Syagrus macrocarpa, também conhecido como baba-de-boi-grande ou maria-rosa, é uma espécie de planta do gênero Syagrus e da família Arecaceae.

Espécie rara, com distribuição não muito ampla entre o leste de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro, sempre em populações pequenas ou indivíduos isolados. Assemelha-se com Syagrus romanzoffiana, porém, possui menor porte, folhas e inflorescências (80 vs. 167 cm); bem como frutos maiores (6-9 centímetros vs. 3-4 cm) e flores pistiladas muito maiores (22-35 milímetros vs. 4,5-7 mm). Além disso, em S. macrocarpa as ráquilas geralmente distribuem-se de forma unilateral na raque, enquanto que em S. romanzoffiana é sempre de forma helicoidal.

Pode ser confundida com Syagrus cocoides, uma vez que esta espécie também possui pinas geralmente enroladas nas pontas e bainha bastante fibrosa, no entanto S. macrocarpa difere-se facilmente desta pela distribuição unilateral das ráquilas na raque (helicoidal em S. cocoides) e tamanho dos frutos maiores (6,5-9 centímetros vs. 3,5-5,8 cm).

Taxonomia

Os seguintes sinônimos já foram catalogados: Barbosa getuliana (Bondar) A.D.Hawkes Calappa procopiana (Glaz. ex Drude) Kuntze Cocos getuliana Bondar Cocos marocarpa (Barb.Rodr.) Barb.Rodr. Cocos procopiana Glaz. ex Drude Syagrus getuliana (Bondar) Glassman Cocos macrocarpa (Barb.Rodr.) Barb.Rodr. Forma de vida É uma espécie terrícola e de palmeira.

Descrição Árvore de porte elevado ou moderado, com 4-10 metros de altura e estipe solitário, colunar, 3,1-9 x 0,1-0,25 m, com suaves cicatrizes deixadas pelas bainhas de folhas já caídas. Ela tem folhas dispostas em espiral ao redor do estipe, 8-20 contemporâneas, arqueadas; bainha, 50-90 centímetros de comprimento, margens densamente fibrosas; pecíolo de 70-130 centímetros de comprimento; raque, 122-2 metros de comprimento, arqueadas; pinas flexíveis, 90-160 de cada lado da raque, verdes, brilhantes, ápice assimétrico, distribuídas irregularmente e dispostas em vários planos ao longo da raque, ápice pendente e geralmente enrolados na extremidade, as da parte mediana da raque com 30-70 x 1-3 cm.

Tem inflorescência andrógina, interfoliar; profilo 30-46 x 5-6 cm; bráctea peduncular sulcada, recoberta por tomento esbranquiçado, especialmente na extremidade, 70-120 centímetros de comprimento total, parte expandida 35-75 x 10-29 cm; pedúnculo coberto por um indumento esparso, de cor ferrugínea ou esbranquiçada logo após a antese, 30-60 x 1,5-3,5 cm; raque 25-50 centímetros de comprimento, ramificada ao nível de primeira ordem; ráquilas inseridas unilateralmente ao longo da raque, ocasionalmente em espiral (extremidade da raque), 23-80, as da parte mediana da raque 15-43 centímetros de comprimento Flores, estaminadas 9-10 milímetros de comprimento, pistiladas 22-35 x 7-15 mm. Frutos elipsoides, 6,5-9 x 3-4,5 cm; epicarpo verde-amarelado, glabro superficialmente, coberto por um tomento esbranquiçado apenas na extremidade. Possui endocarpo elipsoide, ósseo, superfície exterior levemente irregular, geralmente com 3 protuberâncias longitudinais 3,8-6,5 x 1,8-2,6 cm e endosperma regular, homogêneo.

+ Caule superfície lisa tipo solitário/aéreo + Folha pinada verde bainha decídua/com disposição helicoidal no estipe/densamente fibrosa pecíolo com margem inerme raque foliar arqueada pinas coriácea membranácea/inserida em diferente ângulo na raque/com disposição agrupada/flexível e enrolada no ápice/com ápice pendente/com ápice acuminado assimétrico/verde escura/verde/concolor + Inflorescência forma paniculada/pendente infrutescência exposta interfoliar espádice sulcada/glabra/pruinosa raque esparsamente tomentosa ráquila disposição unilateral na raque/disposição helicoidal na raque + Fruto formato fusiforme/elíptico epicarpo verde amarelado/glabro/com indumento no ápice mesocarpo fibroso suculento endocarpo lenhoso/fusiforme/com 3 protuberância longitudinal endosperma homogêneo

Conservação A espécie faz parte da Lista Vermelha das espécies ameaçadas do estado do Espírito Santo, no sudeste do Brasil. A lista foi publicada em 13 de junho de 2005 por intermédio do decreto estadual nº 1.499-R.

Distribuição A espécie é encontrada nos estados brasileiros de Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. A espécie é encontrada no domínio fitogeográfico de Mata Atlântica, em regiões com vegetação de floresta estacional semidecidual e floresta ombrófila pluvial.

Notas Contém texto em CC-BY-SA 4.0 de Soares, K.P. Syagrus in Flora e Funga do Brasil.

Ligações externas Syagrus macrocarpa no projeto Flora e Funga do Brasil Syagrus macrocarpa no portal do Centro Nacional de Conservação da Flora (Brasil)

Categoria:Syagrus Categoria:Flora do Espírito Santo (estado) Categoria:Espécies citadas na Lista Vermelha de Ameaça da Flora Brasileira Categoria:Espécies citadas na Lista de Espécies da Flora Ameaçadas do Espírito Santo