O Presbiterianismo em Minas Gerais representa um dos pilares históricos do protestantismo de missão no Brasil, estabelecendo-se no final do século XIX através de missionários norte-americanos. Sua consolidação ocorreu fortemente no interior do estado, transcendendo a propagação religiosa para englobar uma vasta infraestrutura educacional e agrária que influenciou profundamente o desenvolvimento regional. Presbiterianos, são a segunda maior família denominacional protestante histórica em Minas Gerais (atrás apenas dos batistas), correspondendo a 0,77% da população da unidade federativa.

Etimologia A palavra "presbiterianismo" tem origem no termo grego presbyteros (πρεσβύτερος), que significa "ancião". A denominação fundamenta-se historicamente no sistema de governo eclesiástico estruturado de forma representativa e governado por conselhos de presbíteros (anciãos).

História

As primeiras movimentações do presbiterianismo no território mineiro remontam à década de 1870. O primeiro presbiteriano a passar por Minas Gerais foi o colportor Jacob Filipe Wingerther, que em 1879, visou as cidades de Cabo Verde (Minas Gerais) e o distrito de São Bartolomeu (Ouro Preto). Todavia, o Presbiterianismo só se instalou em Minas Gerais em 1884, com a chegada do Reverendo John Boyle. À época, o missionário residia em Mogi-Mirim, em São Paulo. Todavia, recebeu um carta de Tertuliano Goulart e Cherubino dos Santos, residentes em Araguari, pedindo esclarecimentos para a compreensão da Bíblia.Assim, em 1884 o missionário passou por Estrela do Sul e visitou os jovens. Após instruí-los, eles foram recebidos como membros da Igreja Presbiteriana do Brasil. Em 1893, por sua vez, a Igreja Presbiteriana de Araguari foi formalmente organizada. A partir da evangelização e plantação de mais igrejas, o Presbiterianismo tornou-se a segunda maior família denominacional protestante histórica no Estado.

Em 1886, a Igreja Presbiteriana no Brasil posicionou-se historicamente contra a escravidão durante a realização do seu 22º Presbitério no Rio de Janeiro, um movimento que teve repercussões na condução dos núcleos localizados em Minas Gerais. Mais tarde, no início do século XX (1903), divergências teológicas e administrativas levaram o reverendo Eduardo Carlos Pereira a romper com a missão americana, resultando na criação da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil (IPI), que também ergueu congregações no estado mineiro.

Construção/Fundação A fundação mais expressiva do presbiterianismo mineiro ocorreu em 1892, quando a Missão Sul dos Estados Unidos instalou seu primeiro campo oficial em Lavras, Minas Gerais.

Neste município, o reverendo Samuel Rhea Gammon estabeleceu as bases do Instituto Evangélico, que fundou o Colégio dos Meninos em 1904. Em 1908, visando atender agricultores, estruturou a Escola Agrícola de Lavras, a qual, em 1938, passou a se chamar Escola Superior de Agricultura de Lavras (E.S.A.L.), atual Universidade Federal de Lavras (UFLA). A construção dessa rede incluiu também o engajamento de mulheres missionárias americanas, como Ruth B. See e Henriqueta Armstrong, que fundaram uma escola em Bom Sucesso no ano de 1913.

Dados Técnicos/Geográficos O desenvolvimento inicial do presbiterianismo mineiro esteve estrategicamente concentrado no Sul de Minas (Lavras, Cabo Verde e Bom Sucesso), aproveitando rotas de expansão que favoreciam o trânsito com o estado de São Paulo e o Rio de Janeiro. AnoEvento DocumentadoLocalidade1879Conversão de Antonio de Pádua Dias (1º núcleo presbiteriano local)Cabo Verde, MG1892Instalação da Missão Presbiteriana do Sul dos EUALavras, MG1904Inauguração do Colégio dos Meninos (ensino secundário)Lavras, MG1908Criação oficial da Escola Agrícola de LavrasLavras, MG1913Fundação da Escola de Meninas por missionáriasBom Sucesso, MG

Impacto Atual O Instituto Presbiteriano Gammon e a atual UFLA permanecem como os legados de maior proeminência material e institucional da missão original em Minas Gerais, atestando o impacto da doutrina não apenas na esfera da fé, mas no desenvolvimento prático do ensino superior agrário no Brasil.

Igreja Presbiteriana do Brasil

A Igreja Presbiteriana do Brasil é a maior denominação presbiteriana em Minas Gerais. É constituída no Estado por 14 Sínodos, a saber: Sínodo Belo Horizonte, Sínodo Leste de Minas, Sínodo Metropolitano de Belo Horizonte, Sínodo Minas-Espírito Santo, Sínodo Mojiana, Sínodo Norte de Minas, Sínodo Oeste de Belo Horizonte, Sínodo Oeste de Minas, Sínodo Pampulha, Sínodo Rio Doce, Sínodo Sul de Minas, Sínodo Triângulo Mineiro, Sínodo Vale do Aço e Sínodo Zona da Mata Mineira , que juntos possuem 52 presbitérios em Minas Gerais (excluídos os presbitérios do Espírito Santo nestes sínodos) e aproximadamente 595 igrejas e congregações federadas em todo o Estado.

Igreja Presbiteriana Independente do Brasil

A Igreja Presbiteriana Independente do Brasil possui 2 igrejas no Belo Horizonte.

Igreja Presbiteriana Conservadora do Brasil

A Igreja Presbiteriana Conservadora do Brasil tem igrejas em Prata (Minas Gerais), Uberlândia, Iraí de Minas (vinculadas ao Presbitério Centro Sul), Muzambinho, Cabo Verde (Minas Gerais), São João da Mata (vinculadas ao Presbitério Bandeirante). e em Guaxupé (vinculada ao Departamento Missionário).

Igreja Presbiteriana Unida do Brasil

A Igreja Presbiteriana Unida do Brasil possui igrejas em Pains e Belo Horizonte, vinculadas ao Presbitério Eramos Bragra.

Outras denominações presbiterianas

A Igreja Presbiteriana Fundamentalista do Brasil não possuem igrejas no estado..

Vert também Igreja Presbiteriana do Brasil

Samuel Rhea Gammon

Eduardo Carlos Pereira

Universidade Federal de Lavras

Billy Gammon

Categoria:Presbiterianismo no Brasil por unidade federativa Categoria:Religião em Minas Gerais