miniaturadaimagem|261x261px|Petróglifos de Toro Muerto O Sítio Arqueológico Toro Muerto é um complexo de petróglifos gravadas em rochas vulcânicas, feitas entre os anos de 800 d.C. e 1.000 d.C. Pertence aos distritos de Uraca e Aplao, província de Castilla, na região de Arequipa, no Peru. É um patrimônio cultural nacional, tombado pelo Ministério da Cultura do Peru, sob a Resolução Diretiva nº 037/INC, na data de 29 de janeiro de 2002. E entrou para a lista provisória da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), na data de 5 de agosto de 2019.Butters, Luis Jaime Castillo. (2019). Complejo Arqueológico Toro Muerto. Ministério da Cultura do Peru.

Localização Toro Muerto está localizado próximo da cidade de La Candelaria e a 163 quilômetros da cidade de Arequipa, em uma ravina desértica no Vale de Majes. Este vale servia de rota, entre serra e litoral, para as populações pré-hispânicas, pois era o único local no deserto com umidade permanente por causa de uma fonte de água subterrânea.

O Sítio Arqueológico Toro Muerto abrange uma área de cinquenta quilômetros quadrados, onde dez quilômetros quadrados, na parte central, está a maior concentração de petróglifos.

Características esquerda|miniaturadaimagem|223x223px Os petróglifos de Toro Muerto foram gravados profundamente em rochas vulcânicas, utilizando técnicas diversas, uma delas foi a técnica de percussão indireta, utilizando-se dois instrumentos semelhantes ao cinzel e ao martelo. Outra técnica utilizada foi a técnica de raspar.

As figuras possuem coloração variando do marrom escuro quase preto ao sépia claro e branco cremoso, com diversas representações de figuras humanas, zoomórficas, formas geométricas e cruzes.

Figuras humanas:

Homens com cabeças de troféus ou gargantas cortadas Homens com cocares em forma de penas Homens com mãos extraordinariamente grande Homens com figuras serpentinas saindo de suas axilas Homens com cocares radiantes Figuras humanas com máscaras ou adornos corporais Homens vestidos de roupas adornadas com linhas onduladas Figuras humanas segurando camelídeos Figuras humanas mostrando o falo Figura humana cuja mão esquerda toca um pássaro Figuras humanas dançando segurados pelas mãos Figuras humanas com dedos enormes nas quatro extremidades

Figuras zoomórficas:

Felinos com manchas no corpo e sem manchas Camelídeos sozinhos ou com seus pastores Camelídeos presos em currais circulares Camelídeos amamentando seus filhotes Caravanas de camelídeos onde o focinho de um está preso à cauda do outro Aves em voo ou parados Peixes Cobras Lagartos

Cruzes:

Cruz grega com quadrado em seu centro e ponto central no quadrado Cruz grega com raios internos Cruz com lâminas terminando em ganchos Cruzes gregas concêntricos

Figuras geométricas:

Quadrado com círculo dentro Quadrado com uma cruz dentro cheia de pontos Círculos unidos por linhas retas Figuras solares com ponto central

Intervenções arqueológicas No início da década de 1950, o pesquisador Eloy Linares Málaga e arqueólogo alemão Hans Dietrich Disselhoff descobrem os petróglifos de Toro Muerto. E em 1954, Hans Dietrich Disselhoff o apresentam em uma conferencia na Alemanha e depois o publicou na revista Baessler-Archiv, no ano de 1955. No final dos anos de 1960, Eloy Linares Málaga se proclama o descobridor oficial de Toro Muerto e em suas publicações cita como a data da descoberta o dia 5 de agosto de 1951. Durante esse período, foram tiradas as primeiras fotos documentais, feitos desenhos à mão livre de alguns petróglifos e uma planta da região sul do sítio.

Em 1965, na intervenção arqueológica feita pela Missão Francesa de Paule Barret-Reichlen e seu marido Henry Reichlen, foram encontradas ferramentas de pedra, algumas das quais provavelmente foram usadas para a produção de petróglifos. Essas peças estão guardadas no Musée du quai Branly, em Paris e no Museu Nacional de Arqueologia, Antropologia e História do Peru, em Lima. Também foram registradas 190 rochas com petróglifos na região sul do sítio.

No final dos anos de 1970, o geógrafo e diplomata cubano Antonio Núñez Jiménez fez uma extensa documentação fotográfica de Toro Muerto. Todo o documento deste projeto está atualmente guardado na Fundação Antonio Núñez Jiménez para a Natureza e o Homem, em Cuba.

Em 1998, a sede regional do Instituto Nacional de Cultura em Arequipa elaborou o mapa topográfico detalhado e os limites do sítio foram demarcados, ficando uma área de cinquenta metros quadrados. Foram inventariadas e identificadas em torno de duas mil rochas.

No ano de 2000, Muriel Pozzi-Escot fotografou e documentou 1.151 rochas da região central do sítio. Entre os anos de 2008 e 2016, Daria Rosińska da Universidade de Wrocław, na Polônia, e Luis Héctor Rodríguez Díaz realizaram uma pesquisa referente a paisagem e em alguns elementos culturais como cemitérios, caminhos, locais de descanso e vestígios de canais de irrigação. Ente os anos de 2003 e 2018, o investigador holandês Maarten van Hoek trabalhou na interpretação de alguns motivos da iconografia, na cronologia dos petróglifos e alguns aspectos de sua execução. Entre 2015 e 2016, Karolina Juszczyk do Instituto de Arqueologia da Universidade de Varsóvia, e Abraham Imbertis Herrera da Arquom tica SAC, no Peru, registraram e inventariaram mais 1.650 rochas e foi feito o primeiro ortofotomapa das regiões sul e central do sítio, alguns modelos 3D das rochas gravadas e vários traçados dos petróglifos.

Turismo Toro Muerto é um ponto turístico da região de Arequipa. Há um Centro de Informações na cidade de La Candelaria, com bilheteria para a compra do ticket de acesso ao sítio. Categoria:Sítios arqueológicos do Peru Categoria:Petróglifos Categoria:Arequipa