ao país, a empresa investiu mais de R$ 7 bilhões no mercado brasileiro.
Para impulsionar seu crescimento, o Kwai investiu mais de R$ 250 milhões no programa de parceria com criadores de conteúdo locais e patrocinou os principais realities da televisão brasileira, como A Fazenda 15 e o BBB 24. A plataforma também desenvolveu o TeleKwai, iniciativa voltada à produção de mininovelas exclusivas em formato de vídeo curto, em parceria com produtoras como a Endemol Shine Brasil.
Controvérsias Em junho de 2020, o governo da Índia baniu o Kwai junto com 58 outros aplicativos, alegando "questões de dados e privacidade". Entretanto, as recentes tensões na fronteira entre a Índia e a China podem ter desempenhado um papel na proibição; afinal, devido às relações competitivas entre os dois países nos últimos anos, o movimento de Boicote à China ("Boycott Made in China") tem crescido na Índia. No mesmo ano, o Kwai começou a veicular diversos anúncios ao público, utilizando criadores de conteúdo do aplicativo, crescendo consideravelmente a base de usuários. No entanto, um dos criadores de conteúdo que aparecia nos anúncios alegou que não havia autorizado o uso de sua imagem.
Em 2024, uma reportagem da revista Piauí acusou o Kwai de clonar contas de personalidades importantes em outras redes sociais na própria plataforma e permitir conteúdo desinformativo próximo às eleições nacionais de 2022.
Reportagens da agência de checagem Aos Fatos e do site Núcleo Jornalismo mostraram como a rede social permitia conteúdo que sexualizava menores de idade, bem como usuários que compartilhavam material de pornografia infantil.
Em setembro de 2026, um estudo do NetLab, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), aponta que o Kwai não cumpre integralmente as exigências do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para publicidade político-eleitoral e dificulta a fiscalização dos anúncios pagos que circulam na plataforma.
Ligações externas Site oficial (internacional) Site oficial (China)
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