miniaturadaimagem|365x365px|Dancheong, pinturas decorativas em uma construção no Palácio Gyeongbok miniaturadaimagem|294x294px|Festival das lanternas de Lótus A cultura tradicional da Coreia é a herança cultural e histórica da Coreia e sul deManchúria de antes da divisão da Coreia em 1945. Manchúria se refere à antiga região do Nordeste da Ásia, incluindo países como China e Rússia. Sendo uma das culturas mais antigas do mundo, coreanos mantiveram sua cultura viva em uma variedade de jeitos.
Na segunda metade do século XX, a Coreia foi dividida entre Coreia do Norte e Coreia do Sul, resultando em várias diferenças culturais que podem ser percebidas hoje. Antes da Dinastia Joseon, a prática de xamanismo coreano era muito presente na cultura coreana.
A cultura chinesa teve grande impacto na cultura da Coreia em várias áreas, incluindo arte, escrita (literatura), religião, e administração governamental, com coreanos moldando esses modelos chineses.
História Assim como a maioria das culturas ancestrais, a História da Coreia inclui momentos de felicidade e paz, assim como derramamento de sangue. A guerra mais notável que já aconteceu na Coreia é, provavelmente, a que muitos conhecem como a Guerra das Coreias. As Coreias do Norte e Sul travaram guerra uma contra a outra, sendo possível resumir com:
1. Coreia do Sul litou com a Coreia do Norte, do lado dos Aliados, enquanto a Coreia do Norte se "rebelava". 2. Ambas chegaram a uma trégua e agora são dois países separados, tendo sistemas de governo diferentes, o que tem impacto em sua cultura moderna.
Cultura da Coreia do Sul miniaturadaimagem|Tambor grande com pinturas Dancheong como decoração
A cultura contemporânea da Coreia do Sul se desenvolveu da cultura tradicional coreana, predominante nas tribos nômades iniciais da Coreia. Mantendo milhares de anos de sua cultura tradicional, com influência da cultura chinesa, a Coreia do Sul passou a desenvolver sua cultura para longe da cultura da Coreia do Norte desde a divisão da Coreia em 1945. A industrialização, urbanização e ocidentalização da Coreia do Sul, especialmente Seoul, trouxe muitas mudanças para a vida da população coreana. Mudanças econômicas e de estilo de vida levaram à concentração da população em cidades grande, e despopulação da área rural, com casas multigeracionais separando em famílias nucleares. Hoje, muitos elementos culturais coreanos, principalmente a cultura popular, se espalharam pelo mundo e se tornaram uma das forças culturais mais proeminentes.
Cultura da Coreia do Norte
Na Coreia do Norte, o principal tema de expressão cultural é para tirar o melhor do passado e apagar elementos capitalistas. Temas e estilos populares e vernáculos como arte, literatura, música e dança são estimadas como a expressão do espírito real e único da nação coreana.
Etnógrafos, pessoas que fazem pesquisa imersiva em comunidades ou organizações, passam muito tempo buscando restaurar e reintroduzir formas culturais que possuem ideais proletários, ou populares, e que encorajem o desenvolvimento de uma consciência coletiva.
"Proletário" se refere ao estudo marxista de classes nos termos do capitalismo, incluindo os proletários e burgueses. Outras classes como senhorios, burgueses, camponeses e lumpenproletários também existem, mas não são termos principais das dinâmicas capitalistas.
Por fim, expressões musicais e coreografias otimistas são importantes ao se tratar de dança. Grupos folclóricos de dança e corais são uma prática tradicional, mas não em todas as partes da Coreia. Elas eram promovidas pela Coreia do Norte no começo da década de 1990 pelas escolas e universidades. Bandas de fazendeiros também foram revividas. Fourth ed. Washington: Federal Research Division of the Library of Congress. .
Cultura da Prefeitura Autônoma de Yanbian Mandarin e coreano são ambas línguas oficiais de Yanbian. Vice News descreveu a prefeitura como "Coreia do Oeste" e "Terceira Coreia", devido a presença da cultura de ambas Coreia do Norte e Coreia do Sul.
