Beta Israel ou judeus etíopes, por vezes referidos, inapropriadamente, como Falashim <ref> Sharon Shalom. From Sinai to Ethiopia, the halakhic and conceptual world of Ethiopian Jewry. Introduction: The Spiritual World of Ethiopian Jewry, Then and Now. Jerusalem: Gefen, 2016. Citação: "The Habesha people called them falashim, meaning 'exiled', while the members of the tribe preferred to call themselves Beta Israel.</ref> ou Falashas''',Falashas oxfordreference.com. Citação: The name ‘Falashas’, meaning ‘strangers’, is pejorative and is never used by the Beta Israel (‘House of Israel’) as these Ethiopian Jews call themselves [Tradução: "O nome 'Falashas', significando 'estrangeiros', é pejorativo e nunca é usado pela Beta Israel ('casa de Israel'), que é como esses judeus etíopes se autodesignam"]. são uma comunidade judaica coalescida na área do Axum e do Império Etíope (Habesha ou Abissínia), atualmente dividida entre as regiões de Amara e Tigré.Weil, Shalva (1997) "Collective Designations and Collective Identity of Ethiopian Jews", in Shalva Weil (ed.) Ethiopian Jews in the Limelight, Jerusalem: NCJW Research Institute for Innovation in Education,Hebrew University, pp. 35–48. (Hebrew)
Essa comunidade vivia no norte e noroeste da Etiópia, em mais de 500 aldeias espalhadas por um vasto território, entre as populações predominantemente cristãs e muçulmanas.Weil, Shalva 2012 "Ethiopian Jews: the Heterogeneity of a Group", in Grisaru, Nimrod and Witztum, Eliezer. Cultural, Social and Clinical Perspectives on Ethiopian Immigrants in Israel, Beersheba: Ben-Gurion University Press, pp. 1–17. A maior parte concentrava-se na área em torno do lago Tana e mais ao norte, na região de Tigré, entre os distritos de Wolqayit, Shire, Tselemt e Gondar e entre as províncias de Semien, Dembia, Segelt, Quara, e Belesa.
Beta Israel fez contato com outras comunidades judaicas no final do século XX. Após intensos debates constitucionais e envolvendo o Halachá – a lei judaica –, as autoridades israelenses decidiram, em 14 de março de 1977, que a Lei do retorno se aplicava também a Beta Israel.Michael Corinaldi, Ethiopian Jewry: Identity and Tradition, Rubin Mass, 1988, p. 186–188 (Hebrew) O governo de Israel e o governo dos Estados Unidos montaram operações aliyah para transportar os judeus etíopes para Israel.Weil, Shalva 2008 "Zionism among Ethiopian Jews", in Hagar Salamon (ed.) Jewish Communities in the 19th and 20th Centuries: Ethiopia, Jerusalem:Ben-Zvi Institute, pp. 187–200. (Hebrew)Weil, Shalva 2012 "Longing for Jerusalem Among the Beta Israel of Ethiopia", in Edith Bruder and Tudor Parfitt (eds.) African Zion: Studies in Black Judaism, Cambridge: Cambridge Scholars Publishing, pp. 204–217. Essas atividades incluíram, no Sudão, entre 1979 e 1985, a Operação Irmãos, a Operação Moisés e a Operação Josué; em 1991, a partir de Addis Ababa, a Operação Salomão.The Rescue of Ethiopian Jews 1978–1990 (Hebrew); "Ethiopian Immigrants and the Mossad Met" (Hebrew)Weil, Shalva. (2011) Operation Solomon 20 Years On, International Relations and Security Network (ISN).
Os Falash Mura são os descendentes da Beta Israel que se converteram ao cristianismo. Alguns estão retornando às práticas do judaísmo Halcá e vivendo juntos em comunidades. Os líderes espirituais da Beta Israel, incluindo o kes'' Raphael Hadane, têm defendido a aceitação dos Falash Mura como judeus.Takuyo Hadane, From Gondar To Jerusalem, pp. 91–106 O governo israelense decidiu, em resolução de 2003, que os descendentes da linhagem de mães judias têm o direito de emigrar para Israel, com base no direito de retorno, mas só podem se tornar cidadãos se formalmente se converterem ao judaísmo ortodoxo."The issue of Falash Mura aliyah – follow-up report", Israeli Association for Ethiopian Jews, (Hebrew) Tal resolução foi alvo de controvérsias na sociedade israelense."Israel is losing its sovereignty", Ha'aretz.Israel "can't bring all Ethiopian Jews at once" – foreign minister., Asia Africa Intelligence Wire (From BBC Monitoring International Reports).Israel orchestrates mass exodus of Ethiopians. Knight Ridder/Tribune News Service.Nigel Vaughan Lowe; Gillian Douglas (1996). Families Across Frontiers. Martinus Nijhoff Publishers. p. 391. ISBN 90-411-0239-6.
Em 2009, dos judeus etíopes residentes em Israel, muitos já eram nascidos no país. ou 32% dos membros da comunidade tinham pelo menos um dos pais nascido na Etiópia.
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