Casa Francisco é o terceiro álbum da banda brasileira Francisco, el Hombre, lançado em 21 de outubro de 2021. É o primeiro disco com a baixista Helena Papini.

O álbum foi criado durante um período de isolamento dos integrantes em uma casa amarela (o Sítio Romã) em Araçoiaba da Serra, e parte de sua produção foi transmitida pela internet como em um reality show ao longo do mês de outubro de 2021. A ideia era fazer do processo de criação do disco um "anti-espetáculo". A banda o considera "o disco mais Francisco, el Hombre de todos", daí o motivo de conter uma referência ao nome do grupo no título.

O quinteto o comparou ao seu primeiro disco La Pachanga!, vendo-o como mais "maduro" e dizendo que a estreia era o grupo anunciando que estava "saindo para o mundo" e Casa Francisco são eles anunciando a volta para o lar.

Contexto e divulgação O disco veio após um período em que os membros investiram em projetos solo (a saber: Sebastianismos (de Sebastián Piracés-Ugarte), Lazúli (de Juliana Strassacapa) e Baby (de Mateo Piracés-Ugarte)). Parte das faixas já estavam escritas há algum tempo, mas o grupo não se sentia pronto para lançá-las; no total, entre 50-60 canções foram criadas.

A produção foi financiada com a ajuda de um edital da Prefeitura de São Paulo.

O primeiro single a ser divulgado foi "Nada Conterá a Primavera", que mistura ritmos de salsa, mambo e jazz latino e faz referência ao MST. O segundo single, "Olha a Chuva", saiu em 30 de setembro, com a participação de Dona Onete. A faixa foi composta em cinco minutos, num dia outrora pouco produtivo para a banda em que uma chuva repentina forçou os integrantes a correrem para tirar roupas do varal. A ideia de chamar Dona Onete para participar da faixa veio do fato da cantora ser natural da Ilha de Marajó, local em que chove diariamente.

O terceiro single, "Se Nâo Fosse Por Ontem", tem a participação de Rubel e fala das "durezas que a humanidade tem que passar para se chegar até aqui". A faixa curta "Pele Velha", que reprisa parte de "Loucura", originalmente encerraria o álbum, mas tornou-se um interlúdio. "Ocê" é uma homenagem à companheira de Andrei Martinez Kozyreff.

Recepção da crítica

Tony Aiex, do Tenho Mais Discos Que Amigos!, considerou que, no disco, os gêneros com os quais a Francisco, el Hombre, trabalha "foram fundidos de forma uniforme e linear para estampar a sonoridade única da banda, uma identidade própria que nunca esteve tão em forma."

Faixas

Créditos Conforme Cultura e Negócios:

Francisco, el Hombre Mateo Piracés Ugarte — vocais, violão, Pro Tools Sebastián Piracés Ugarte — vocais, bateria Juliana Strassacapa — vocais, percussão Andrei Martinez Kozyreff — guitarra Helena Papini — baixo

Músicos de apoio/convidados Josyara — vocais Dona Onete — vocais Rubel — vocais Céu — vocais Isabella Salvego de Souza — ukelele Maicon Faquim Araki — percussão Giovani Alves Loner — trombone Douglas William Rodrigues dos Santos — trompete Mariana Marinelli de Oliveira — saxofone, flauta transversal Max Matta — ProTools

Pessoal técnico Mateo Piracés Ugarte — edição Max Matta — edição e técnico de gravação Caíque Neri Chaves — técnico de gravação de sopros no Estúdio Toca do Ouriço Pedro Garcia — mixagem Carlos Freitas (ClassicMaster) — materização Helena Papini, Juliana Strassacapa, Sebastian Piracés Ugarte, Andrei Martinez Kozyreff, Mateo Piracés Ugarte, Giovani Loner — arranjos

Categoria:Álbuns de 2021 Categoria:Álbuns de Francisco, el Hombre