Malestream é um neologismo em inglês que descreve a situação na qual a investigação científica se centra numa perspectiva masculina e assume que suas conclusões podem se generalizar a toda a população, independentemente de seu sexo ou gênero. Desenvolvido originalmente como uma crítica à distorção masculina da sociologia, o termo se aplicou desde então à geografia, a antropologiaDrezgić, R., 2000. Life History and Feminist Ethnography. Sociologija, 42(4), pp.647-666. e a psicologia.Crang, M., 2003. Malestream geography: gender patterns among UK geography faculty. Environment and Planning A, 35(10), pp.1711-1716.Wine, J.D., 2007. Gynocentric values and feminist psychology. Resources for Feminist Research, 32(1/2), p.23.
O termo foi utilizado pela primeira vez por Mary O'Brien, em seu livro de 1981 The Politics of Reproduction (Política da Reprodução). O termo implica um jogo de palavras com o termo em inglês mainstream (corrente principal) e consiste numa apropriação do conceito, aplicado à produção de conhecimento em ciências sociais. Trata-se de uma aplicação concreta da epistemologia da ignorância proposta por Karl Popper.
Ver também Mansplaining Epistemologia Masculino como norma
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