Catarina Furtado ComM; Embaixador(a) da boa vontade da UNFPA (Catarina Cardoso Garcia da Fonseca Furtado, Lisboa, 25 de agosto de 1972) é uma apresentadora de televisão e atriz portuguesa. Há três décadas que é um dos rostos mais destacados do entretenimento televisivo português, nomeadamente em horário nobre.

Como apresentadora, trabalhou nos canais SIC e RTP1. É neste último que está desde 2002, sendo desde há vários anos um dos rostos mais bem pagos da estação pública.

Ao longo da sua carreira tem também abraçado diversos projetos como atriz. Foi também autora de contos infantis e letras de canções. Desde 2000 exerce a função de Embaixadora de Boa Vontade do UNFPA. É fundadora e presidente da associação Corações com Coroa.

Biografia Crescimento e formação A presença forte dos avós, as fugidas de bicicleta, as mãos macias da minha professora da escola primária, as corridas de caricas nos passeios do Bairro Alto, a descoberta dos caminhos de Portugal com os meus pais numa 4L, a entrada tímida nos corredores da Escola de Dança do Conservatório Nacional, as coleções de tudo e mais alguma coisa (borrachas, autocolantes, sabonetes...), as noitadas em que os meus pais ficavam a falar de política e eu e os meus amigos Pedro e João Gomes (filhos do Adelino Gomes) explorávamos o mundo da ficção, a responsabilidade boa que eu sentia ter na educação da minha irmã Marta que mais depressa me obedecia a mim do que à minha mãe."Mulheres de 40 Anos ao Poder!", entrevista dada à Nova Gente em 2012.

Furtado nasceu em Lisboa, no dia 25 de agosto de 1972. Filha de Joaquim Furtado, jornalista, e de Helena Furtado, professora. Passou a infância no bairro de Campo de Ourique e no Bairro Alto. Aos nove anos era uma criança tímida para quem era difícil falar com pessoas estranhas. Os pais procuraram no ensino artístico a solução para o problema - "Eu não queria, mas ela" - a mãe - "fez um acordo comigo: se fizesse uma audição para piano e dança e ficasse uma semana, podia desistir se não gostasse. Foi um truque, porque passado uma semana não conseguia sair.""Há um fascínio idiota pela TV. É doentio", entrevista dada ao Jornal I em 2010. Entre a música e a dança a Catarina escolheu o balé e entrou para a Escola de Dança do Conservatório Nacional de Lisboa ao mesmo tempo que frequentava o ensino regular no Liceu Passos Manuel, a escola no Bairro Alto onde o pai também havia estudado - "Eu e um grupo de colegas trazíamos a dança para as arcadas do Passos Manuel."Liceu Passos Manuel faz 100 anos, notícia do Correio da Manhã de 2011

A minha maior formação foi o Conservatório. Foi o que determinou a minha personalidade."Catarina Furtado - porque cada pessoa conta", biografia do canal Bio transmitida em 2009.

Em 1987 participa, ainda adolescente, no teledisco dos Xutos & Pontapés "Sai P'rá Rua", do álbum Circo de Feras.

Em 1990 teve uma curta aparição no filme ‘Non’, ou A Vã Glória de Mandar de Manoel de Oliveira. Nesse ano completou os oito anos de formação no Conservatório e ganhou uma bolsa de estudo de dança do Centro Nacional de Cultura. Durante o ensaio geral para um espetáculo, em que era coreografa e bailarina, cai sobre uma das traves do cenário e sofre um traumatismo lombar que a obriga a parar por alguns meses. Recusando a inatividade, vê no prazer e na dedicação do seu pai ao jornalismo uma possibilidade para si. Por sugestão de Adelino Gomes, amigo chegado da família, decide inscrever-se no CENJOR, escola recém-criada de jornalismo. O pai só soube quando a filha concluiu os testes de admissão ao curso - "Mas apesar desta minha forma de lidar com o facto de ser filha do Joaquim Furtado, ele influenciou-me pela paixão com que sempre vivera o jornalismo, pela biblioteca enorme que ele tem, pela pesquisa, pela escrita, pelas viagens ao estrangeiro e voltar cheio de histórias para contar… era contagiante."Arte e Boa Vontade, entrevista da Forum Estudante em 2011 - Durante o curso conhece o Nuno Markl, humorista, que a acompanha no estágio profissional no Correio da Manhã Rádio onde ambos trabalham sob a direção do editor de informação João Adelino Faria.

