O Köln foi um cruzador rápido operado pela Reichsmarine e Kriegsmarine e a terceira e última embarcação da Classe Königsberg, depois do e . Sua construção começou em agosto de 1926 na Reichsmarinewerft Wilhelmshaven e foi lançado ao mar em maio de 1928, sendo comissionado na frota em janeiro de 1930. Era armado com uma bateria principal composta por nove canhões de 149 milímetros em três torres de artilharia triplas, tinha um deslocamento carregado de quase oito mil toneladas e alcançava uma velocidade máxima de 32 nós.
O Köln passou seus primeiros anos de serviço como navio-escola, depois participou de patrulhas de não-intervenção na Guerra Civil Espanhola. A Segunda Guerra Mundial começou em 1939 e o cruzador participou operações no Mar do Norte. Em seguida se envolveu na invasão da Noruega em abril de 1940, participando de um ataque a Bergen. Retornou para a Noruega em 1942, onde permaneceu sem entrar em ação até 1945, quando voltou para a Alemanha. Foi afundado em Wilhelmshaven em março por ataques aéreos estadunidenses e desmontado após o fim da guerra.
Características
thumb|esquerda|270px|Desenho da Classe Königsberg O Köln tinha 174 metros de comprimento de fora a fora, uma boca de 15,2 metros e um calado máximo de 6,28 metros. Seu deslocamento carregado era de 7,8 mil toneladas. O sistema de propulsão era composto por seis caldeiras de tubos d'água do tipo Marítimo que queimavam óleo combustível e alimentavam quatro turbinas a vapor, cada par girando uma hélice, mais dois motores a diesel de quatro tempos com dez cilindros. Este sistema tinha uma potência indicada de 65,3 mil cavalos-vapor (48 mil quilowatts) para uma velocidade máxima de 32 nós (59 quilômetros por hora). A autonomia era de aproximadamente 5,7 mil milhas náuticas (10,6 mil quilômetros) a uma velocidade de dezenove nós (35 quilômetros por hora). Sua tripulação era formada por 21 oficiais e 493 marinheiros.
O armamento principal do navio consistia em nove canhões de 149 milímetros montados em três torres de artilharia triplas, uma localizada à vante e as outras duas sobrepostas à ré. A terceira torre ficava desalinhada da segunda a fim de aumentar o arco de disparo. O armamento antiaéreo tinha dois canhões calibre 45 de 88 milímetros em montagens individuais. Também havia quatro tubos de torpedo de quinhentos milímetros e o navio também era capaz de levar até 120 minas navais. O navio era protegido por um cinturão de blindagem de cinquenta milímetros de espessura, um convés de quarenta milímetros e anteparas de setenta milímetros. As torres de artilharia tinham entre vinte a trinta milímetros e ficavam em cima de barbetas de trinta milímetros. A torre de comando tinha laterais de cem milímetros.
Carreira Tempos de paz O Köln foi encomendado como "Cruzador D" e recebeu o nome provisório de Ersatz Arcona, um substituto para o antigo cruzador rápido Arcona. Seu batimento de quilha ocorreu em 7 de agosto de 1926 na Reichsmarinewerft Wilhelmshaven. Foi lançado ao mar em 23 de maio de 1928 e comissionado Reichsmarine em 15 de janeiro de 1930, o último membro da sua classe a entrar em serviço. Passou um ano realizando testes marítimos e treinamentos no Mar Báltico. Foi modificado ainda em 1930 com a instalação de duas montagens duplas de canhões antiaéreos de 88 milímetros no lugar das montagens originais individuais, ampliação de sua superestrutura de ré e adição de um sistema de controle de disparo à ré para as armas antiaéreas. Esses novos canhões tiveram um desempenho insatisfatório e assim foram substituídos por seis armas de 88 milímetros de um novo modelo em três montagens duplas. Um diretório de controle de disparo antiaéreo estabilizado SL-1 também foi instalado. Fez um cruzeiro no Oceano Atlântico no início de 1932 para mais testes marítimos. Ao voltar para a Alemanha embarcou sua primeira tripulação de cadetes navais para um cruzeiro ao redor do mundo, partindo no final do ano. O Köln parou em vários portos nos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico, bem como no Mar Mediterrâneo. Sua passagem pela Austrália incluiu paradas em Adelaide, Melbourne, Sydney e Hobart, com sua tripulação participando de várias partidas de futebol contra equipes locais, incluindo uma da Marinha Real Australiana em Sydney.
