A Televisão em Portugal foi criada em Dezembro de 1955, construída em 1956 e nasce em Março de 1957, sendo um grande fenómeno nacional. Inicialmente, as pessoas dirigiam-se aos locais públicos para poderem admirar as emissões da "caixinha mágica", pois na altura poucas pessoas tinham televisão em casa.
História A televisão portuguesa, RTP (canal estatal), inicia as emissões experimentais a 4 de Setembro de 1956, na feira popular em Lisboa, passando a 7 de Março de 1957 às 21:30 a emissão regular. A televisão portuguesa tinha mais regras do que as outras televisões, porque nessa altura, Portugal estava ainda "mergulhado" na ditadura imposta pelo Estado Novo e a televisão, tal como todos os outros meios de comunicação social nessa altura em Portugal, estava sob o controlo da censura. A queda da ditadura portuguesa, a 25 de Abril de 1974, gerou uma forte recessão da censura e consequentemente uma maior liberdade.
São lançados, posteriormente, três canais: a RTP2 a 25 de dezembro de 1968, e nas respetivas regiões autónomas, a RTP Madeira a 6 de agosto de 1972 e a RTP Açores a 10 de agosto de 1975.
As primeiras emissões a cores começaram em 1975 com as eleições para a Assembleia Constituinte, sendo esporádicas até 7 de março de 1980, altura em que começa a emissão regular a cores em Portugal, com o Festival RTP da Canção. As eleições presidenciais em 1976, os populares Jogos sem Fronteiras em Setembro de 1979 por obrigação europeia, entre outros, são alguns exemplos, entretanto, emitidos a cores.
Durante os anos 80 surgiu várias estações privadas a margem da lei a nível local e regional, o que fez criar debate sobre a implementação da televisão privada a nível nacional, estas estações tinham boas audiências para as regiões ou localidades onde emitiam, muitas delas emitiam filmes sem os direitos legais para o fazerem foi um dos motivos que levou as autoridades terminar esta atividade destas estações .
Houve também planos para reintroduzir canais locais/regionais de forma legal, um projeto chegou mesmo a nascer em 1997, a TV Oeiras na região de Lisboa, mas nunca chegou a emitir.
A RTP Internacional chega em Fevereiro de 1992, que passa a emissão regular a 10 de Junho.
Nos anos 90 surge a nível nacional as estações privadas: a SIC, a 6 de Outubro de 1992 e a TVI em 20 de Fevereiro de 1993, em emissão regular. A SIC inicia as emissões experimentais na Primavera de 1992 e a TVI a 20 de Fevereiro de 1993. Nesta altura, a TVI chama-se "4", por ser o quarto canal de TV em Portugal. No mesmo ano, começa a emissão regular do som estéreo, introduzido pela TVI, seguido logo pela RTP. À SIC chega pouco depois.
Em 1992, chega a Portugal a Televisão por cabo. Neste ano, é também a TVI a 1ª televisão em Portugal a emitir alguns programas em ecrã panorâmico, o chamado 16:9, também conhecido por PALplus. A TVI abandona o 16:9 em 1996. É recuperado em Dezembro de 1997 pela RTP, que na mesma altura introduz também o teletexto na sua emissão de forma regular (começou a emitir no ano anterior).
A televisão digital é testada em 1998 e tentou-se introduzir em 2002 e 2003 sem sucesso. Chegam finalmente no outono de 2008 as emissões experimentais, que passam a emissão regular na primavera de 2009, com os mesmos 4 canais nacionais. A emissão analógica começa a ser desligada em maio de 2011 até 26 de abril de 2012, dia em que terminou a televisão analógica por antena em Portugal.
