O Palácio do Jaburu é um edifício localizado em Brasília, capital do Brasil. O palácio é designado como a residência oficial do Vice-presidente do Brasil. Situa-se às margens do lago Paranoá, diante da Lagoa do Jaburu, do qual herdou o nome.
O palácio foi projetado por Oscar Niemeyer em 1973, tendo sido ocupado pela primeira vez em 1977. Diferente da residência do presidente, o Palácio da Alvorada, que é bem maior e preza pela monumentalidade, o Jaburu remete a uma casa mais intimista e privativa, não tendo grandes salões e valorizando a parte externa, mas ainda com as características da arquitetura moderna típicas de seu arquiteto. Assim como outras obras de Niemeyer em Brasília, é tombado como Patrimônio Cultural pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
Desde sua abertura, foi usado pelos vices, exceto por curtos períodos entre 1985 e 1990 e entre 2016 e 2018, quando José Sarney e Michel Temer continuaram a usar o palácio após tornarem-se presidentes. Atualmente é ocupado pela vice-presidência da república, hoje exercida por Geraldo Alckmin.
História alt=|esquerda|miniaturadaimagem|153x153px|Oscar Niemeyer projetou o Palácio do Jaburu. O Palácio do Jaburu foi projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer para ser a residência oficial do vice-presidente da República, dentro da concepção urbanística proposta por Lúcio Costa para Brasília. Foi projetado em 1973 e ocupado pela primeira vez pelo vice de Ernesto Geisel, Adalberto Pereira dos Santos, em 1977, dezessete anos após a inauguração de Brasília.
Localizado ao longo da Via Presidencial, entre o Palácio do Planalto e o da Alvorada, o Palácio do Jaburu está no nível topográfico do Lago Paranoá, ocupando terreno de 190 mil metros quadrados. O palácio recebeu esse nome por ficar ao lado da Lagoa do Jaburu, que diferente do vizinho Lago Paranoá, é um corpo de água natural.
Entre o final de 1985 e 1990, no período que o vice-presidente José Sarney assumiu a presidência, o Palácio do Jaburu foi usado como residência temporária para chefes de estado estrangeiros em visita oficial ao Brasil pelo Itamaraty, voltando a ser a residência do vice-presidente após esse período.
Quando Michel Temer se tornou presidente após o impeachment de Dilma Rousseff em 2016, ele deixou o palácio para ir morar no Palácio da Alvorada, mas voltou após onze dias e preferiu permanecer no Jaburu durante sua presidência, até o fim de 2018. Ele teria dito que o Jaburu era mais aconchegante que o Alvorada, que seria "grande e longe demais". Enquanto Temer foi morador do palácio, entre 2010 e 2018, gastou 24 mil reais em reparos, trocas de móveis e a instalação de uma tela de proteção para evitar acidentes com o filho pequeno, que apesar de desconfigurar a fachada tombada, foi autorizada pelo IPHAN devido ao caráter temporário.
Vice-presidentes residentes Os vice-presidentes que ocuparam o Palácio do Jaburu foram:
Adalberto Pereira dos Santos, vice-presidente de Ernesto Geisel. Aureliano Chaves, vice-presidente de João Figueiredo. José Sarney, presidente interino, vice-presidente de Tancredo Neves.Sarney foi vice-presidente de Tancredo Neves, porém, assumiu a presidência da República interinamente devido a doença do titular eleito. Itamar Franco, vice-presidente de Fernando Collor. Marco Maciel, vice-presidente de Fernando Henrique Cardoso. José Alencar, vice-presidente de Luiz Inácio Lula da Silva. Michel Temer, vice-presidente de Dilma Rousseff Hamilton Mourão, vice-presidente de Jair Bolsonaro. Geraldo Alckmin, vice-presidente de Luiz Inácio Lula da Silva. alt=|miniaturadaimagem|Hall de entrada.