thumb|270px|O Köln em 1936 Uma catapulta de aeronaves foi instalada em 1935 junto com um guindaste para lidar com hidroaviões. Um mastro de poste também foi instalado à ré da segunda chaminé. O Köln continuou como navio-escola até o início de 1936, quando foi transferido para deveres de proteção pesqueira. No ano seguinte fez patrulhas de não intervenção perto da Espanha durante a Guerra Civil Espanhola. O cruzador pesado foi atacado por aeronaves Republicanas em maio de 1937 e o Köln transportou os feridos de volta para a Alemanha. O navio conduziu mais quatro patrulhas perto do litoral espanhol e então voltou em 1938 para a proteção pesqueira no Mar do Norte. Depois passou por manutenção em Kiel. Em março de 1939 foi para Memel por conta da anexação do Território de Memel, que a Alemanha exigiu que fosse devolvido da Lituânia. Mais tarde no mesmo ano participou de várias manobras no Atlântico junto com o couraçado e os cruzadores pesados Deutschland, e Admiral Graf Spee.
Segunda Guerra Primeiros anos O Köln foi para o Báltico no final de agosto com a fim de impedir que navios poloneses escapassem da planejada invasão da Polônia em 1º de setembro, porém fracassou. Entre 3 e 20 de setembro participou da criação de um campo minado defensivo no Mar do Norte. Juntou-se ao Gneisenau e nove contratorpedeiros em 7 de outubro para uma surtida no Kattegat e Skagerrak em direção do litoral da Noruega. O objetivo era fingir uma tentativa de entrar no Atlântico, o que continuaria a pressão sobre o Reino Unido para manterem comboios e aliviaria a pressão sobre o Admiral Graf Spee no Atlântico Sul. Outro objetivo era atrair a Frota Doméstica para fora de Scapa Flow e para o alcance da Luftwaffe. A força alemã foi encontrada por aeronaves britânicas em 8 de outubro ao sul do litoral norueguês e os navios voltaram para casa, chegando em Kiel dois dias depois. A Frota Doméstica tinha saído de Scapa Flow para interceptar os alemães, porém não os encontraram. Um total de 148 aeronaves alemãs decolaram para atacarem os britânicos, porém não alcançaram nada. Os britânicos lançaram um ataque aéreo próprio com doze bombardeiros Vickers Wellington, porém não conseguiram acertar seus alvos. A Frota Doméstica não retornou para Scapa Flow, mas mesmo assim o submarino U-47 conseguiu penetrar as defesas da base em 14 de outubro e afundar o couraçado .
O Köln e o cruzador rápido escoltaram os couraçados Gneisenau e entre 20 e 22 de novembro na primeira parte da surtida que os navios maiores realizariam no Atlântico. Os dois cruzadores foram então destacados para se juntarem a uma patrulha em busca de navios mercantes Aliados no Skagerrak junto com o Deutschland e três barcos torpedeiros. A patrulha durou até o dia 25 e não conseguiu encontrar embarcação alguma, assim voltaram para casa. O Köln, o Leipzig e o cruzador rápido fizeram uma surtida no Mar do Norte em 13 de dezembro para se encontrarem e escoltarem cinco contratorpedeiros que estavam voltando de uma operação de criação de campos minados próximos de Newcastle upon Tyne, no Reino Unido. Os navios foram atacados às 10h45min pelo submarino britânico HMS Salmon, que conseguiu acertar um torpedo no Leipzig e um no Nürnberg; isto fez com que as funções fossem invertidas, com os contratorpedeiros escoltando os cruzadores de volta para a Alemanha.
thumb|esquerda|250px|O Köln ancorado e camuflado no Fiorde de Fætten em 19 de julho de 1942, também estando protegido por redes antitorpedo O navio participou em abril de 1940 da invasão da Noruega. Foi designado com seu irmão para o Grupo 3, encarregado de atacar Bergen. O Köln conseguiu alcançar o porto ileso, porém o Königsberg foi seriamente danificado pelas baterias costeiras norueguesas. O Köln proporcionou suporte de artilharia com seus canhões principais para as tropas em solo. O porto foi conquistado e o cruzador voltou para a Alemanha junto com dois contratorpedeiros. Foi para uma doca seca passar por modificações no final do ano. Um cabo desmagnetizador foi instalado, bem como uma plataforma de pouso para helicóptero em cima de sua segunda torre de artilharia. O navio em seguida serviu de plataforma de testes para o helicóptero Flettner Fl 282, tarefa que desempenhou até 1942.
