thumb|O Olho da Providência, ou o olho que tudo vê de Deus, exibido na nota de um dólar americano, tem sido usado por algumas pessoas como evidência de uma conspiração envolvendo os fundadores dos Estados Unidos. Teoria da conspiração, também chamada de teoria conspiratória ou conspiracionismo, é uma hipótese explicativa ou especulativa que sugere que há duas ou mais pessoas ou até mesmo uma organização que têm “tramado” para causar ou acobertar, por meio de planejamento secreto e de ação deliberada, em situação ou evento tipicamente considerado manipulativo, ilegal ou prejudicial.
Desde meados dos anos 1960, o termo se refere a explicações que mencionam conspirações sem fundamento, muitas vezes produzindo suposições que contrariam a compreensão predominante dos eventos históricos ou de simples fatos. Adicionado em 4 de Agosto de 2019.Pigden, Charles R (2007). "Conspiracy Theories and the Conventional Wisdom," Episteme: A Journal of Social Epistemology Volume 4, Issue 2, p. 222. DOI: 10.1353/epi.2007.0017.Coady, David. Conspiracy theories: the philosophical debate, Ashgate Publishing, pp. 2, 140.Balaban, Oded (2005). Interpreting conflict: Israeli-Palestinian Negotiations at Camp David II and Beyond, Peter Lang, p. 66.
Uma característica comum das teorias conspiratórias é que elas evoluem para incluir provas contra si próprias, de modo que se tornem infalseáveis e, como afirma Michael Barkun, "uma questão de fé em vez de prova".Barkun, Michael (2003). A Culture of Conspiracy: Apocalyptic Visions in Contemporary America. University of California Press, p. 7.Barkun, Michael (2011). Chasing Pantoms: Reality, Imagination, and Homeland Security Since 9/11. University of North Carolina Press, p. 10. O termo "teoria da conspiração" adquiriu, portanto, um significado depreciativo e é muitas vezes usado para rejeitar ou ridicularizar crenças impopulares.
As teorias da conspiração são geralmente concebidas para resistir à falsificação e são reforçadas pelo raciocínio circular: tanto as provas contra a conspiração como a ausência de provas a seu favor são mal interpretadas como provas da sua verdade,Byford, Jovan (2011). Conspiracy theories : a critical introduction. Houndmills, Basingstoke, Hampshire: Palgrave Macmillan. ISBN 9780230349216. OCLC 802867724.Keeley, Brian L. (March 1999). "Of Conspiracy Theories". The Journal of Philosophy. 96 (3): 109–126. doi:10.2307/2564659. JSTOR 2564659 pelo que a conspiração se torna uma questão de fé em vez de algo que pode ser provado ou refutado.Barkun, Michael (2003). A Culture of Conspiracy: Apocalyptic Visions in Contemporary America. Berkeley: University of California Press. pp. 3–4.Barkun, Michael (2011). Chasing Phantoms: Reality, Imagination, and Homeland Security Since 9/11. Chapel Hill: University of North Carolina Press. p. 10. Estudos relacionaram a crença em teorias da conspiração à desconfiança na autoridade e ao cinismo político.Radnitz, Scott (2021), Citizen Cynics: How People Talk and Think about Conspiracy, University of Washington: Oxford University Press, doi:10.1093/oso/9780197573532.003.0009, ISBN 978-0-19-757353-2.Swami, Viren (6 August 2012). "Social Psychological Origins of Conspiracy Theories: The Case of the Jewish Conspiracy Theory in Malaysia". Frontiers in Psychology. London, UK. 3: 280. doi:10.3389/fpsyg.2012.00280. ISSN 1664-1078. PMC 3412387. PMID 22888323.Jolley, Daniel; Douglas, Karen M. (20 February 2014). "The Effects of Anti-Vaccine Conspiracy Theories on Vaccination Intentions". PLOS ONE. University of Kent. 9 (2): e89177. Bibcode:2014PLoSO...989177J. doi:10.1371/journal.pone.0089177. ISSN 1932-6203. PMC 3930676. PMID 24586574. Alguns pesquisadores sugerem que a ideação conspiracionista - crença em teorias da conspiração - pode ser psicologicamente prejudicial ou patológica,Freeman, Daniel; Bentall, Richard P. (29 March 2017). "The concomitants of conspiracy concerns". Social Psychiatry and Psychiatric Epidemiology. 