O Museu da Prefeitura Autônoma Coreana de Yanbian foi planejada em 1960, e construída em 1982. Ele tem mais de 10 mil exibições, incluindo 11 artefatos de primeiro nível. As exibições estão em duas línguas, coreano e mandarin. Passeios guiados também acontecem em ambas as línguas.
Influência do budismo na cultura e tradição esquerda|miniaturadaimagem|220x220px|Monges saindo de seus quartos após as rezas matinais em Haeinsa A cultura coreana é fortemente influenciada pelo budismo, tendo se tornado um aspecto inerente das tradições coreanas, incluindo a cultura secular de pessoas não-budistas no país. Um pesquisa do governo feita em 2005 mostrou que cerca de um quarto dos coreanos do sul se identificam como budistas. Com a incorporação do budismo na cultura tradicional coreano, ele é agora considerado parte do contexto filosófico e cultural. Como resultado, muitas pessoas são influenciadas por essa tradição. Assim, ao considerar crenças seculares e pessoas influenciadas pela fé mas que não seguem a religião, o número de budistas na Coreia do Sul é considerado muito maior. Igualmente, na Coreia do Norte, que é oficialmente ateísta, enquanto budistas são cerca de 4,5% da população, um número muito maior da população (acima de 70%) é influenciada pela filosofia e os costumes budistas.
Quando o budismo foi introduzido na Coreia vindo de Former Qin em 372, cerca de 800 anos após a morte de Gautama Buddha, xamanismo era uma religião indígena. Os registros Samguk yusa e Samguk sagi mostram os 3 monges que estavam entre os primeiros a trazerem os ensinos budistas, ou Darma, para Coreia no século IV durante os três reinos da Coreia: Malananta, Sundo e Ado., pg. 71 Como o budismo não parecia interferir com os ritos de culto à natureza, foi permitido que praticantes do xamanismo participassem dessa religião. Assim, as montanhas, que acreditava-se serem a residência de espíritos, passaram a ser locais de templos budistas.
Apesar da grande aceitação inicial, mesmo sendo considerado a ideologia estatal durante o período Goryeo (918–1392 EC),o budismo sofreu grande repressão na eraJoseon (1392–1897 EC), que durou mais de quinhentos anos. Durante esse período, Neoconfucionismo superou a dominação do budismo. Só depois de os monges budistas se manterem contra a Invasão Japonesa da Coreia (1592–98) que a perseguição parou. O budismo na Coreia permaneceu subjugado até o fim do período Joseon, quando sua posição foi fortalecida pelo período colonial, que continuou de 1910 até 1945. Entretanto, esses monges budistas não apenas colocaram um fim a colonização japonesa em 1945, como também mantiveram sua religião e identidade separada ao reformar suas tradições e práticas. Eles criaram uma fundação para muitas sociedades budistas, e a geração mais nova de monges criou a ideia de Mingung Pulgyo, "budismo para as pessoas". Isso é importante pois foi criado pelos monges que focavam em problemas diários do ser humano.
Dança e artes marciais
miniaturadaimagem|194x194px|Jinju geommu Na Coreia, existe uma distinção entre dança de corte e dança folclórica. Algumas danças de corte são jeongjaemu (정재무), dançada em banquetes, e ilmu (일무), dançada em rituais do confucionismo. Jeongjaemu é dividido em danças nativas (향악정재, hyangak jeongjae) e danças importadas da Ásia Central e China (당악정재, dangak jeongjae). Ilmu é divido entre dança civil (문무, munmu) e dança militar (무무, mumu). Dramas e danças com máscaras são tradicionais em várias regiões da Coreia. As roupas tradicionais são chamadas , uma roupa especial que mulheres usam em festivais. Ela é rosa com vários símbolos ao redor do pescoço.
A coreografia tradicional de danças de corte é refletida em várias produções contemporâneas.
Taekkyon, uma arte marcial tradicional coreana, é importante para a dança clássica coreana. Taekkyon, sendo um sistema completo de movimentos integrados, teve suas técnicas básicas adaptadas para máscaras, danças e outras artes tradicionais. Taekwondo, uma luta coreana, teve origem na década de 1940.
