O Parque Estadual Caminho dos Gerais é uma unidade de conservação de proteção integral da esfera estadual mineira criada em 2007, a área do parque se encontra na Serra Geral no norte mineiro, dentro dos municípios de Espinosa, Gameleiras, Mamonas e Monte Azul. O parque conta com uma riqueza de espécies, várias ameaçadas ou endêmicas, e uma vegetação dos biomas caatinga e cerrado. A riqueza de espécies, a conservação da área, potencial turístico e a demanda das populações locais foram fatores importantes para a criação da unidade de conservação.

Características O Parque Estadual do Caminho dos Gerais está dividido entre os municípios de Espinosa (16.696 hectares), Gameleiras (20.799 hectares), Mamonas (6.128 hectares) e Monte Azul (9.664 hectares), no norte de Minas Gerais. Possui uma área total de 53.264 hectares.

O parque protege parte da Serra Geral e é uma extensão da Serra do Espinhaço. Abrange terreno acidentado com altitude média de 1.090 metros. Os solos são principalmente latossolos, cambissolos e neossolos quartzarênicos, com afloramentos rochosos. Ela surge dramaticamente em uma paisagem de vastas planícies. Suas serras, desfiladeiros, corredeiras, cachoeiras e belas paisagens conferem-lhe um significativo potencial turístico.

Clima O clima é seco, com precipitação média anual entre 749 milímetros em Espinosa e 916 milímetros em Gameleiras. Há um período chuvoso bem definido. A temperatura média anual é de cerca de 24°C.

Recursos hídricos O parque é a principal fonte de água dos quatro municípios, e também protege as nascentes do rio Verde Pequeno, afluente do rio Verde Grande, que por sua vez é afluente do rio São Francisco. Abriga as nascentes de córregos e rios como o Gameleiras, o Engenho, o Boa Vista, o Brejo, o Coronel, o Jacú das Piranhas, o Poço Triste, o Boqueirão do Encantado, o Pé de Serra, o Riacho Seco, o Espera e o Capivara.

Flora A vegetação inclui Cerrado e floresta seca de caatinga. O parque abriga espécies raras como ipê (Tabebuia sp.), jatobá (Hymenaea courbaril), pequi (Caryocar brasiliense), dedaleiro (Lafoensia pacari), pau-santo (Kielmeyera sp.), faveiro (Dimorphandra mollis) e angico (Anadenanthera colubrina).

Fauna Dentre as espécies encontradas na região, estão o tamanduá-bandeira, o tatu-canastra e o lobo-guará.

Histórico A criação do parque foi baseada na demanda local, na qualidade do meio ambiente, na beleza cênica e no potencial turístico. As organizações civis locais, autoridades municipais e autoridades eleitas pediram ao IEF que protegesse a área, a única fonte de água remanescente, depois que a derrubada do Cerrado para obtenção de carvão vegetal e o plantio de eucalipto secaram as outras fontes. O Parque Estadual do Caminho dos Gerais foi criado por decreto estadual em 28 de março de 2007, com a finalidade de proteger a fauna, a flora regional e as nascentes dos rios e córregos da região, e de apoiar e conciliar o uso científico, educacional e recreativo com a preservação do patrimônio natural.

Desafios A região tem sido afetada negativamente pela expansão da agricultura, pecuária e plantações de eucalipto sem preocupação com o seu impacto ambiental, particularmente nas áreas das chapadas. Como resultado, algumas espécies da flora e fauna estão ameaçadas de extinção, e alguns cursos de água desapareceram. O parque fica situado numa área que ainda está em boas condições de conservação e contém espécies raras, endêmicas e ameaçadas de extinção. A área não foi bem estudada pelos cientistas.

Projeto de restauração de áreas degradadas Em 2020, iniciou-se um projeto no parque para recuperar 85,4 hectares de áreas degradadas principalmente por atividades de silvicultura, o projeto também está sendo usado para compor possíveis modelos de restauração no parque que possui cerca de 7.316 hectares afetados por silvicultura.

Ligações externas

Caminho dos Gerais Categoria:Fundações no Brasil em 2007