A primeira temporada da série de televisão estadunidense Loki, baseada no personagem de mesmo nome, da Marvel Comics, mostra Loki sendo trazido para a misteriosa Autoridade de Variância Temporal depois de roubar o Tesseract durante os eventos de Avengers: Endgame (2019), e é forçado a ajudar a pegar uma perigosa variante de si mesmo. É ambientada no Universo Cinematográfico Marvel (MCU) produzida pela Marvel Studios, compartilhando continuidade com os filmes e séries da franquia. A temporada foi produzida pela Marvel Studios, com Michael Waldron como roteirista principal e Kate Herron na direção.

Tom Hiddleston repete seu papel como Loki da série de filmes, com Gugu Mbatha-Raw, Wunmi Mosaku, Eugene Cordero, Tara Strong, Owen Wilson, Sophia Di Martino, Sasha Lane, Jack Veal, DeObia Oparei, Richard E. Grant e Jonathan Majors também estrelando. Em setembro de 2018, o Marvel Studios estava desenvolvendo uma série de séries limitadas para o Disney+, centradas em personagens coadjuvantes dos filmes do UCM. Uma série protagonizada por Hiddleston como Loki foi confirmada em novembro de 2018. Waldron foi contratado em fevereiro de 2019, e Herron ingressou naquele mês de agosto. As filmagens da série começaram em janeiro de 2020 em Atlanta, Geórgia e foram suspensas em março de 2020 devido à pandemia de COVID-19. A produção foi retomada em setembro e concluída em dezembro. A série se passa após os eventos do filme Avengers: Endgame, no qual uma versão alternativa de Loki criou uma nova linha do tempo. A temporada tem um tom de thriller policial e prepara os eventos dos filmes Doctor Strange in the Multiverse of Madness (2022) e Ant-Man and the Wasp: Quantumania (2023).

Loki estreou em 9 de junho de 2021, com sua primeira temporada terminando em 14 de julho, consistindo em seis episódios. Faz parte da Fase Quatro do UCM. A primeira temporada recebeu críticas positivas, com elogios às performances e visuais. Uma segunda temporada está em desenvolvimento.

Episódios

Elenco e personagens

Regular

Tom Hiddleston como Loki. Hiddleston também interpreta o Presidente Loki.

Gugu Mbatha-Raw como Ravonna Renslayer. Mbatha-Raw também interpreta Rebecca Tourminet.

Wunmi Mosaku como Caçadora B-15. Eugene Cordero como Casey e Caçador K-5E. Tara Strong como Senhorita Minutos (Voz). Owen Wilson como Mobius M. Mobius. Sophia Di Martino como Sylvie. Sasha Lane como Caçadora C-20. Jack Veal como Kid Loki. DeObia Oparei como Boastful Loki. Richard E. Grant como Loki Clássico. Jonathan Majors como Aquele Que Permanece. Majors também dá a voz aos Guardiões do Tempo.

Recorrente e participação

Neil Ellice como Caçador D-90. Jaimie Alexander como Sif (não-creditada). Chris Hemsworth dá a voz ao Thor Sapo (não-creditado).