52 (5): 595–604. doi:10.1007/s00127-017-1354-4. ISSN 0933-7954. PMC 5423964. PMID 28352955.Barron, David; Morgan, Kevin; Towell, Tony; Altemeyer, Boris; Swami, Viren (November 2014). "Associations between schizotypy and belief in conspiracist ideation" (PDF). Personality and Individual Differences. 70: 156–159. doi:10.1016/j.paid.2014.06.040. e que está correlacionada com menor pensamento analítico, baixa inteligência, projeção psicológica, paranoia e maquiavelismo.Douglas, Karen M.; Sutton, Robbie M. (12 April 2011). "Does it take one to know one? Endorsement of conspiracy theories is influenced by personal willingness to conspire" (PDF). British Journal of Social Psychology. 10 (3): 544–552. doi:10.1111/j.2044-8309.2010.02018.x. PMID 21486312. S2CID 7318352 Os psicólogos geralmente atribuem a crença em teorias da conspiração a uma série de condições psicopatológicas, como paranoia, esquizotipia, narcisismo e apego inseguro,Andrade, Gabriel (April 2020). "Medical conspiracy theories: Cognitive science and implications for ethics" (PDF). Medicine, Health Care and Philosophy. Springer on behalf of the European Society for Philosophy of Medicine and Healthcare. 23 (3): 505–518. doi:10.1007/s11019-020-09951-6. ISSN 1572-8633. PMC 7161434. PMID 32301040. S2CID 215787658. ou a uma forma de preconceito cognitivo chamada "percepção de padrão ilusório".Dean, Signe (23 October 2017). "Conspiracy Theorists Really Do See The World Differently, New Study Shows". Science Alert.Sloat, Sarah (17 October 2017). "Conspiracy Theorists Have a Fundamental Cognitive Problem, Say Scientists". Inverse. Retrieved 17 June 2020. No entanto, um artigo de revisão de 2020 descobriu que a maioria dos cientistas cognitivos veem a teorização da conspiração como tipicamente não patológica, dado que a crença infundada na conspiração é comum em culturas históricas e contemporâneas, e pode surgir de tendências humanas inatas para fofocas, grupo coesão e religião. Relaciona-se à apofenia, ou seja, fenômeno mental no qual as pessoas tendem a formar ou reconhecer conexões a partir de dados totalmente aleatórios, chegando a conclusões a partir de dados inconclusivos.
Uso do termo Os indivíduos formulam teorias conspiratórias para explicar, por exemplo, as relações de poder em grupos sociais e a existência percebida de forças malignas.Barkun 2003, p. 3: "uma crença conspiratória é a crença de que uma organização composta de indivíduos ou grupos estava ou está agindo secretamente para atingir um fim malévolo."Link text, Türkay Salim Nefes (2013) The Sociological Review Volume 61, Issue 2, pages 247–264.Link text, Türkay Salim Nefes (2012), Journal of Historical Sociology, Volume 25, Issue 3, pages 413–439, setembro de 2012. Teorias da conspiração têm origens principalmente psicológicas ou sociopolíticas. As origens psicológicas propostas incluem projeção; a necessidade pessoal de tentar explicar "um evento significante [com] uma causa significante"; e o resultado de vários tipos e estágios de transtornos de pensamento (disposição paranoica, por exemplo), que vão desde as doenças mentais graves até as diagnosticáveis. Algumas pessoas preferem explicações sociopolíticas para não se sentirem inseguras ao se depararem com situações aleatórias, imprevisíveis ou, de outra forma, inexplicáveis.Justin Fox: "Wall Streeters like conspiracy theories. Always have", Time, 1 de outubro de 2009.<ref name="Goertzel 1994 733–744"> Conspiracism, Political Research Associates
Ligações externas
September 11 Conspiracy Theories: Confused stories continue, 2006, usembassy.gov Why Rational People Buy Into Conspiracy Theories, Maggie Koerth-Baker, 21 de maio de 2013, NYT.
Teorias da conspiração absurdas, mas que se mostram reais na Revista Galileu
Categoria:Sociologia
Categoria:Barreiras ao pensamento crítico