A chamada Trégua dos doze anos foi firmada na Antuérpia no dia 9 de Abril de 1609 entre as Províncias Unidas (lideradas pela Holanda e Zelândia) e a Espanha, no curso da Guerra dos Oitenta Anos, iniciada em 1568. Com a trégua, potências europeias como por exemplo a França (que tinha uma forte rivalidade com a Espanha) começaram a tratar a República Holandesa como um estado independente e soberano, apesar de que a Espanha visse a trégua como uma medida temporária, forçada pela exaustão financeira e problemas domésticos, exemplificados pela simultânea expulsão dos mouriscos no mesmo ano. Dessa forma, a Espanha não reconheceu a independência holandesa por meio da Trégua, fazendo isso apenas com a paz de Münster em 1648, quase 40 anos mais tarde. Dessa forma, a monarquia espanhola conseguiu redirecionar os seus recursos para outras questões.
Apesar da Trégua ser firmada apenas em 1609, as negociações haviam começado em segredo em 1606, levando a um cessar-fogo em Abril de 1607. No processo das negociações, foi necessária a mediação das coroas inglesa e francesa. A principal concessão buscada pela Espanha era um recuo holandês das frentes de batalha na América e na Ásia, correspondendo ao Oceano Atlântico e Índico, na qual a Holanda havia aumentado sua presença maciçamente desde 1585.
Ao fim desta trégua, em 1621, as Províncias Unidas retomaram a guerra contra a Espanha. Entre vários outros ataques, foi nesse momento em que houve o início das invasões do nordeste brasileiro pela Companhia Holandesa das Índias Ocidentais (WIC).
Referências
Categoria:Guerra dos Oitenta Anos Categoria:História dos Países Baixos Categoria:1609 nos Países Baixos Categoria:Tratados de 1609 Categoria:Tratados de paz Categoria:Relações entre Espanha e Países Baixos Categoria:Guerra Luso-Holandesa Categoria:Tratados de paz da Espanha