O Palácio Oscar Niemeyer queria que o palácio tivesse um aspecto brasileiro, adotando elementos da arquitetura colonial em alguns móveis e em características como as largas varandas protegidas e o pátio interno, mas também trazendo as características típicas da arquitetura moderna brasileira, com plasticidade no uso do concreto armado. O arquiteto se preocupa em garantir a intimidade dos moradores, com poucas aberturas nos quartos e grandes aberturas nas salas, mas que, voltadas para o interior e com o térreo estando um metro acima do solo, tem privacidade.thumbnail|Vitral de Marianne Peretti na entrada da sala de estar.|alt=
Interior alt=|miniaturadaimagem|O Pátio interno ajardinado. O hall de entrada tem um quadro de Rubem Valentim. Ficam ali uma mesa brasileira do século XIX e as cadeiras de jacarandá do século XVIII. O escritório, voltado a pequenas reuniões, tem piso e revestimentos em madeira, uma mesa brasileira do século XIX e o quadro Cidade, de Antônio Bandeira. Ao lado, a capela do Palácio do Jaburu é repleta de obras de arte. Os vitrais são de Marianne Peretti, e os bancos e o altar foram desenhados por Anna Maria Niemeyer. No altar, há uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, feita pelo artista Valcides Mairinque em um único bloco de madeira.
A Sala de Espera tem poltronas Marquesa, desenhadas pelo próprio Oscar Niemeyer. Um painel de vidro, também de Marianne Peretti, divide a Sala de Espera da Sala de Estar, que tem uma parede revestida com espelho, adornos de prata e mesa de centro projetados por Ludwig Mies van der Rohe, outro famoso arquiteto moderno. A Sala de Estar é separada da Sala de Almoço por um grande painel curvilíneo.
Na Sala de Almoço ficam cadeiras Tião, do designer Sergio Rodrigues, e um baldaquim com uma imagem sacra. Na outra parede, uma obra de arte em mármore feita por Athos Bulcão. Outros móveis da casa tem desenhos de George Nelson e Hannah e Morrison. Há também uma sala de jantar, com dez lugares.
No mesmo piso ficam a suíte do casal e outros quartos, além da cozinha. No subsolo ficam sala de TV, cinema particular, dispensa, frigorífico, lavanderia, alojamentos para empregados e a garagem. alt=|miniaturadaimagem|Fachada externa.
Exterior alt=|miniaturadaimagem|Pátio externo e piscina. A principal característica do Palácio e o que o diferencia, fundamentalmente, de outros, como o Alvorada, é o fato de ser uma construção exclusivamente destinada a moradia. Os seus 4.283 metros quadrados privilegiam mais a área externa, com generosas varandas, do que as áreas comuns, como os salões, cujas dimensões se aproximam das de outras residências e não dos palácios tradicionais. O grande pátio interno, ajardinado, se prolongando desde a sala e se estendendo até a lagoa do Jaburu, com piscina e um pequeno embarcadouro, é o destaque do projeto, na opinião do próprio Niemeyer.
Jardim Em seu jardim, projetado pelo paisagista Roberto Burle Marx, foram cuidadosamente mantidas várias espécies de árvores típicas do cerrado original, que hoje se misturam às fruteiras e às plantas ornamentais trazidas de outras regiões do País, como paineiras, ipês e palmeiras. A tranquilidade do lugar ajuda a transformá-lo em um viveiro natural de pássaros, que acabaram por misturar-se às emas que circulam livremente pela imensa área gramada. Além delas, são facilmente vistos no Jaburu aves como cardeal-do-nordeste, coleiro baiano e siriri. O jardim de Burle Marx tem um tombamento específico, a parte da proteção do palácio, junto de outros jardins feitos pelo paisagista na capital brasileira.
Visitação miniaturadaimagem|Vídeo do Planalto sobre diversos elementos do Palácio do Jaburu.
A visitação do Palácio é feita no mesmo passeio que as visitas ao Alvorada, nas quartas-feiras, das 15 às 17h, sem agendamento prévio.
Ligações externas
Página oficial do Palácio do Jaburu no sítio da Presidência da República Vice-presidencia.gov.br O Palácio no site da Fundação Niemeyer
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