miniaturadaimagem|200x200px|Desenhos em formato de pinhões em calçada da rua XV de Novembro em Curitiba, herança do Movimento Paranista.

O paranismo foi um movimento artístico e cultural marcado pela busca de uma identidade regional do estado do Paraná durante os anos 1920 e 1930. Desenvolveu-se por meio de esculturas, desenhos, pinturas e decoração.

Entre os integrantes do movimento se destacam Romário Martins, Guido Viaro, João Turin, Theodoro de Bona, Zaco Paraná, Lange de Morretes, João Ghelfi, entre outros.

Antecedentes A emancipação política do Paraná em 1853 criou a Província do Paraná. Naquela época as cidades paranaenses resumiam-se entre o litoral, região de Curitiba e Campos Gerais. A região era essencialmente rural, com práticas agrícolas e pecuárias como pilares da economia local. Poucas eram conhecidas as representações culturais genuinamente paranaenses, até porque se tratava de um território recém-formado e pouco povoado. Até então a maior parte das representações populares do estado eram de elementos biológicos como, por exemplo, as araucárias e o pinhão, a formação biogeográfica como os campos gerais, além dos planaltos, arenitos, rios e grandes quedas de águas como as Cataratas. Os mitos e as histórias contadas pelo povo se baseavam em personagens como o colono, o tropeiro e o índio.

História miniaturadaimagem|200x200px|esquerda|Detalhes da calçada da Praça General Osório, no centro de Curitiba. miniaturadaimagem|200x200px|Detalhes da calçada da Praça General Osório, no centro de Curitiba. A fundação do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná, em 1900, que procurou construir uma identidade regional do Paraná, teve grande importância na formação das bases do movimento.

Em 1927, Romário Martins publica um manifesto idealizando e definindo o movimento.

Ver também Cultura do Paraná

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