George Bugeja, O.F.M. (Xagħra, Gozo, Malta, 1 de julho de 1962) é um prelado católico romano e vigário apostólico emérito de Trípoli.
Biografia George Bugeja ingressou no noviciado em 2 de outubro de 1977 com os Frades Menores Franciscanos da Província de Malta. Professou os primeiros votos em 2 de outubro de 1978 e a profissão solene em 28 de agosto de 1983. Foi ordenado sacerdote em 5 de julho de 1986. Estudou filosofia e teologia em sua terra natal, no Istitutum Nationale Studiorum Ecclesiasticorum Religiosorum Melitensium. Obteve um diploma em jornalismo em Londres e concluiu um curso de direção espiritual.
De 1986 a 2004, exerceu atividades pastorais na Diocese de Gozo; Guardião das Comunidades de Hamrun, Rabat, Gozo e Sliema. Entre 2004 a 2008, foi Pároco de Nossa Senhora do Sagrado Coração em Sliema, e de 2008 a 2010, Auditor do Tribunal Eclesiástico. Padre George foi Oficial na Congregação para a Evangelização dos Povos de 2010 a 2015. A partir de março de 2015, foi Guardião do Convento de Santo Antônio de Pádua em Ghajnsielem, Gozo.
Episcopado O Papa Francisco o nomeou Bispo Titular de San Leone e Coadjutor do Vigário Apostólico de Trípoli em 10 de julho de 2015. O bispo de Gozo, Mario Grech, o consagrou bispo em 4 de setembro do mesmo ano, na Basílica do Santuário Nacional da Santíssima Virgem de Ta' Pinu, em Għarb. Os principais co-consagradores foram o Secretário da Congregação para a Evangelização dos Povos, Arcebispo Savio Hon Tai-Fai, SDB, e o Bispo de Juticalpa, José Bonello, OFM.
De 14 de fevereiro de 2016 a 8 de dezembro de 2019 foi também Administrador Apostólico do Vicariato Apostólico vago de Benghazi e do Vicariato Apostólico de Derna.
Com a renúncia de Giovanni Innocenzo Martinelli em 5 de fevereiro de 2017, sucedeu-o como Vigário Apostólico de Trípoli.
Em setembro de 2025, Monsenhor Bugeja concedeu uma entrevista ao Newsbook Malta, na qual detalhou os extremos perigos de seu ministério. Ele relatou um incidente em 2020, em que homens armados, com os rostos cobertos, entraram em seu carro com uma AK-47 apontada para ele. Ele só foi liberto após apresentar um documento de identidade que indicava proteção de nível diplomático. Também vivenciou períodos de intensos combates e aeroportos fechados, mas se recusou a partir. Devido às restrições significativas da Igreja Católica na Líbia, ele recebeu um telefonema de apoio do Papa Francisco em 2019, durante um período de grande tensão.
Em 22 de outubro de 2025, o Papa Leão XIV aceitou a renúncia antecipada de Dom George Bugeja. A declaração do Vaticano não citou o motivo, já que aconteceu sua renúncia antes da idade padrão de aposentadoria.
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