Marlène Schiappa (, pronúncia em corsa: [ˈskjappa]; Paris, ) é uma escritora e política francesa. Foi secretaria de Estado para a Igualdade entre Mulheres e Homens e o Combate à Discriminação no governo II do primeiro-ministro Édouard Philippe, entre 2017 e 2020 e, depois, ministra delegada responsável pela Cidadania, do Ministério do Interior, no governo do primeiro-ministro Jean Castex, entre 2020 e 2022. É conselheira regional da Ilha de França, desde 2 de julho de 2021. Pertence ao partido Renascimento (RE), onde é responsável pela Divisão de Igualdade de gênero.
Vida pessoal e formação acadêmica Família Nasceu em 18 de novembro de 1982, em Paris. Jean-Marc Schiappa, seu pai, é historiador, ativista do livre pensamento e trotskista lambertista. Catherine Marchi, sua mãe, era vice-diretora de escola, feminista, ex-ativista política e sindical, também lambertista trotskista. O casal tinha outras duas meninas e um menino.
Em 8 de março de 2018, durante o programa "Touche pas à mon poste!", confirmou que se casou aos 19 anos e se divorciou algumas semanas depois, "um erro da juventude". Casou-se novamente, em 2006, com Cédric Bruguière, consultor de recursos humanos e ensaísta, com quem tem duas filhas.
Em agosto de 2019, durante entrevista, anunciou ser sapiossexual.
Formação Em um retrato do Paris Match, afirma que, aos 17 anos, em rebelião contra seu pai trotskista, preparou-se para o concurso da Gendarmaria, mas não o fez. Depois de um bacharelado econômico e social com a opção russa, estudou geografia durante um ano na Sorbonne, mas rapidamente perdeu o interesse. Então, trabalhou para a agência de publicidade Euro RSCG12. Em seguida, durante a licença-maternidade, obteve uma licença em comunicação e novas mídias, com especialização em escrita eletrônica, validando suas habilidades na Universidade Grenoble-Alpes.
Esporte É faixa marrom (Ikyu) no judô.
Revista Playboy Em abril de 2023, a revista Playboy francesa traz uma entrevista de 12 páginas sobre os direitos das mulheres com a ministra. Schiappa não aparece nua na revista, mas em uma série de visuais diferentes. A edição vendeu mais de 100 mil cópias em três horas, segundo o diretor da revista francesa, Jean-Christophe Florentin, em entrevista a Euronews — a revista costuma ter uma tiragem de 30 mil cópias. Também segundo o diretor, uma nova tiragem de 60 mil cópias estaria disponível na quinta-feira seguinte.
Carreira política thumb|left|200px|Durante a campanha porta-a-porta, em Le Mans, em 2014. Em 2014, foi eleita vice-prefeita de Le Mans, responsável pela igualdade de gênero e discriminação, cargo que ocupou até 2017. Em 2015, conheceu Emmanuel Macron, então ministro da Economia, em um evento de tecnologia, presenteando-o com seu livro "Plafond de mère", algumas semanas depois ele a convidou para participar de uma conferência sobre igualdade de gênero e política.
Em maio de 2014, co-fundou o Movimento dos Representantes Franceses Eleitos pela Igualdade (em francês: Mouvement des élus français pour l'égalité, MEFE) com Assia Benziane, vice-prefeita de Fontenay-sous-Bois.
Entre março e junho de 2016, atuou como assessora de Laurence Rossignol, ministra da Família, Infância e Direitos da Mulher, no governo do primeiro-ministro Manuel Valls.
Secretaria de Estado thumb|left|240px|No seu gabinete, em 19 de julho de 2017. Em 2017, tornou-se secretaria de Estado para a Igualdade entre Mulheres e Homens e o Combate à Discriminação, ligado ao primeiro-ministro Édouard Philippe.
Em 2018, introduziu com sucesso uma lei para impedir comentários predatórios e assédio nas ruas, como "assovios de lobo". Ainda em 2018, propôs uma mudança no Código civil francês para proibir os castigos corporais. O projeto de lei foi chamado na mídia de "Lei antibeijo" e foi aprovado, em 30 de novembro de 2018.
Na véspera do Dia Internacional das Mulheres, em 2018, apareceu, ao lado de Roselyne Bachelot-Narquin, entre outras, em uma apresentação de "Os Monólogos da Vagina", de Eve Ensler, no teatro Bobino, em Paris. thumb|right|240px|Reunião do G7, em Turim, sobre a igualdade de gênero, em 15 de novembro de 2017. Em 2019, em meio a revelações do caso Jeffrey Epstein, uniu-se à ministra do Bem-Estar Infantil, Adrien Taquet, e pediram uma investigação sobre as atividades, na França, do pedófilo condenado "para que sua morte não negue às suas vítimas a justiça a que têm direito".
Em novembro de 2019, propôs que estrangeiros condenados por crimes sexuais e violência contra mulheres fossem deportados. Esta proposta foi criticada por algumas feministas que a chamaram de "feminalismo" e punição desigual com base na nacionalidade, e também por um jurista que disse que tais medidas já existiam, desde 1970, para crimes graves, incluindo os piores crimes sexuais.
Ministra delegada responsável pela Cidadania Em 6 de julho de 2020, foi nomeado ministra delegada responsável pela Cidadania, adjunta do ministro do Interior, no governo do primeiro-ministro Jean Castex.
Durante a pandemia de COVID-19 na França, em setembro de 2020, anunciou que o processo de obtenção da cidadania francesa dos profissionais da área da saúde estrangeiros seriam acelerados.
Publicações Publicou mais de 28 romances e ensaios sob seu nome, bem como sob o pseudônimo de Marie Minelli. thumb|right|240px|Com a escritora Claire de Saint Lager, a filósofa Olivia Gazalé e a socióloga Marie Duru-Bellat, na Feira do Livro de Paris, em 2018. J’aime ma famille (2010) Osez l'amour des rondes (2010) Maman travaille, le guide (2011) Je reprends le travail après bébé (2012) Le Dictionnaire déjanté de la maternité (2013) Éloge de l’enfant roi (2013) Les 200 astuces de Maman travaille (2013) Le Guide de grossesse de Maman travaille (2014) Pas plus de 4 heures de sommeil (2014) Sexe, mensonges et banlieues chaudes (2014) J’arrête de m’épuiser, com Cédric Bruguière (2015) La Seule Chose à briser, c'est le silence (2015) Plafond de mère, com Cédric Bruguière (2016) Marianne est déchaînée (2016) Lettres à mon utérus (2016) Ensemble contre la gynophobie (2016) Femmes de candidats (2017) Où sont les violeurs ? Essai sur la culture du viol (2017) Les Lendemains avaient un goût de miel (2017) La Culture du viol (2018) Le Deuxième sexe de la démocratie (2018) Si souvent éloignée de vous : lettres à mes filles (2018) Une et indivisible : L'Urgence de défendre la République (2019) Entre toutes les femmes : Onze rencontres exceptionnelles (2020) Les Droits des femmes face aux violences (2020)
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