As festas juninas na Bahia ou São João da Bahia são as festas realizadas durante o mês de junho nos municípios do estado brasileiro da Bahia e em torno das celebrações dedicadas aos santos cristãos Antônio, João e Pedro. Nesse conjunto das festas juninas, se destaca a Véspera de São João na noite do dia 23 de junho. É, juntamente com o Carnaval, um dos mais importantes eventos festivos populares realizados no estado.

Possui como característica marcante a interiorização, já que é comemorado em todos os 417 municípios baianos, sendo o estado com mais festejos juninos no Brasil, embora municípios como Amargosa, Santo Antônio de Jesus, Cruz das Almas, Ibicuí, Jequié e Senhor do Bonfim se destaquem. Alguns municípios são conhecidos pela guerra de espadas, tradição proibida devido ao alto índice de acidentes.

Estima-se que, devido à pandemia de COVID-19 na Bahia e o cancelamento dos festejos, o estado deixou de arrecadar na ordem de milhões de reais em tributos.

História miniatura|Festa junina em 2011, no município de Mairi, na Bahia. A festa junina em celebração ao São João, chega ao Brasil com os jesuítas, no século XVI. A primeira menção sobre a festa junina e o São João no Brasil, ocorre na Bahia, em palavras do jesuíta Fernão Cardim, em seu Tratado da Terra e da Gente do Brasil (século XVI), relatando que a festa de São João era uma das mais celebradas pelos povos indígenas das aldeias da Bahia, especialmente na região do recôncavo baiano. De acordo com Cardim, as aldeias eram tomadas por fogueiras, e os indígenas pulavam sobre elas com entusiasmo, muitas vezes sem se preocuparem com vestimentas, chegando inclusive a se queimar levemente. O relato evidencia a forma espontânea e entusiástica com que a festividade cristã foi incorporada às práticas culturais locais.Fernão Cardim, Tratado da Terra e da Gente do Brasil, c. 1583.

miniatura|Festa junina em Irecê, na Bahia. Tradicionalmente, as festas juninas na Bahia eram celebradas nas residências, nas praças e nas zonas rurais. A partir do ano de 1970, a BAHIATURSA (a então agência governamental estadual de turismo) começou a organizar o São João como um evento público de massa, com presença de palco e bandas, inicialmente no município de Cachoeira, no Recôncavo Baiano, com o intuito de promover o turismo no estado, sendo o município, o pioneiro dos megaeventos juninos no Nordeste do Brasil. Posteriormente, a agência passou a organização para a prefeitura local. Esse formato de investimento inspirou outros municípios do interior da Bahia, como Cruz das Almas, Amargosa, Senhor do Bonfim, Santo Antônio de Jesus, dentre outros municípios baianos e nordestinos.

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