Rui Pedro da Silva Afonso (Massarelos, Porto, 25 de novembro de 1979) é um bancário e político português, membro do Chega. É deputado à Assembleia da República pelo círculo eleitoral do Porto desde 2022, tendo exercido o mandato nas XV, XVI e XVII legislaturas.

Desde 2025, preside à Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública da Assembleia da República. É também vereador sem pelouro na Câmara Municipal de Gondomar, eleito pelo Chega nas eleições autárquicas de 2025.

Entre 2021 e junho de 2026 presidiu à Comissão Política Distrital do Porto do Chega.

Formação e carreira profissional

Afonso é licenciado em Relações Públicas. Frequentou uma licenciatura em Contabilidade e Administração e um doutoramento em Ciências Económicas e Empresariais, tendo obtido um Diploma de Estudos Avançados em Comercialização e Investigação de Mercados. Possui também formação de formadores.

Desenvolveu carreira profissional no setor bancário. Segundo a biografia disponibilizada pela Assembleia da República, trabalhou em Retail Banking entre 2002 e 2006 e em Corporate Banking entre 2006 e 2022.

Carreira política

Chega e liderança distrital do Porto

Afonso iniciou a sua atividade política no Chega. Numa entrevista publicada em 2022, afirmou ter entrado «tarde» na política e identificou o Chega como o partido em que encontrou correspondência com as suas posições políticas.

Em 2021, na sequência da saída de José Lourenço da liderança da estrutura distrital do Porto, Afonso assumiu a presidência da Comissão Política Distrital do partido.

Em 10 de setembro de 2023 foi reeleito presidente da Comissão Política Distrital do Porto. A lista que encabeçava obteve 42,93% dos votos, contra 30% da lista liderada por Luís Vasques e 26,59% da lista encabeçada por Israel Pontes.

Em fevereiro de 2026, um militante do Chega e arguido num processo relacionado com o Grupo 1143 acusou Afonso de ter inscrito membros daquele grupo no partido, pago quotas e outras quantias para que participassem nas eleições internas da distrital realizadas em 2023.

Afonso negou as acusações, afirmando que não tinha inscrito terceiros nem pago quotas para obter votos, e declarou ter solicitado ao Conselho de Jurisdição Nacional do Chega a abertura de um processo de averiguações.

A 28 de junho de 2026 candidatou-se novamente à presidência da estrutura distrital. Luís Couraceiro venceu a eleição com 47,8% dos votos, numa disputa entre quatro listas, sucedendo a Afonso na liderança.

Assembleia Municipal do Porto

Nas eleições autárquicas de 2021, Afonso foi cabeça de lista do Chega à Assembleia Municipal do Porto e foi eleito deputado municipal.

Durante o mandato, exerceu a liderança do grupo municipal do Chega.

Nessa qualidade integrou a Comissão Consultiva de Apoio à Mesa da Assembleia Municipal e o Grupo de Trabalho para Acompanhamento de Investimentos de Transporte Público.

Assembleia da República

Afonso foi eleito deputado à Assembleia da República pelo círculo eleitoral do Porto nas eleições legislativas de 2022, iniciando funções na XV Legislatura. Foi posteriormente reeleito para as XVI e XVII legislaturas.

XV Legislatura

Durante a XV Legislatura, exerceu funções de vice-presidente da Comissão de Orçamento e Finanças e de coordenador do grupo parlamentar do Chega nessa comissão.

Em abril de 2022 apresentou em plenário, em nome do seu grupo parlamentar, propostas relativas à rejeição do Programa de Estabilidade 2022–2026 e à realização de investimento adicional na defesa nacional.

Em maio de 2023 apresentou em plenário um projeto do Chega destinado a alargar a isenção do IMT na aquisição de imóveis destinados a habitação própria e permanente.

Em outubro de 2022, durante o debate do Orçamento do Estado para 2023, utilizou numa intervenção uma definição retirada da Wikipédia ao abordar o conceito de austeridade, referindo-se à plataforma como «dicionário da Wikipédia». O episódio teve repercussão mediática e foi posteriormente abordado no programa humorístico Isto é Gozar com Quem Trabalha, da SIC.

XVI Legislatura

Na XVI Legislatura, Afonso foi coordenador do grupo parlamentar do Chega na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública. Foi também membro suplente do Conselho de Administração da Assembleia da República entre 2024 e 2025.

Em maio de 2024 apresentou em plenário dois projetos do seu grupo parlamentar relativos à habitação: um destinado a reforçar os incentivos fiscais aos contratos de arrendamento para habitação própria e permanente e outro que propunha revogar diversas disposições do programa Mais Habitação.

Em junho do mesmo ano apresentou uma iniciativa do Chega destinada a apoiar jovens na aquisição de habitação própria e permanente.

Em outubro de 2024 apresentou um projeto do Chega que propunha a criação de uma contribuição de solidariedade temporária sobre o setor bancário relacionada com os custos da habitação.

XVII Legislatura

Na XVII Legislatura, Afonso passou a presidir à Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública, cuja atividade teve início em 26 de junho de 2025. Integra também, como suplente, a Comissão de Educação e Ciência.

A comissão acompanha matérias relacionadas, entre outras áreas, com o Orçamento do Estado, fiscalidade, finanças públicas e Administração Pública. No exercício da presidência, Afonso tem participado na condução dos trabalhos e audições da comissão.

Em julho de 2025 apresentou em plenário dois projetos do Chega relativos ao IRS, um de alteração ao respetivo código e outro destinado ao alargamento da dedução das despesas com habitação.

Foi também coautor de uma iniciativa destinada a recuperar o visto prévio do Tribunal de Contas nos projetos financiados ou cofinanciados pelo Plano de Recuperação e Resiliência.

Em setembro de 2025 participou no debate parlamentar de iniciativas relativas à redução das taxas do IRC, incluindo um projeto apresentado pelo Chega.

Atividade autárquica em Gondomar

Nas eleições autárquicas de 2025, Afonso foi candidato do Chega à presidência da Câmara Municipal de Gondomar. O partido obteve 15,58% dos votos para a Câmara Municipal e elegeu dois dos onze vereadores.

Rui Afonso e Edison Pinheiro tomaram posse em 5 de novembro de 2025 como vereadores eleitos pelo Chega, integrando a oposição no executivo municipal para o mandato de 2025–2029. Afonso exerce o cargo de vereador sem pelouro.

Posições políticas

Durante a campanha para as eleições legislativas de 2022, Afonso declarou apoiar a introdução da prisão perpétua, com possibilidade de revisão da pena após 25 anos, e a aplicação de castração química em determinados casos envolvendo autores de crimes sexuais contra crianças.

Na área fiscal, defendeu nessa campanha a abolição do IMI, uma taxa única de IRS e uma redução da taxa de IRC.

Na mesma entrevista, manifestou-se contrário à adoção de crianças por casais do mesmo sexo e defendeu um conceito de família assente na união entre um homem e uma mulher.

Ligações externas

Rui Afonso na Assembleia da República Atividade parlamentar de Rui Afonso na Assembleia da República

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