Lights of New York é um filme estadunidense de 1928, do gênero drama criminal, dirigido por Bryan Foy, e estrelado por Helene Costello, Cullen Landis, Wheeler Oakman e Eugene Pallette. Filmado com o sistema de som em disco Vitaphone, é o primeiro longa-metragem totalmente falado, e foi produzido e distribuído pela Warner Bros., que havia lançado o primeiro longa-metragem com som sincronizado "Don Juan", dois anos antes.
O filme, que custou US$ 23.000 para ser produzido (filme B), arrecadou mais de US$ 1.000.000. O entusiasmo com que o público recebeu os filmes falados foi tão grande que, no final de 1929, Hollywood começou a produzir exclusivamente filmes sonoros.
Sinopse Um garoto do norte do estado de Nova Iorque chamado Eddie Morgan (Cullen Landis) é enganado e começa a liderar um bar clandestino na Broadway. Ao longo do golpe, há Kitty Lewis (Helene Costello), uma corista com um coração de ouro, 'Hawk' Miller (Wheeler Oakman), chefe de uma gangue e matador de policiais, e Molly Thompson (Gladys Brockwell), sua ex-namorada oprimida.
Elenco Helene Costello como Kitty Lewis Cullen Landis como Eddie Morgan Wheeler Oakman como 'Hawk' Miller Eugene Pallette como Gene Mary Carr como Sra. Morgan Gladys Brockwell como Molly Thompson Robert Elliott como Detetive Crosby Tom Dugan como Sam Tom McGuire como Collins Walter Percival como Jake Jackson Guy D'Ennery como Tommy Jere Delaney como Dan Dickson
Produção Dirigido por Foy a partir de um roteiro escrito por Murray Roth e o comediante Hugh Herbert, "Lights of New York" foi originalmente planejado para ser um filme de dois rolos com um orçamento de US$ 12.000, já que o estúdio ainda não havia se comprometido totalmente com a produção regular de longas-metragens faladas. No entanto, com os chefes de estúdio Harry e Jack Warner fora do país para supervisionar a estreia europeia de "The Jazz Singer", a equipe técnica gradualmente elaborou o enredo quando a filmagem progrediu após sete dias. Louis Halper, que estava no comando do estúdio enquanto os Warners estavam fora, eventualmente mandou um telegrama a Jack Warner pedindo o dinheiro adicional necessário para terminar o filme.
Ao descobrir que Foy havia filmado quatro rolos a mais do que o prometido, Jack Warner ordenou que ele cortasse o filme, a fim de que voltasse aos dois rolos originais. Foy disse mais tarde que a rejeição inicial dos Warners foi possivelmente baseada em seus planos de tornar o primeiro filme totalmente falado em um filme de prestígio. Em um esforço para manter a produção fora das prateleiras, Foy exibiu o filme para um amigo expositor, que imediatamente ofereceu comprá-lo por US$ 25.000. Ao ouvir isso, os Warners pediram a Albert Warner para checar o longa, e seus elogios a "Lights of New York" convenceram Jack e Harry de que sua decisão havia sido prematura, garantindo o lançamento do filme.
Recepção A recepção crítica contemporânea de "Lights of New York" foi decididamente positiva. Uma revisão do The New York Times, ao reconhecer o lugar do filme como "o alfa do que pode se desenvolver como a nova linguagem das telas", chamou o enredo de "bruto ao extremo", e a direção amadeirada, apenas destacando os interlúdios musicais. "Elenco e produção ordinários", relatou Film Daily. "Descarte o elemento falante, e é apenas um meller de segunda categoria". A revista Variety foi ainda mais dura em sua crítica, rotulando a produção de "lixo". "Daqui a um ano, todos os envolvidos ... correrão para um rio antes de vê-lo novamente". Oliver Claxton, do The New Yorker, também criticou o filme. "Teria sido melhor mudo, e muito melhor sem ser visto. Os filmes falados ainda nem chegaram à sua infância. Por mais ruim que seja, porém, o filme mostra o que tenho relutado em acreditar: que a audibilidade será uma grande ajuda para os filmes".
Bilheteria A crítica não afastou o público, embora a demanda possa ter sido impulsionada mais pela novidade do primeiro filme falado do que pelas qualidades dramáticas do filme. Um evento de pré-estreia do filme em Pasadena, Califórnia, resultou em filas que rodavam o quarteirão, e o faturamento bruto da primeira semana no Mark Strand Theatre em Nova Iorque foi de US$ 47.000. Após o lançamento nacional, o filme arrecadou US$ 1.2 milhão, o que o tornou um sucesso de bilheteria.
De acordo com os registros da Warner Bros., o filme arrecadou US$ 1.160.000 nacionalmente e US$ 92.000 no exterior, totalizando US$ 1.252.000 mundialmente.
Preservação O filme e a trilha sonora Vitaphone ainda sobrevivem de forma completa. Em uma cerimônia formal em 24 de julho de 1946, Albert Warner apresentou uma impressão de "Lights of New York" para a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos como parte de uma celebração de um ano do vigésimo aniversário da estreia das primeiras produções sonoras do estúdio Warner Bros..
O filme está disponível em DVD pela Warner Bros. Home Entertainment.
Categoria:Filmes dos Estados Unidos de 1928 Categoria:Filmes de drama dos Estados Unidos Categoria:Filmes de drama da década de 1920 Categoria:Filmes da Warner Bros. Categoria:Filmes com trilha sonora de Louis Silvers Categoria:Filmes em preto e branco dos Estados Unidos Categoria:Filmes ambientados na cidade de Nova Iorque Categoria:Filmes gravados na Califórnia Categoria:Filmes em língua inglesa