(, às vezes escrito como Gavius Pontius ou simplesmente Pontius) foi um comandante samnita do clã Varriani (Varriano) durante a Segunda Guerra Samnita contra a República Romana. Foi conhecido sobretudo por derrotar as legiões romanas na batalha das Forcas Caudinas em e humilhá-las ao fazê-las passar por debaixo da canga (jugo).
História Filho de Herênio Pôncio, Caio Pôncio era um dos meddix tuticus, um cargo samnita similar ao de magistrado ou cônsul romano, embora com menor poder efetivo, pois a sociedade samnita não era tão nuclearizada como a romana, pelo qual o poder central era bastante débil. Durante a Segunda Guerra Samnita dispôs de um exército de infantes e 900 ginetes, que empregava o manípulo como unidade básica, e que foi posteriormente adotado pelos romanos. Com este exército, Pôncio obteve uma série de vitórias iniciais, como a tomada das cidades de Canúsio e de , e a vitória sobre um exército romano que penetrara no Sâmnio, composto por infantes e cavaleiros e sob as ordens do ditador Lúcio Cornélio Léntulo. Porém, os samnitas não souberam aproveitar estas vitórias, e os romanos continuaram pressionando os seus inimigos dentro do próprio território samnita.
Em 321 a.C., os romanos encontravam-se percorrendo o Sâmnio, e Pôncio, que permanecia acampado em Cáudio, descobriu que o exército romano ficava perto da cidade de Caiácia. Ideou então um plano para enganar os romanos, e enviou dez soldados disfarçados de pastores ao acampamento romano, para que propagassem o engano de que o exército samnita estava assediando a cidade de Lucéria, na Apúlia. Os romanos caíram na armadilha, e quando se dirigiam a socorrer Lucéria, o seu exército foi cercado e obrigado a render-se na batalha das Forcas Caudinas; contudo, Pôncio não conseguiu conquistar a seguir Lucéria, defendida por Lúcio Papírio Cursor. Anos mais tarde, conseguiria uma nova vitória sobre os romanos na batalha de Láutulas, travada em 315 a.C., embora pouco útil após a posterior derrota samnita em Tarracina.
Caio Pôncio seria finalmente capturado por Fábio Máximo Ruliano e executado em , embora uma data tão posterior ao episódio das Forcas Caudinas induzisse a pensar que provavelmente se tratasse do seu filho.
Notas
Bibliografia
Categoria:Inimigos e aliados da Roma Antiga Categoria:Segunda Guerra Samnita Categoria:Terceira Guerra Samnita