Ricardo Luís Reis Nunes (São Paulo, 13 de novembro de 1967) é um empresário e político brasileiro filiado ao Movimento Democrático Brasileiro. É o atual prefeito de São Paulo desde maio de 2021, tendo antes sido vereador e vice-prefeito da cidade.

Vida pessoal Nasceu na localidade do Parque Santo Antônio, localizada na zona sul da capital paulista. Filho de Maria do Céu e Luiz Reis, concluiu os estudos secundários numa escola pública da Capela do Socorro onde atuou como voluntário.

Chegou a ingressar no curso de direito na FMU porém necessitou largar o curso por dívidas e inadimplências, quando começou a trabalhar na secretaria estadual de obras de São Paulo. Foi o criador de um jornal batizado como "Hora de Ação", folhetim que cobria os bairros da zona Sul, localidade que viria a se tornar seu redulto eleitoral anos depois, principalmente a Capela do Socorro e o Grajaú.

Além da política, Nunes é empresário e dono de uma empresa de controle de pragas chamada Nikkey, criada em 1997 e que atua na desinfecção de cargas importadas e exportadas em portos e aeroportos brasileiros.

Na esfera empresarial, sua empresa emergiu como uma das líderes do setor no Brasil. Em virtude desse sucesso, foi o fundador da Associação Brasileira das Empresas de Tratamento Fitossanitário (Abrafit) e assumiu o cargo de diretor na Associação Empresarial da Região Sul de São Paulo (AESUL).

Casou-se com Regina Carnovale em 1998, com quem tem uma filha chamada Izabela. Possui dois filhos mais velhos, frutos de um primeiro relacionamento, Mayara e Ricardo Filho, conhecido como Ricardinho.

Em 2011, sua esposa teria feito um boletim de ocorrência contra o marido acusando-o de ameaças e injúria no âmbito de violência doméstica. O assunto chegou a ser pauta nas eleições de 2020, momento em que ela mudou a versão, dizendo não ter dito a verdade e afirmando não se lembrar de ter feito o boletim de ocorrência. Com a aproximação das eleições de 2024, o assunto voltou a ser questionado, e Nunes afirmou que tal documento é falso. A polícia civil e a SSP, porém, contradisseram o prefeito, afirmando que o documento é real.

Carreira política Ingressou na vida pública se elegendo como vereador da capital paulista pela primeira vez em 2012, se notabilizando por presidir a Comissão Parlamentar de Inquérito que investigou a sonegação de impostos no município, conhecida como CPI da Sonegação Tributária, além de fazer lobby pela anistia a templos religiosos irregulares e de defender pautas conservadoras. Eleito para um segundo mandato em 2016, foi escolhido pelo então prefeito Bruno Covas para integrar sua chapa vitoriosa na eleição municipal de 2020 como seu vice-prefeito. Após a morte de Covas em 16 de maio de 2021, assumiu o cargo de prefeito da cidade, conseguindo se reeleger em 2024. Também preside o Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de São Paulo desde 2023.

Vereador de São Paulo (2013 – 2021) Ricardo Nunes é filiado ao Movimento Democrático Brasileiro. Foi eleito vereador em São Paulo em 2012 e 2016. Enquanto na Câmara Municipal de São Paulo, propôs a criação de um fundo municipal para expansão do metrô e participou de Comissões Parlamentares de Inquérito, entre as quais a dos bancos, em 2019, que investigava a sonegação de impostos sobre serviços (ISS) na capital. Nunes foi um dos críticos da atuação do Tribunal de Contas do Município de São Paulo, participando de discussões pluripartidárias na câmara que visavam aprovar a extinção deste tribunal (considerado por Nunes deficiente) e a transferência de suas atribuições ao Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. Em 2016, apoiou a anistia das igrejas em situação irregular durante a lei de zoneamento.

Ganhou notoriedade na mídia por ser ativamente contra a inclusão de temas de sexualidade e gênero no Plano de Educação de São Paulo. Foi também autor de um projeto de lei criando um sistema de transporte aquático na Represa Billings. Proposta que foi executada durante sua gestão, atendendo quase 400 mil moradores da zona sul de São Paulo. A proposta, embora pouco exequível, foi incorporada pela atual gestão, fazendo parte do Plano de Metas. miniaturadaimagem|Ricardo Nunes, candidato à Prefeito nas eleições municipais do Sao Paulo em 2024.

Vice-Prefeito de São Paulo (2021)

Em 2020, estando preparado para candidatar-se a um terceiro mandato como vereador, foi escolhido pelo prefeito Bruno Covas como seu candidato a vice, no âmbito da coalizão entre PSDB, MDB e DEM.

Enquanto vice-prefeito, manteve um perfil discreto, aparecendo publicamente somente na ausência de Bruno Covas. Ricardo Nunes é dito como um "profundo conhecedor das contas do município", por sua participação na Comissão de Finanças na Câmara dos vereadores.

