Rosane Mattos Kaingang (? — Brasília, 16 de outubro de 2016) também chamada de Kokoj (do tupi: “beija-flor”) foi uma ativista indígena brasileira integrante da etnia Kaingang, considerada uma das lideranças indígenas mais respeitadas e influentes do Brasil.
Durante a sua trajetória, Rosane participou da fundação da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), da Articulação dos Povos Indigenas da Região Sul (ArpinSul) e do Conselho Nacional de Mulheres Indígenas (Conami). Entre os anos de 2005 e 2007, foi coordenadora geral de Desenvolvimento Comunitário na Fundação Nacional do Índio (FUNAI), onde desenvolveu projetos para incentivar a organização política de mulheres indígenas.
Rosane Kaingang foi casada com Álvaro Tukano, uma das principais lideranças indígenas durante as décadas de 1980 e 1990. Morreu em 16 de outubro de 2016, vítima de um câncer. No dia 3 de junho de 2022, foi homenageada pela empresa Google, através de um Doodle presente na página inicial do mecanismo de busca oferecido pela companhia.
Biografia Rosane/Kokoj é descendente da etnia indígena Kaingang, presente na região Sul do Brasil. Foi casada com Álvaro Tukano, outra liderança indígena brasileira na década de 1980.
O nome indígena da ativista é Kokoj, que lhe foi dado em homenagem à sua bisavó, que morreu aos 120 anos, que em sua língua, Kokoj significa beija-flor.
Em junho de 1992, seu movimento começou oficialmente, ao participar da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (ECO-92/Rio-92), que ocorreu na cidade do Rio de Janeiro.
Em setembro de 1995, foi uma das fundadoras do Conselho Nacional das Mulheres Indígenas (Conami).
Em 2001, juntou-se à Fundação Nacional do Índio (FUNAI), uma agência brasileira de proteção aos interesses e cultura indígena. Entre 2005 e 2007, foi coordenadora de Desenvolvimento Comunitário, de onde incentivou a organização política de mulheres indígenas e apoiou projetos. Uma das responsáveis por uma missão do Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) que investigou as condições de vida e violações aos direitos dos indígenas da região Sul brasileira.
Em 2009, participou da fundação Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib). Em seguida trabalhou na articulação política da Arpinsul e da Apib, participando de reuniões, seminários, audiências e mobilizações das delegações indígenas, em especial a Mobilização Nacional Indígena e o Acampamento Terra Livre.
A ativista brasileira morreu aos 54 anos em 2016 após lutar contra um câncer durante três anos.
Ver também
Azelene Kaingang Ângelo Kretã Vãngri Kaingáng Terras indígenas do Brasil
Ligações externas
Categoria:Ativistas dos direitos indígenas do Brasil Categoria:Ativistas dos direitos humanos do Brasil Categoria:Líderes indígenas do Brasil Categoria:!Wikiconcurso Justiça Climática e Amazônia (artigos)