Paisagem televisiva portuguesa A televisão de "serviço público", teoricamente, procura defender um maior grau de independência da sua programação, visto que não está atrelada, puramente, a critérios comerciais. Com isso, não está obrigada à orientação dos índices de audiências. Na prática, o serviço público de televisão deve lançar programas que se adeqúem a todos os telespectadores de uma forma geral, sendo que o ponto forte da RTP é a informação, incluindo públicos e interesses regionais. A SIC está no meio, entre a programação da TVI (no entretenimento) e da RTP (na informação), só conseguindo desta forma manter-se no mercado. Contudo, uma estação de televisão que tenha no seu perfil o serviço público, deve ser financiada e mantida pelo Estado, através de pagamentos de taxas ou indemnizações compensatórias facultadas por contrato ou orçamento. Desde 2003 que a RTP passou a cumprir os compromissos com o Estado (12 minutos por hora de publicidade dos quais só 6 revertem a favor da RTP), estando nesta altura, o futebol como a maior fonte de receitas, sendo que, talvez a resolução passe por um misto de soluções: intervenção do Estado + Inovação, até porque, o modelo do negócio é e será sempre: audiências e troca de publicidade, estando o ano publicitário da RTP a ser muito bom, segundo previsões do economista, Almerindo Marques, administrador da RTP na altura.
Verificamos que em Portugal, a polémica sobre o financiamento da estação pública com recursos do mercado (Estado), tem-se tornado sempre o cenário de discussão e controvérsia, a concorrência desleal de que se fala tem muito mais a ver com os canais temáticos, os canais temáticos não têm capacidade para se pagarem a si próprios e o mercado publicitário não chega para os 3 canais. Todavia, o recurso à publicidade como forma de rematar a incapacidade do Estado em garantir os investimentos, a TV pública regula o sentido da prestação do serviço público. De facto, a RTP, permite que a mesma possa continuar a disputar fatias do mercado junto com outros canais privados, que logicamente, possuem naturezas diferentes, nomeadamente em relação ao panorama das 3 televisões generalistas que gastam 200 milhões na compra de programas a terceiros, sendo que existem também custos relativos com estruturas e recursos humanos.
Critérios de dobragem para a televisão portuguesa Ao contrário de outros países, Portugal tem critérios rigorosos de mudança de dobragem aos programas vindos do estrangeiro. Em 1948, ainda antes do nascimento da RTP, uma lei do governo Salazar proibiu a mudança de dobragem em filmes e séries, de modo a defender a indústria cinematográfica portuguesa.
Quando a RTP nasceu, os direitos de autor de filmes vindos do estrangeiro eram só para as telas de cinema. Só nos anos 60 é que a RTP começou a transmitir conteúdo vindo de outros países. Os filmes e séries live-action do canal estatal tiveram proibição severa de mudança de dobragem, e ainda hoje continua a ser assim. As intenções principais são integrar o público o máximo possível e evitar a falta de verba.
Os desenhos animados de formato cinema e curtas-metragens de 7 minutos tiveram proibição severa de dobragem até 1994. Já os desenhos animados realmente feitos para a televisão podiam ser dobrados desde o final dos anos 60, no entanto, foi só depois do 25 de abril de 1974, que isso teve mais efeito, no entanto, ainda muitos foram rejeitados e outros, ocasionalmente, tiveram apenas o genérico dobrado (de exemplo, o "Vickie"), já em 1974. Enquanto que no Brasil, os desenhos animados cinematográficos são dobrados desde 1957 (mesmo ano em que a RTP nasceu).
A partir de 1994, os canais gratuitos (RTP, SIC e TVI) tiveram licença total para a mudança de dobragem original para a portuguesa.
No caso dos canais por cabo, só em 2010 é que os canais mais infantis da televisão ganharam um critério obrigatório de dobragem portuguesa em todo o conteúdo, destinado às crianças (de exemplo o Canal Panda). No entanto, há casos que isso nem sempre é válido. No caso do Biggs, se transmitir um desenho animado ou um live-action, destinado aos adolescentes, a mudança de dobragem é proibida e os programas vêm em inglês ou em espanhol. Em canais adultos (como a FOX) também é o mesmo caso, pois os desenhos animados dos canais adultos possuem conteúdo inadequado (ou sem censura) para crianças. Nos filmes e séries live-action dos canais gratuitos, apenas são colocadas legendas em filmes realmente feitos para os adultos.