Do início da carreira profissional - presente 220px|miniaturadaimagem|esquerda|Furtado em 2013 Ali ficou durante um ano, até ser selecionada numa audição para o programa Top+ da RTP. Ainda tentou desistir do projeto mas foi demovida dessa intenção. Ficou no canal estatal durante um ano. A convite de Maria Elisa, mudou-se para a SIC, em 1992, para apresentar um programa associado à MTV. Em 1993 foi convidada para apresentar “Chuva de Estrelas”, programa que se tornou um fenómeno de popularidade, tornando a SIC em líder de audiências pela primeira vez. Passou a ser um dos rostos mais populares da televisão portuguesa e ganhou o epíteto de “namoradinha de Portugal”. Após duas temporadas de “Chuva de Estrelas” procurou diversificar o seu trabalho com os programas “Caça ao Tesouro” e “Uma Noite de Sonho”.

Entretanto em 1994 participou no curta metragem “O Assassino da Voz Meiga”, juntamente com Vítor Norte e Sofia Leite. E em 1995, entrou em “Amor & Alquimia”, um curta metragem de Fernando Fragata, na qual representou ao lado de Rui Poças e Diogo Infante. Ambicionando fazer uma carreira no mundo da representação muda-se para Londres, onde esteve dois anos, para estudar na London International School of Acting e no Actor’s Studio. Entretanto fez pontualmente reportagens para a SIC e regressou a Portugal sempre que necessário, para apresentar algumas das galas daquela estação, como os “Globos de Ouro“.

Em 1997, entrou nas curtas “Drinking & Bleeding” de Leonard Whybrow e “Killing Time” de Alexander Finbow. No mesmo ano, entrou ainda na produção televisiva “Fatima”, juntamente como Joaquim de Almeida e Diogo Infante. No ano seguinte, participou em “Siamese Cop”, “Longe da Vista” e “Sweet Nightmare”.

Voltou à apresentação, em 1999, com “Pequenos e Terríveis”. Nesse ano entrou na série “O Anjo da Guarda”. No ano seguinte participou em dois telefilmes da SIC: “O Lampião da Estrela” e “A Noiva”.

Foi nomeada embaixadora de Boa Vontade, do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA). Estreou-se nas telenovelas em 2001, onde desempenhou o papel de protagonista em “Ganância”. Participou também no telefilme “Teorema de Pitágoras” (2001).

Em 2002 conduz o programa “Catarina.com”, que foi o último para a SIC. Volta à RTP, em 2003, para apresentar o programa Operação Triunfo.

Em 2004 participa no filme “Maria E as Outras” e na série A Ferreirinha. Em 2005 apresenta o programa Música no Ar. Participa depois no telefilme Love Online (realizado por Mário Barroso) e em Animal de Rose Bosch.

Em 2006 inicia a primeira série do programa Príncipes do Nada. Assume também a condução do programa “Dança Comigo” o qual teve que abandonar precocemente, devido à gravidez do primeiro filho. Apresente depois programas como “Dá-me Música” (2009/2010), “Quem tramou Peter Pan?” (2011) e “A Voz de Portugal” (2011). Como actriz participe nas séries e “Cidade Despida” (2010) e “Liberdade 21″ (2011).

Em 2013 apresenta os programas "Feitos Ao Bife" e "Chef's Academy". Em 2014 é a apresentadora do programa "The Voice Portugal". Em 2015 apresenta o programa "Cook-Off: Duelo de Sabores". Lança nesse ano o livro "O que vejo e não esqueço". Em 2015 e 2016 apresenta, com Vasco Palmeirim, novas edições de "The Voice Portugal".

Em 2015, recusou o convite da direção da RTP - então liderada por Daniel Deusdado e Nuno Artur Silva - para apresentar o programa itinerante da RTP1 desse verão, Verão Total, emitido nas tardes do canal, argumentando que tal tipo de formato não se enquadrava no seu perfil profissional.

Em 2018 apresenta o Festival Eurovisão da Canção 2018 juntamente com Daniela Ruah, Filomena Cautela e Sílvia Alberto.

