Thomas Weh Syen (falecido em 15 de agosto de 1981) foi um soldado e político liberiano. Ele foi um dos principais membros do grupo de homens alistados que derrubaram o governo do país no golpe militar de abril de 1980 e, consequentemente, se tornou um dos líderes da nova junta militar, o Conselho de Redenção Popular. Na sequência do golpe de Estado, assumiu o título de major-general das Forças Armadas da Libéria e tornou-se co-presidente do Conselho de Redenção Popular; como resultado, foi o vice imediato do Comandante-em-Chefe Samuel Doe e o Vice-Chefe de Estado."Gen. Weh Syen Chides Students". The Spectrum 1981-06-24: 1/8.
Desde os primeiros dias do Conselho de Redenção Popular, Doe e Syen entraram em confronto; depoimentos perante a Comissão da Verdade e Reconciliação em 2008 revelaram que suas divergências começaram durante o próprio golpe, quando Weh Syen e Doe discordaram violentamente sobre a destinação do dinheiro que havia sido roubado da casa do recém-assassinado presidente William R. Tolbert Jr..TRC Hearing: Late Prez Tolbert's Daughter Adds More, The Liberian Journal, 11 de junho de 2008. Enquanto membro do Conselho de Redenção Popular, foi parcialmente responsável pelos assuntos educacionais, mas seu tempo no Conselho foi de curta duração.
Weh Syen e outras cinco pessoas foram acusadas de complô de assassinato e backlash contra Doe e o seu governo, mas nenhuma evidência de conspiração foi apresentada publicamente durante o julgamento militar apressado de três dias. Eles foram considerados culpados e executados por um pelotão de fuzilamento no que foi visto como o fim de uma luta pelo poder entre os indivíduos que assumiram o controle do governo em um golpe de Estado sangrento. Todos eram membros do grupo original de dezessete suboficiais e soldados que derrubaram o governo de William R. Tolbert Jr. em 12 de abril de 1980, encerrando um século e meio de domínio politico do país por americo-liberianos (descendentes de negros norte-americanos que fundaram a Libéria no início do século XIX). Os homens executados também eram conhecidos por terem criticado o que consideravam o relacionamento de "menino de recados" do governo Doe com os Estados Unidos. Formaram, assim, o núcleo da resistência de esquerda a muitas das decisões pró-ocidentais do sargento Samuel Doe.
A rapidez e o sigilo do julgamento provocaram temores em Monróvia. Os liberianos que se sentiam seguros discutindo abertamente seus desacordos com a administração Doe passariam a fazê-lo apenas em lugares isolados.
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