Legio segunda Traiana Fortis ou Legio II Traiana Fortis ("Segunda legião valente de Trajano") foi uma legião do exército imperial romano recrutada pelo imperador Trajano em 105 juntamente com a XXX Ulpia Victrix para as Guerras Dácias. O último registro da atividade desta legião é de meados do século V, na província do Egito. O símbolo desta legião era o semideus Hércules.
Primeiros anos Após a vitória e a criação da província da Dácia, a II Traiana Fortis acompanhou o imperador em sua campanha contra os partas, que se iniciou em 115. Dois anos depois, a legião, a segunda foi estacionada na Judeia, como força de manutenção de paz numa província dada a revoltas. Em 125, a II Traiana Fortis foi transferida para o Egito, onde partilhou o acampamento de Nicópolis, perto de Alexandria, com a XXII Deiotariana. Entre 132 e 136, a segunda foi uma vez mais mobilizada para a Judeia para lidar com a Revolta de Barcoquebas.
Cerco de Alexandria A legião ainda estava sediada em Nicópolis quando uma revolta contra os romanos irrompeu no sul do Egito e Alexandria foi cercada por meses. Epidemias e fome quase destruíram a cidade, mas as duas legiões conseguiram manter a calma e repeliram os ataques. A cidade foi liberada quando Avídio Cássio chegou as legiões da Síria. Por sua bravura, a segunda recebeu o título de "Fortis" ("valente") pela defesa da cidade que era o "celeiro de Roma". Cássio governou no oriente por um tempo enquanto Marco Aurélio estava ocupado pelas guerras marcomanas.
Depois de receber a benção de Faustina, esposa de Marco Aurélio, Cássio se auto-proclamou imperador, acreditando que o imperador havia morrido. Quando a notícia de que os exércitos da fronteira do Danúbio estavam sob o controle do imperador, suas legiões decapitaram Cássio e enviaram sua cabeça para ele, que perdoou o motim e as deslocou para a fronteira do Império Parta.
Anos dos cinco imperadores
Em 194, Pescênio Níger, governador da Síria, se revoltou com o apoio de várias legiões, inclusive a II Traiana Fortis. Seu rival era Sétimo Severo, que tornar-se-ia o imperador ao final do período turbulento conhecido como "ano dos cinco imperadores". Às vésperas da batalha final, a segunda desertou e passou para o lado de Severo, um movimento que garantiu a derrocada de Níger.
Anos finais Já no século III, a legião esteve ao serviço de Caracala na Germânia e recebeu o cognome de "Germanica". Segundo a "Notitia Dignitatum" (séc. V), a II Traiana Fortis foi realocada no início do século V para Apolonópolis Magna (moderna Edfu, no Egito), no sul da província do Egito, a partir de onde serviu, ao menos com alguns de seus destacamentos ("vexillationes"), ao conde do Egito ("Comes limitis Aegypti").
Ver também Lista de legiões romanas
Ligações externas
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