A águia-solitária, bútio-solitário (Urubitinga solitaria) é uma espécie de águia neotropical de grande porte.
Taxonomia A águia-solitária pode ser classificada nos gêneros Urubitinga, Buteogallus e Harpyhaliaetus.
Subespécies São reconhecidas duas subespécies:
Urubitinga solitaria solitaria (Tschudi, 1844) - localmente em florestas montanas da Venezuela até o noroeste da Argentina. Urubitinga solitaria sheffleri (van Rossem, 1948) - localmente em florestas montanas do sul do México ao Panamá.
Descrição O adulto da águia-solitária apresenta uma coloração cinza-escura uniforme, com marcas brancas na cauda. Mede entre 63 e 79 cm e tem uma envergadura de asas entre 152 e 188 cm.Howell, S. N., & Webb, S. (1995). A Guide to the Birds of Mexico and northern Central America. Oxford University Press. Com uma massa corporal de aproximadamente 3 kg, parece rivalizar com a sua espécie-irmã, a águia-cinzenta, como o maior membro vivo da subfamília Buteoninae, apesar de a águia-serrana ser similar e de peso ligeiramente menor. É muito similar em aparência ao gavião-caranguejeiro-negro e o gavião-preto, mas é muito maior e tem asas significativamente mais largas, que se estendem até a ponta da cauda. As asas excepcionalmente largas são uma das principais características desta espécie. Seu corpo também tem uma aparência bastante atarracada.
O jovem é manchado de marrom, com marcas ao redor dos olhos. Tirando isso, assemelha-se ao adulto.
Distribuição e habitat A águia-solitária é nativa do México e das Américas Central e do Sul. É encontrada em florestas montanhosas, em altitudes entre 600 e 2 200 m. Nenhum registro da espécie em áreas de baixa altitude foi confirmado, sendo estes geralmente identificações errôneas de outras espécies, na maioria das vezes o gavião-caranguejeiro-negro ou o gavião-preto. É rara em toda a sua distribuição e muito pouco conhecida. Muito pouco se sabe sobre a sua alimentação, apenas que parece predar grandes cobras com alguma frequência e um casal de adultos já foi registrado caçando cervos. Os restos de um aracuã já foram observados em um ninho.
A espécie é considerada quase ameaçada pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), devido à sua população relativamente pequena e provavelmente declinante, devido à perda de habitat e caça.
Em dezembro de 2018 foi realizado o primeiro registro da águia-solitária no Brasil, na Serra do Apiaú, em Roraima.
Howell, Steve N.G., and Sophie Webb. "A Guide to the Birds of Mexico and Northern Central America." Oxford University Press, New York, 1995. () Jones, H. Lee. Birds of Belize. University of Texas Press, Austin, Texas, 2003. "Raptors of the World" by Ferguson-Lees, Christie, Franklin, Mead & Burton. Houghton Mifflin (2001), .
Leitura adicional
Novy, S.A. and R.D. Van Putte. 2016. Behavioral Notes and Nesting of the Black Solitary Eagle (Buteogallus solitarius) in Belize. Transactions of the Illinois State Academy of Science, Vol. 109, pp. 29–33.
Categoria:Aves do México Categoria:Aves da América Central Categoria:Aves do Brasil Categoria:Aves descritas em 1844 Categoria:Urubitinga