Pintura direita|miniaturadaimagem|194x194px|Arquearia a cavalo coreana no século V As pinturas mais antigas já encontradas na península coreana são petróglifos da pré-história. Com a chegada do Budismo indiano a partir da China, foram introduzidas outras técnicas. Essas técnicas se estabeleceram rapidamente no popular, mas as técnicas indígenas ainda existem. Entre elas estão os murais da tumba de Goguryeo. Esses murais, presentes dentro de várias tumbas, são ótimos para o conhecimento de cerimônias, guerra, arquitetura, e vida diária dos ancestrais de Goguryeo. O reino Balhae, sucessor do estado de Goguryeo, absorveu muitos elementos tradicionais de Goguryeo.
Existe uma tendência para o naturalismo, com temas como paisagens realistas, flores e pássaros sendo populares. Ink é o material mais usado, e é pintado em mulberry paper ou seda. Detalhes engraçados estão presentes as vezes.
No século XVIII, técnicas indígenas já estavam mais avançadas, particularmente em caligrafia e selos.
Durante o período Joseon, novos gêneros de pintura coreana floresceram, como chaekgeori (pintura de livros) e munjado (pintura de letras), revelando a paixão por livros e aprendizado da cultura coreana.
Artes são influenciadas por tradição e realismo. Por exemplo, a quase fotográfica "Break Time at the Ironworks" de Han mostra homens musculosos e suados bebendo água de copos de latão em uma fundição sufocante. "Peak Chonnyo of Mount Kumgang", de Jeong Son, é uma paisagem clássica coreana de muitos penhascos rodeados de neblina.
Artesanato direita|miniaturadaimagem|197x197px|Porcelana da Dinastia Joseon, séc. XVIII esquerda|miniaturadaimagem|200x200px|Gaveteiro devorado com pérolas, no Museu Nacional da Coreia em Seoul A Coreia tem artesanatos muito únicos. A maior parte é criada para uso diário, dando prioridade a praticidade do uso do que a estética. Materiais usados tradicionalmente são metal, madeira, tecidos, laca, e barro, mas vidro, couro e papel também era usados esporadicamente.
Muitos artesanatos sofisticados e elaborados foram escavados, incluindo coroas, cerâmicas, panelas e ornamentos. Durante o período Goryeo, o uso de bronze foi avançado. Latão foi um material bem popular. Entretanto, esse dinastia é mais reconhecida pelo uso de celadon (tipo de cerâmica e porcelana esmaltada).
Durante o período Joseon, artesanatos populares eram feitos de porcelana e decorados com pinturas azuis. Marcenaria também viu avanços nesse período. Isso levou a móveis mais sofisticados, incluindo armários, baús, mesas e gaveteiros. Móveis coreanos mostram uma das melhores formas de marcenaria e design da Ásia e do mundo. É parte de um ofício que existe a mais de um milênio, mantendo viva uma tradição que se mantém intocada desde o século XVII. Foi essa tradição que criou móveis com os designs mais procurados por antiquários e colecionadores ao redor do mundo.
Cerâmica miniaturadaimagem|267x267px|Incensário de celadon da Dinastia Goryeo No período Goryeo, celadon verde se tornou muito popular. No século XII, métodos mais sofisticados foram inventados, permitindo decorações mais elaboradas e em diferentes cores. Em Arts of Korea, Evelyn McCune diz, "Durante o século doze, a produção de cerâmicas atingiu seu ápice de refinamento. Muitas variedades apareceram simultaneamente em um quarto de século, entre eles, a pintura em camadas, considerada uma invenção coreana." William Bowyer Honey, do Victoria and Albert Museum da Inglaterra, escreveu "As melhores produções coreanas não eram apenas originais, elas eram as cerâmicas mais graciosas já feitas. Elas tem todas as virtudes que uma cerâmica pode ter. A cerâmica coreana, na verdade, se tornou ainda melhor que a chinesa".
Porcelana branca se tornou popular no século XV e logo ultrapassou o celadon. Elas eram normalmente pintadas ou decoradas com cobre.