miniatura|Gradil do Terreiro do Gantois. Próximo dali, o Terreiro da Casa Branca também possui um painel de fechamento de autoria de Bel Borba em sua calçada para avenida Vasco da Gama. miniatura|Barracão de festas da Casa de Oxumarê Esta é uma lista de terreiros de candomblé em Salvador, capital do estado brasileiro da Bahia. O município de Salvador é centro turístico religioso, tal como evidenciam seu epítetos de "Meca da Negritude" e "Roma Negra". Tanto o primeiro quanto o segundo epíteto demonstram a centralidade da cidade para o candomblé, a religião dos orixás. O primeiro remete à comunidade de pessoas escravas muçulmanas traficadas para Salvador. O segundo deriva da "retradução" da expressão "Roma Africana" cunhada por Mãe Aninha, fundadora do Ilê Axé Opô Afonjá, via livro Cidade das Mulheres da antropóloga cultural Ruth Landes.Pinho, Patrícia de Santana. Reinvenções da Africa na Bahia. São Paulo: Annablume, 2004, p. 44. Ambos os epítetos associam Salvador a outras duas cidades-símbolo de outras religiões mundiais, o islão e o catolicismo apostólico romano respectivamente, fundamentando a ideia de Salvador como cidade mundial e centro cultural no Atlântico Negro.
Fundado ainda no início do século XIX, o Candomblé da Barroquinha foi o primeiro terreiro de Salvador, o qual era dedicado a Xangô, que tinha como Ialorixá, Mãe Marcelina . Situado atrás da Igreja de Nossa Senhora da Barroquinha, o terreiro foi expulso da região central da cidade e então transferiu-se para o atual bairro do Engenho Velho de Brotas como o terreiro da Casa Branca do Engenho Velho. Deste, mais tarde ainda no século XIX, se originaram o Terreiro do Gantois e o Ilê Axé Opô Afonjá. Todos eles são da nação queto. Não obstante, há também terreiros de outras nações em Salvador, como angola, jeje e ijexá. O Terreiro do Bogum é o mais antigo da nação jeje. Em comum às quatro nações é o processo de resistência, pois a situação experimentada no Candomblé da Barroquinha não foi única ou isolada, tanto que o povo de santo fundou seus terreiros em locais que eram, à época, áreas rurais de Salvador, o que explica alguns serem designados "roças".
Ao menos duas iniciativas procuraram catalogar os terreiros de candomblé da cidade. O Projeto de Mapeamento de Sítios e Monumentos Religiosos Negros da Bahia (Projeto MAMNBA), na década de 1980, levantou cerca de duas mil sedes de cultos afro-brasileiros. Ainda que o levantamento produzido não tenha sido decorrente de pesquisa individualizada de cada uma das sedes, o projeto dimensionou a numerosa quantidade na capital baiana e possibilitou o tombamento pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) de alguns templos soteropolitanos, como a Casa Branca do Engenho Velho — o primeiro monumento da cultura negra brasileira considerado Patrimônio Histórico do Brasil pelo IPHAN em 1986. Já no início do século XXI, o Mapeamento dos Terreiros de Candomblé de Salvador, realizado pelo Centro de Estudos Afro-Orientais (CEAO) da Universidade Federal da Bahia (UFBA), cadastrou terreiros na capital, disponibilizando o mapeamento no portal virtual do CEAO. Elaborado em parceria com duas secretarias municipais de Salvador, o mapeamento do CEAO visou, dentre outras coisas, a regularização fundiária dos terrenos ocupados por tais comunidades religiosas.
Terreiros Na tabela abaixo são listados os terreiros soteropolitanos e algumas informações complementares: imagem, data de fundação, designação de patrimônio pelo IPHAN (tombamento federal) ou pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC, tombamento estadual), nação de candomblé (quando houver especificação) e as coordenadas geográficas, em uma hiperligação que leva a um mapa com a localização do terreiro no município de Salvador. Todas as informações estão embasadas nos dados do Mapeamento dos Terreiros de Candomblé de Salvador.