Tornou-se parte da Frota do Báltico em setembro de 1941, sendo designado para vigiar contra uma possível surtida soviética. Zarpou de Swinemünde em 23 de setembro junto com o Admiral Scheer, Nürnberg, o couraçado e cinco barcos torpedeiros. Eles patrulharam o Mar de Åland e voltaram para Gotenhafen no dia 29 depois dos navios soviéticos terem sido neutralizados por ataques aéreos. O Köln participou na noite de 12 de outubro de um ataque de despiste no litoral leste da ilha de Dagö, no Golfo de Riga, para que assim forças terrestres alemãs pudessem desembarcar contra uma defesa mais fraca no litoral sul. O submarino soviético Shch-322 tentou atacar o cruzador no dia seguinte, mas suas escoltas conseguiram afugentar o inimigo. O navio deu suporte de artilharia em 14 de outubro para tropas atacando posições soviéticas em Ristna. Foi transferido no final do ano para o Mar do Norte e foi para uma doca seca passar por sua última grande modificação, que consistiu na instalação de um radar FuMO 21 no telhado do centro do centro de comando de vante.
Últimos anos O Köln e o contratorpedeiro Z16 Friedrich Eckoldt zarparam de Kiel em 9 de julho de 1942 para se juntarem à presença naval alemã cada vez maior na Noruega. No caminho para Kristiansand criaram um campo minado no Skagerrak. O Köln e os contratorpedeiros Friedrich Eckoldt, Z14 Friedrich Ihn e Z24 repetiram a operação de criação de campos minados entre 14 e 15 de julho. Em seguida, o cruzador e o Friedrich Eckoldt foram para Trondheim no dia 17. O Köln, os cruzadores pesados Admiral Scheer e e dois contratorpedeiros foram em 13 de setembro de Narvik para o Fiorde de Alta em preparação para um ataque ao Comboio PQ 18. Os navios foram atacados no caminho pelo submarino britânico HMS Tigris, porém todos os torpedos passaram atrás dos alvos. O PQ 18 tinha uma escolta que incluía um porta-aviões de escolta e, desde que o Tirpitz quase foi torpedeado por aeronaves no porta-aviões , o ditador Adolf Hitler estava relutante em arriscar seus navios de superfície em ataques contra comboios Aliados; consequentemente, ele insistiu que o Victorious fosse primeiro incapacitado pela Luftwaffe antes das embarcações atacarem. A permissão para o ataque ao PQ 18 assim nunca foi dada e o comboio acabou sendo atacado em vez disso por submarinos e aeronaves, que conseguiram afundar treze embarcações.
thumb|230px|O Köln parcialmente afundado em Wilhelmshaven em 7 de maio de 1945 O comboio seguinte foi o JW 51B em dezembro. Uma escolta de porta-aviões na escuridão do inverno ártico era impossível, assim a Kriegsmarine estava determinada a atacar o comboio, ação que resultou na Batalha do Mar de Barents no dia 31. O Köln e o Nürnberg, que eram os dois cruzadores rápidos disponíveis, não participaram porque não foram considerados totalmente aptos para a batalha. Os alemães foram derrotados por uma escolta britânica inferior e Hitler ficou furioso, mandando que os navios de superfície da Kriegsmarine fossem desmontados e suas armas usadas para reforçar a Muralha do Atlântico. O almirante Karl Dönitz conseguiu persuadir Hitler a manter os couraçados Tirpitz e Scharnhorst, mais o cruzador pesado Lützow (antes chamado Deutschland). O Koln, Leipzig e Admiral Hipper deveriam ser descomissionados, enquanto os cruzadores restantes seriam transferidos para a esquadra de treinamento.