A Força Sindical (FS) é uma central sindical brasileira. Foi fundada em 1991 pelo sindicalista Luiz de Medeiros.* Desde 2021 seu presidente é o sindicalista Miguel Torres."Miguel Torres é eleito presidente da Força Sindical no 9° Congresso da central com 95,58% dos votos. Portal da Força Sindical. 8/12/2021
A Força Sindical é afiliada à Confederação Sindical Internacional (CSI).
História miniatura|esquerda|200px|Militantes da Força Sindical na 7ª Marcha a Brasília organizada por diversas centrais sindicais em 2012. Marcello Casal Jr./ABr Antecedentes A Central Única dos Trabalhadores (CUT) — historicamente ligada ao Partido dos Trabalhadores (PT) — havia sido fundada na década de 1980 a partir de uma corrente ideológica chamada de "Novo Sindicalismo", que recusava o controle do Estado, rompia frontalmente com o peleguismo e mantinha uma prática sindical reivindicativa.
Fundação da Força Sindical A Força Sindical foi fundada em 8 de março de 1991 durante um congresso nacional realizado no Memorial da América Latina, em São Paulo. Surgida como oposição à CUT, seu primeiro presidente foi Luiz de Medeiros, do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, que liderava, dentro da CUT, uma corrente chamada "Sindicalismo de Resultados" — que pressupunha, em sua ação, a conciliação, a parceria entre capital e trabalho, uma visão pró-capitalista e voltada, tão somente, para a conquista de melhorias econômicas. Outros nomes importantes relaciondos à sua fundação foram Rubens Romano, Melquíades Araújo, Paulinho da Força, Francisco Pereira de Souza e José Ibrahim. Cabe ressaltar que, sob influência do dirigente Antônio Rogério Magri, a tendência "Sindicalismo de Resultados" também possuía força na Central Geral dos Trabalhadores (CGT), colaborando igualmente na fundação da Força Sindical.
Logo após a sua fundação, a Força Sindical ganhou bastante espaço midiático entre a burguesia brasileira, demarcando seu perfil mais conservador e neoliberal em oposição à CUT, fato ressaltado pela cogitação de Medeiros como ministro do Trabalho do governo Sarney, e o apoio à privatização da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Em 1998 a Força Sindical criou o Centro de Solidariedade ao Trabalhador. Nesse período inicial destacam-se também a organização do 1º de Maio de 1998 e 1999.
Até o início da década de 2000, a Força Sindical possuía mais proximidade com o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). A partir de meados da década de 2000, por influência de Paulinho da Força (presidente da entidade entre 1994 e 2021), a Força Sindical aproxima-se do Partido Democrático Trabalhista (PDT) e passou a apoiar abertamente o governo Lula (PT). Essa proximidade ao PDT manteve-se até 2013, quando Paulinho da Força articulou a fundação do partido Solidariedade.
Oposição a prisão do ex-presidente Lula Em 5 de abril de 2018, a Força Sindical, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a União Geral de Trabalhadores (UGT), a Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) e a Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) lançaram uma nota de apoio ao ex-presidente Lula da Silva, documento no qual se posicionavam contra sua prisão e se solidarizavam com ele, considerando a "decretação de sua prisão uma medida radical", acusando o Tribunal Regional Federal da 4ª Região de que o "objetivo real do processo do tribunal é tirar o ex-presidente Lula da disputa eleitoral de 2018". Dois diretores da Força Sindical estiveram com o ex-presidente e sugeriram que o petista não se entregasse Polícia Federal. Os dirigentes Sergio Reis e Juruna Gonçalves estiveram com Lula no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo onde o ex-presidente esteve até o momento da decretação de sua prisão pelo juiz Sergio Moro.
O presidente da entidade, Paulinho da Força, não foi ao encontro, mas mandou oficialmente os dois diretores que falaram em nome da Força Sindical. "Nós nos colocamos à disposição, prestamos solidariedade e também sugerimos que ele resista", disse o deputado, que não é aliado político do petista. "Fomos prestar minha solidariedade de sindicalista", acrescentou. O dirigente da Força lembrou que ele pessoalmente e e a entidade são contra a prisão dos condenados antes do trânsito em julgado até o Supremo.
Em 1 de maio, sete centrais sindicais, dentre elas a Força Sindical organizaram um evento unificado em defesa do ex-presidente preso na Superintendência da Polícia Federal desde 9 de abril. O ato se tornou um aceno pela via sindical de uma aliança do PT com outros partidos de esquerda na eleição de outubro.
Volta da contribuição sindical obrigatória No dia 19 de setembro de 2018, em meio ao "‘toma lá da cá’ das costuras eleitorais", foi cogitado pela Força Sindical a volta da contribuição sindical obrigatória, eliminada na reforma trabalhista. À época, o principal fiador da volta da contribuição sindical obrigatória era o deputado federal Paulinho da Força (SD-SP). O partido dele, o Solidariedade, integra o Centrão ao lado de DEM, PR, PP e PRB, exigiram a criação de um novo modelo de financiamento dos sindicatos para embarcar na pré-candidatura de Geraldo Alckmin à Presidência da República, líderes do bloco se apressaram em informar que o PSDB, que teve papel importante na aprovação da reforma, teria aceitado rever a questão do imposto sindical. Em 20 de setembro, Alckmin se pronunciou em sua conta no Twitter escrevendo que não vai revogar “nenhum dos pontos da reforma trabalhista” e que não havia “plano de trazer de volta a contribuição sindical, ao contrário do que está circulando nas redes”.