Vida pessoal 220px|miniaturadaimagem|direita|Furtado em 2015 Catarina Furtado foi casada com o também ator João Reis de 2005 a 2023, com quem tem dois filhos: Maria Beatriz, nascida a e João Maria, nascido a .

Embaixadora de Boa Vontade do UNFPA Embaixadora de Boa Vontade do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) desde 2000, Furtado realiza um trabalho de proximidade em diferentes países, nas áreas da Saúde, incluindo a sexual e reprodutiva, Igualdade de Género, Violência sobre as Mulheres, Discriminação, Envolvimento Masculino, Mutilação Genital Feminina, Maternidade Segura, Maternidade/Paternidade Adolescente, Planeamento Familiar, entre outras.

Em 2001 desloca-se a Nova Iorque para participar numa reunião de todos os Embaixadores de Boa Vontade e Mensageiros da Paz das Nações Unidas, onde o Secretário Geral, Kofi Annan, confirma-lhe formalmente por carta o convite, endereçado no ano anterior pelo UNFPA, para exercer as funções de Embaixadora. Um cargo que será vitalício e não remunerado.

O FNUAP (ou na sigla inglesa UNFPA) é um fundo da ONU dedicado ao acompanhamento da evolução da população mundial e à melhoria da condição da mulher. Mas uma frase não é suficiente para definir o âmbito de aplicação do fundo que ficará melhor explicado com uma visita ao site do UNFPA.

Tem sido convidada a participar em iniciativas de Educação para o Desenvolvimento, Educação para a Cidadania e "Advocacy" no Parlamento e em Escolas, Universidades, "ONG", Associações de Empresas e tem ainda feito muitas visitas de trabalho a países em desenvolvimento e participações em reuniões internacionais.

É co-autora da série documental Príncipes do Nada da RTP sobre as temáticas dos Direitos Humanos. Trabalhou também em Dar Vida sem Morrer, quatro documentários realizados na Guiné-Bissau que teve o apoio da Cooperação Portuguesa e que visou a recolha de apoio financeiro para programas de redução da mortalidade materna e neonatal em três localidades daquele país.

Em 2010 é convidada pelo Secretário Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon para participar como Oradora na Cimeira do Milénio em Nova Iorque enquanto “Campeã dos ODM” e na Abertura Oficial do Ano Internacional da Juventude. Desde essa altura tem sido Oradora convidada na Apresentação Pública do Relatório sobre o Estado da População Mundial, na Assembleia da República e Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Em 2012 sente necessidade da fundar a Corações com Coroa, uma associação sem fins lucrativos que pretende promover uma cultura de solidariedade e inclusão junto de pessoas em situações de vulnerabilidade, risco e pobreza e assim contribuir para que em Portugal se promova e vivencie uma cultura de Direitos Humanos assente na "Não discriminação" e "Não violência".

Letrista de canções 220px|miniaturadaimagem|esquerda|Furtado em 2019 Do namoro com o músico e compositor João Gil nasceram algumas letras de canções. Essa colaboração ficou registada em vários álbuns e projectos do músico, como a Ala dos Namorados e a Filarmónica Gil.

Solta-se o Beijo começa por ser um poema num postal que o João Gil transformou numa canção para a Ala dos Namorados. Por sugestão da Catarina,Canções da Nossa Vida, RTP, 1998. a Sara Tavares juntou-se ao vocalista do grupo, Nuno Guerreiro, para interpretarem ao vivo a canção que foi um grande sucesso.

Em 2000, a série de ficção da TVI Crianças SOS teve na sua banda sonora 3 músicas compostas pela dupla João e Catarina: Avô Amigo interpretada pelo Carlos do Carmo; Carta de Amor Ridículo interpretada pela Lúcia Moniz; Lutador, interpretada por Tim, foi a música que acompanhou o genérico da série e que tem perdurado na memória das pessoas. Foi editada no álbum Perdidamente - As Melhores do João Gil.

Também em 2000, a Catarina protagoniza o tele-filme da SIC A Noiva. Interpreta a personagem que dá nome à canção Laura que sonoriza a cena final do filme. O poema, escrito por ela, acompanha a música do João Gil, transcreve as mensagens perdidas entre Laura e Jorge, o noivo desaparecido na Guerra Colonial, e Eduardo, o amor condescendido por Laura. Jorge Palma, Lena d'Água e Diogo Infante dão voz ao triângulo amoroso retratado no filme.