thumb|320px|Vista panorâmica da baía
thumb|320px|Palácio da Madalena visto da baía
thumb|320px|Praia dos Biquínis
A baía de Santander é um corpo de água do mar Cantábrico situada no norte de Espanha. Nela se situa a cidade de Santander, capital da comunidade autónoma da Cantábria, cujo é um dos mais importantes do norte do país. A baía tem 22,42 km² de área, 9 km de comprimento e a sua largura máxima é 5 km.
A estreita entrada da baía está virada a norte, é precedida no lado ocidental pelo e está limitada a oeste pela e a leste pelo areal do . Ao largo da península, menos de um quilómetro a norte da entrada da baía, situa-se a . Ao largo da costa sul da península, em plena entrada da baía, outras duas pequenas ilhas: a e a minúscula . O Puntal é uma faixa comprida longitudinal de praia e dunas que protege as tranquilas águas do interior da baía.
A baía de Santander faz parte do , uma associação internacional e marca registada com sede em França.
Descrição Há vários cursos de água que desaguam na baía. Os mais importantes desaguam na parte sul, nomeadamente a ria de Astillero, nome dado à ria que resulta da confluência das rias rias de Solía e de San Salvador, que confluem a cerca de 5 km da baía. Na margem oriental desaguam as rias del Carmen e de Raos, enquanto que na margem ocidental desemboca a ria de Cubas (nome dado ao estuário do rio Miera). No passado existiu também a ria de Becedo, a qual desaguava no que é hoje o centro de Santander.
Em termos geológicos, a baía é formada por um diapiro gerado durante da orogenia alpina do Cenozoico. Os seus materiais são compostos por argilas e sais (especialmente gessos do Keuper) que ascenderam devido à existência de falhas. Este movimento provocou o aumento da fraturamento e um arrastamento significativo de rochas das camadas superiores. A área de fragilidade gerada pelas argilas do Keuper facilitou sua erosão em relação a outras áreas rochosas de arenito e calcário, o que levou ao avanço do mar e à formação da baía.
Há alguns séculos, sobretudo a partir do , que a baía tem vindo a perder área e volume. Num estudo de 1977 estimou-se que a perdas em relação aos valores originais eram então de 55% em área inundada, 58% em zona entremarés e 40% em volume de água. Esta situação deve-se à atividade humana na região, que é a mais densamente povoada da Cantábria. Na , em redor da baía vivem mais de 50% dos habitantes da Cantábria, pelo que a pressão antrópica é muito forte. Desde o que grandes áreas de marismas que foram transformadas em pastagens e serviram para ampliar o porto e criar novas áreas industriais, residenciais e de serviços.
Nos últimos anos têm sido levadas a cabo algumas ações pontuais nas zonas de alto risco ecológico que são suscetíveis de serem recuperadas, integrando-as de novo na dinâmica das marés, nomeadamente nas marismas de Alday em e nas marismas brancas e negras de . O processo de reenchimento gradual da baía é um processo complexo, devido, nomeadamente, à existência de antigos charcos de decantação de atividades de mineração na bacia do rio Miera à expansão do porto e as suas zonas industriais associadas, a secagem para aumentar as áreas de pecuária e a ocupação do perímetro da baía por infraestruturas de comunicação. Algumas das áreas roubadas ao mar são potencialmente recuperáveis, mas para muitas delas o processo já é irreversível.
Na área da baía encontram-se os seguintes municípios: Santander, Ribamontán al Mar , Marina de Cudeyo , El Astillero , Villaescusa e Camargo . Na baía um cabo — Punta de Elechas — e as seguintes ilhas: Ilha dos Ratones, ou ilha Marnay — Situada em frente à localidade de Elecha, na parte sudeste. Ilha de la Hierba — Situada perto da povoação de e da ilha dos Ratones, an parte sudeste da baía. — Pequeno arquipélago de três ilhas situadas a leste da ilha de Pedrosa, a nordeste de Pontejos, e têm a particularidade ecológica de estarem cobertas por azinheiras, o que é raro ocorrer em ilhotas. A maior, La Campanuca , situa-se a noroeste das outras duas: Peña Rabiosa , a mais oriental e moas pequena, e Tercera Isla . Esta última é a a mais baixa e a mais próxima da costa, da qual dista apenas 36 metros. O nome da Campanuca deve-se a uma antiga ermida que lá existiu na Idade Média, junto a um cemitério, da qual não há vestígios. Nessa ilha encontraram-se vários vestígios arqueológicos, nomeadamente restos de recipientes em cerâmica, e cavernas artificiais que foram usadas como refúgio durante a Guerra Civil Espanhola. — Outrora conhecida como ilha da Astilla, situa-se no fundo da baía, junto à localidade de Pontejos. Atualmente está ligada ao continente por uma ponte. — Situa-se em frente à praia dos Biquínis, ao largo da península da Madalena. Durante as marés vivas chega a estar ligada à península por um tômbolo rochoso. — É uma ilhota minúscula que é pouco mais do um rochedo, pouca distância a norte da ilha da Torre.
Praias Praias dos Tranquilos , de Loredo e de Somos — Situam-se na parte nordeste da entrada da baía, virada para o mar Cantábrico. Estão no mesmo areal, que tem continuidade com o de El Puntal. — Situada na parte nordeste da baía em frente a Santander, o seu areal, com 4,5 km de comprimento, estende-se na direção leste-oeste, fechando grande parte da baía. O lado norte dá para o mar Cantábrico, onde é frequente haver ondas, enquanto que a parte sul dá para a baía, onde a água é tranquila e pouco profunda. O areal de El Puntal constitui a margem direita (norte) da ria de Cubas, onde desagua o rio Miera. Praia de El Rostro — Situa-se na parte nordeste da baía, na localidade de do município de Marina de Cudeyo, na reentrância formada pela Punta del Rostro, que constitui a extremidade sudoeste da enseada de la Barquería, onde desagua a ria de Cubas. — Situada na parte noroeste da baía, no lado meridional da península da Madalena. Praia da Madalena — Dá continuidade a oeste à praia dos Biquínis, da qual não tem qualquer separação física. Praia dos Perigos (de Los Peligros) — Situa-se no mesmo areal das duas anteriores. O seu nome nada tem a ver com a sua perigosidade para os banhistas, pois estando na baía, as suas águas são muito tranquilas. Uma das teorias para o seu nome é que representa um perigo para os navios que, se se aproximarem muito dela ao entrarem na baía de Santander, podem encalhar na areia.
Mapa
Flora e fauna Segue-se uma lista parcial de algumas das espécies que têm o seu habitat na baía de Santander:
Notas e referências
Bibliografia
Ligações externas
Categoria:Acidentes geográficos da Cantábria Santander Categoria:Patrimônio cultural da Espanha Categoria:Santander (Espanha)