Produção

Desenvolvimento miniaturadaimagem|255x255px|Tom Hiddleston promovendo a série na San Diego Comic-Con 2019. Em novembro de 2018, o CEO da Disney, Bob Iger, confirmou que uma série centrada em Loki estava em desenvolvimento para o Disney+, produzida pela Marvel Studios, e que Tom Hiddleston deveria reprisar seu papel da série de filmes do Universo Cinematográfico Marvel (UCM). Michael Waldron foi contratado como roteirista principal e produtor executivo da série em fevereiro de 2019, e também foi escalado para escrever o primeiro episódio. Waldron sentiu que a série era uma oportunidade para "caos e diversão", como conectar Loki à história de D. B. Cooper, e sua proposta para a Marvel era criar uma "grande, louca e divertida aventura" que exploraria um novo canto do UCM e faria algo inesperado em cada episódio que "explodiria" as ideias do público sobre o que a série é. Waldron assumiu que o público esperava que o show fosse semelhante a Quantum Leap, com Loki influenciando eventos históricos. Kate Herron, uma fã de Loki, preparou um documento de 60 páginas de sua proposta para ser a diretora da série, sentindo que uma demonstração de paixão pelo personagem a diferenciaria dos diretores mais experientes que estavam sendo considerados. Depois de desenvolver seu argumento durante várias entrevistas pelo Zoom com os executivos do Marvel Studios Kevin Wright e Stephen Broussard, Herron foi levada de avião para Burbank para uma reunião com os principais executivos, incluindo Feige, Victoria Alonso e Louis D'Esposito. Wright acreditava que a proposta de Herron tinha uma "visão completa" de como pegar as idéias para a série e transformá-las em algo "totalmente único" para o UCM. Em agosto de 2019, Feige se encontrou com Herron em Londres para oferecer a ela o emprego de diretora da série. Em 48 horas, ela voou para Nova York para encontrar Hiddleston e discutir o personagem com ele, e então foi para a D23 Expo, onde foi anunciada como diretora e produtora executiva. Parte do acordo de Herron para se juntar à série era garantir que houvesse paridade de gênero entre a equipe, principalmente com os chefes de departamento. Daniel Kwan e Daniel Scheinert também foram abordados para dirigir a temporada, mas optaram por seguir seu próprio projeto, o filme Everything Everywhere All at Once (2022), que também tratava de conceitos multiversais.

Depois que Waldron assinou contrato para escrever o filme Doctor Strange in the Multiverse of Madness (2022) em fevereiro de 2020, o roteirista Eric Martin foi promovido para lidar com as necessidades do dia-a-dia da série, incluindo ser o roteirista principal no set, com Waldron e Martin mais tarde colaborando em qualquer reescrita para série. A primeira temporada consiste em seis episódios de 40 a 50 minutos, equivalente a 280 minutos no total. Além de Waldron e Herron, os produtores executivos da série incluem Feige, D'Esposito, Alonso, Broussard e Hiddleston. A temporada mostra uma versão alternativa de Loki trazida para a misteriosa Autoridade de Variância Temporal (AVT) para ajudar a consertar a linha do tempo e impedir uma ameaça maior, acabando preso em um thriller policial de sua própria autoria, viajando no tempo e alterando a história da humanidade.

Roteiro Elissa Karasik, Bisha K. Ali, Eric Martin, Tom Kauffman serviram como roteiristas da série, com Jess Dweck também ajudando, trabalhando durante 20 semanas para criar os roteiros da série. Waldron achou esse período desafiador porque ele também teve que escrever o episódio piloto, que normalmente é feito em um período de desenvolvimento separado antes que outros roteiristas sejam contratados, para estabelecer o mundo da série, enquanto concebe os elementos da história para o resto dos episódios.

A temporada se passa após Avengers: Endgame, que mostrou Loki roubando o Tesseract durante os eventos de 2012 de The Avengers (2012), criando uma linha do tempo alternativa dos principais filmes do UCM. Na série, a variante do tempo de Loki viaja no tempo e altera a história da humanidade, com a série explorando as questões "Para onde Loki foi depois de pegar o Tesseract? Será que Loki poderia fazer um amigo? [Será] o sol brilhará sobre ele novamente?". Explorar linhas do tempo alternativas e o multiverso permitiu que Loki introduzisse versões de outros personagens no UCM, além de outras versões de Loki. Waldron também esperava explorar "questões de personagem um pouco mais complexas", como o que torna uma pessoa "realmente boa ou realmente má",Agard, Chancellor. "Summer TV Preview – Loki". Entertainment Weekly. No. June 2021. p. 52. e o que torna um herói, herói ou vilão, um vilão. Ele acrescentou que o ambiente da série em uma linha do tempo alternativa significava que não teria que lidar com a "dor imediata e consequências" de Endgame e poderia, em vez disso, "abrir um novo caminho para um novo canto do UCM", que o diferencia das duas séries anteriores do Disney+, WandaVision e The Falcon and the Winter Soldier, que se passam logo após Endgame.