Investigação por superfaturamento do aluguel de creches Neste período, Nunes foi alvo de uma investigação da promotoria do Patrimônio Público e Social do Ministério Público do Estado de São Paulo que apurava indícios de superfaturamento no aluguel de creches privadas que mantinham convênio com a prefeitura. O caso teria ocorrido durante o seu mandato de vereador, e ele teria recebido repasses de empresa investigada no caso da Máfia das creches, afirmando em 2021 que as transferências não eram ilícitas.

No fim de julho de 2024, a PF indiciou 111 pessoas por esquema de desvio de dinheiro de creches em SP e manteve investigação sobre Ricardo Nunes. A chamada "Máfia das creches", de acordo com a PF, teria movimentado cerca de R$ 1,5 bilhão entre 2016 e 2020. Empresas de amigos e da família de Nunes teriam sido beneficiadas com esses repasses e há sinais de que uma das organizações sociais envolvidas tivesse feito pagamentos para a conta pessoal de Nunes. Ele negou irregularidades, e afirmou que pedirá à PF a investigação da contadora que o acusou de desvios.

Em 19 de novembro de 2024, a Justiça Federal autorizou a abertura pela Polícia Federal de um inquérito contra Ricardo Nunes em esquema envolvendo creches conveniadas à Prefeitura de São Paulo, a chamada "máfia das creches".

Prefeito de São Paulo (2021-atualidade)

Manifestação em apoio a Jair Bolsonaro e homenagem a Michelle Bolsonaro miniaturadaimagem|245x245px|Sessão solene de posse do novo governador do estado de São Paulo Tarcísio de Freitas na Assembleia Legislativa de São Paulo 11Em 25 de fevereiro de 2024, Nunes participou de uma manifestação em apoio a Jair Bolsonaro, realizada na Avenida Paulista, em São Paulo. Antes da manifestação, Bolsonaro recebeu Nunes no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, onde Bolsonaro estava hospedado. O encontro foi breve e contou com a presença de Tarcísio de Freitas.

Em 22 de janeiro de 2024, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro deve apoiar a reeleição de Nunes nas eleições de 2024.

Em março de 2024, Ricardo Nunes defendeu o uso do Theatro Municipal de São Paulo para uma solenidade de entrega do título de cidadã paulistana à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). O prefeito disse se tratar de um espaço público, que tinha horário vago, e afirmou que os questionamentos contrários demonstram intolerância e perseguição política. Integrantes do PSOL acionaram a Justiça e os Ministérios Público e Eleitoral contra a cessão do espaço. Para os parlamentares, havia finalidade eleitoral na decisão do prefeito. O TJ-SP atendeu o recurso e vetou a homenagem, alegando fins políticos e eleitorais.

Frente à promessa de descumprimento da medida, a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) chegou a pedir à Justiça a prisão em flagrante do prefeito, do presidente da Câmara dos Vereadores Milton Leite (União Brasil) e do vereador Rinaldo Digilio (União) se a homenagem ilegal a Michelle Bolsonaro fosse mantida. Esses ainda recorreram, mas o TJ-SP manteve o veto, com pena de R$50.000,00 por descumprimento.

Os vereadores ignoraram a medida e mantiveram a homenagem, que ocorreu no dia 25 de março. O PSOL denunciou a prefeitura e mesmo com a apresentação do recibo de pagamento de R$ 100 mil de aluguel do teatro pelo vereador Rinaldi Digilio, a juíza Paula Micheletto entendeu que o prefeito de SP e a Câmara de Vereadores descumpriram a decisão do desembargador que determinou que a honraria fosse entregue na sede do Poder Legislativo, cumprindo a pena de multa de R$ 50 mil.

Desempenho eleitoral AnoEleiçãoCargoPartidoColigação Vices/TitularesVotosResultadoRef1992Municipal de São PauloVereadorPMDBSão Paulo Melhor (PMDB, PDT, PSD, PPS, PTdoB, PRP e PTR) rowspan="4" 1°Sem Informações2012Municipal de São PauloSão Paulo em Primeiro Lugar (PMDB, PSC, PTC e PSL)1°0,54%2016Municipal de São PauloUnião por São Paulo (PMDB e PSD)1°1,02%2018Estadual de São PauloDeputado FederalMDBChapa Pura (MDB)1°0,22%2020Municipal de São PauloVice-prefeitoTodos por São Paulo (PSDB, MDB, PODE, PP, PSC, PL, Cidadania , DEM, PTC, PV e PROS)Titular: Bruno Covas (PSDB)1°32,85%1°2024Municipal de São PauloPrefeitoCaminho Seguro para São Paulo (MDB, PL, PP,Republicanos, UNIÃO, PSD,Solidariedade, Agir, Avante, PRD, Mobiliza e PODE)Vice: Cel. Mello Araújo (PL)1°29,48%1°

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