Principais canais de televisão generalistas em Portugal
+CanalGrupoTipo de acessoRTP1Rádio e Televisão de PortugalGratuitoRTP2Rádio e Televisão de PortugalSICImpresaTVIMedia CapitalCMTVMedialivrePago
Canais difundidos Via terrestre (TDT) A nível nacional RTP1 RTP2 SIC TVI ARTV (só para sessões parlamentares) RTP Notícias RTP Memória RTP Açores (Somente no território do arquipélago dos Açores) RTP Madeira (Somente no território do arquipélago da Madeira)
Via satélite, cabo e IPTV (Pago) As plataformas nacionais são MEO, NOS, Vodafone, NOWO e DIGI, Canais nacionais de interesse geral
Públicos RTP1 RTP2
Privados SIC TVI
Regionais Porto Canal Localvisão TV RTP Açores RTP Madeira
Canais de notícias SIC Notícias CNN Portugal RTP Notícias CMTV News Now GloboNews Record News TPA Notícias STV Notícias ARTV Sport TV+
Inglês Euronews (inglês) CNN International Sky News FOX News BBC News CGTN Al Jazeera France 24 (inglês e francês) Bloomberg TV
Hispanofonos 24 Horas Euronews
Francófonos BFM TV BFM Business France 24 i24 News
Italiano Rai News 24
Canais de entretenimento SIC Mulher SIC Radical SIC Caras SIC Novelas V+ TVI Reality RTP Memória Canal Q Canal180 MTV E! AMC Break AMC Crime Investigation Discovery TLC Record Europa New Brasil Globo Globo Now
Canais de filmes e séries Canal Hollywood TVCine Top TVCine Edition TVCine Emotion TVCine Action NOS Studios Cinemundo Star Movies AMC AXN Movies Eurochannel FilmBox Arthouse Dizi Star Channel Star Life Star Crime Star Comedy AXN AXN White Syfy VinTV
Canais desportivos Sport TV 1 Sport TV 2 Sport TV 3 Sport TV 4 Sport TV 5 Sport TV 6 Sport TV 7 DAZN 1 DAZN 2 DAZN 3 DAZN 4 DAZN 5 DAZN 6 Canal 11 A Bola TV Sporting TV BTV Eurosport 1 Eurosport 2 Fuel TV Fight Network
Inglês Horse TV Fast & Fun Box FightBox FunBox 4K Game Toon Motorvision Nautical Channel
Espanhol OneToro
Canais infantojuvenis Disney Channel Disney Junior Nickelodeon Nick Jr. Canal Panda Cartoon Network Cartoonito Panda Kids Baby TV SIC K
Canais da arte de viver (lifestyle) My Zen TV Casa e Cozinha Food Network HGTV Travel Channel 24 Kitchen S+ Caça e Pesca Caçavision Kuriakos TV Cançao Nova Angelus TV
Inglês FashionBox Fashion TV Travelxp
Canais de música Trace Brasil Afro Music Trace Toca Stingray Classica Stingray Djazz Stingray iConcerts Stingray Music Stingray Qello Stingray Loud Stingray Retro Trace Urban MCM Pop MCM Top Mezzo Mezzo Live
Canais internacionais
África lusófona RTP África TPA Internacional Zap Viva Internacional
De Portugal dedicado para distribuição internacional RTP Internacional SIC Internacional TVI Internacional
Inglês Arirang KBS World NHK World CGTN Documentary
Francês France 2 France 3 France 5 M6 (versão suíça) TV5 Monde (Europe) Arte
Alemão RTL Super RTL Sat.1 VOX Deutsche Welle ARD ZDF ZDF Neo 3sat KiKa Tagesschau24
Holandês BVN
Espanha e espanhol TVE Internacional Televisión de Galicia Andalucía Televisión Cubavisión Internacional Telesur
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