Parte da proposta de Waldron para explorar um novo canto do UCM incluía a introdução da Autoridade de Variância Temporal (AVT), uma organização que monitora as várias linhas do tempo do Multiverso. Feige e o produtor executivo Stephen Broussard esperavam introduzir a AVT no UCM por anos, mas a oportunidade certa não apareceu até o desenvolvimento de Loki. A introdução da AVT convenceu Hiddleston a fazer a série. Waldron sentiu que a organização era divertida porque apresenta algo tão "notável" quanto uma viagem no tempo "sem alma" e burocrático. Herron infundiu a representação da AVT na série com detalhes e conhecimento de seu tempo como trabalhadora temporária, e os roteiristas acrescentaram "floreios divertidos de coisas descontinuadas" do passado que a AVT poderia acessar, como as bebidas dos anos 1990, Josta e BoKu. A hierarquia da AVT e seu "funcionamento interno" são explorados, com Na Roda da Fortuna (1994) sendo uma referência para Herron na hierarquia.Os roteiristas trabalharam muito para conceber como a viagem no tempo funcionava na AVT para garantir que o público pudesse entender facilmente o conceito e as regras, expandindo o método que foi introduzido em Vingadores: Ultimato. Waldron sentiu que era importante deixar essa lógica fechada porque, sendo uma série semanal, o público teria uma semana entre cada episódio para "separar isso". Falando sobre os locais visitados na série, Waldron esperava subverter as expectativas do público de Loki aparecendo em vários eventos monumentais da história, em vez de escolher ir a lugares que o público conhece "mas não conhecia bem e talvez seja emocionante ver".

Waldron sentiu que explorar a perspectiva da AVT sobre o tempo e a realidade ajudaria a examinar a luta de Loki com a identidade. Ele notou que o personagem tinha estado fora de controle em partes cruciais de sua vida ao longo dos filmes do UCM, e o local da AVT trabalhando com cronogramas diferentes o levaria ainda mais longe de sua zona de conforto. Waldron explicou que a natureza do trabalho feita pela AVT tornou a organização "especialmente adequada para segurar um espelho para Loki e fazê-lo confrontar quem ele é e quem deveria ser". Hiddleston também sentiu que a série era sobre identidade, bem como a dificuldade de autoconhecimento e auto aceitação, e "integrar os fragmentos díspares dos muitos eus que [Loki] pode ser", apontando para o logotipo da série, que apresenta o título "Loki" alternando entre várias fontes, como uma indicação disso. Da mesma forma, Hiddleston acreditava que Loki tinha a ver com o valor do tempo e o que ele vale para uma pessoa. Broussard afirmou que, além do elemento de viagem no tempo, a série teria uma "qualidade de homem em fuga", com Waldron acrescentando que havia uma qualidade inesperada de ficção científica na série, que também explora conspirações misteriosas e realidade distorcida. Loki também tem elementos de suspense de mistério e assassinato. As histórias de amor também fazem parte da série, com Waldron destacando a história de amor platônica entre Loki e Mobius que é semelhante à entre os personagens Carl Hanratty e Frank Abagnale Jr. em Prenda-Me se For Capaz (2002). A série também vê Loki se apaixonar por sua variante feminina, Sylvie. Essa foi uma grande parte da proposta de Waldron para a série, observando que eles não tinham certeza se retratar Loki se apaixonando por outra versão de si mesmo era "muito louco". Ele continuou notando que Loki era "basicamente sobre amor-próprio, auto-reflexão e perdão a si mesmo" e "parecia certo" para a série ser a primeira "história de amor real" do personagem.