O Edifício dos Correios de Aljustrel é um imóvel histórico na vila de Aljustrel, no Distrito de Beja, em Portugal.

Descrição e história O imóvel está situado na Avenida da Liberdade, na vila de Aljustrel.

A estação foi construída pela Delegação dos Novos Edifícios para os CTT, que funcionou entre 1937 e 1951. O edifício chegou a estar sob classificação na década de 2000, mas em 2009 a Direcção Regional de Cultura do Alentejo propôs que o processo fosse cancelado, por considerar que não era de valor nacional, tendo o despacho de encerramento sido emitido ainda nesse ano pelo director do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico.

Nos finais da década de 2010, o posto dos correios deixou de ser administrado pela empresa CTT e passou para a gestão de parceiros, decisão que foi muito criticada pela Câmara Municipal, que chegou a iniciar um processo judicial para anular ou impedir o encerramento daquele serviço. Segundo o então presidente da Câmara Municipal, Nelson Brito, o serviço prestado pela nova entidade revelou-se insuficiente para as necessidades do concelho, tendo a câmara chegado a passar «dias sem receber correio, o que é impensável para uma autarquia». Com este novo modelo de gestão, o posto de correios perdeu outros serviços que também disponibilizava além das funções postais, como o pagamento das contas de água e da electricidade, sendo este último especialmente importante após o encerramento do escritório da EDP de Aljustrel, pelo que os habitantes viram-se forçados a ir a Castro Verde ou Beja para fazer o pagamento.

Assim, em 24 de Fevereiro de 2020 voltou a ser explorado pela CTT, na sequência de um acordo de colaboração com a autarquia, que considerou esta medida como uma «vitória do interior, onde os correios continuam a desempenhar um papel importante na vida de todos os cidadãos e assumem um serviço de vital utilidade e interesse». O reestabelecimento dos serviços dos CTT em Aljustrel foi integrado num programa da empresa para a reabertura das suas lojas nas sedes dos concelhos, no sentido de reforçar a proximidade em relação às populações, tendo sido o quinto posto numa sede de concelho a ser reaberto. Esta medida foi imposta pela Autoridade Nacional de Comunicações, que determinou que devia existir pelo menos uma estação de correios em cada concelho.

Ver também Lista de património edificado em Aljustrel Capela da Misericórdia de Aljustrel Castelo de Aljustrel Edifício dos Correios de Castro Verde Edifício dos Correios de Ferreira do Alentejo Estação dos Correios de Odemira

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