miniaturadaimagem|Bandeira de Gadsden utilizada como símbolo para o libertarianismo, com a frase "não pise em mim". Libertarianismo de direita,Marshall, Peter (2008). Demanding the Impossible: A History of Anarchism. London: Harper Perennial. p. 565. "The problem with the term 'libertarian' is that it is now also used by the Right. [...] In its moderate form, right libertarianism embraces laissez-faire liberals like Robert Nozick who call for a minimal State, and in its extreme form, anarcho-capitalists like Murray Rothbard and David Friedman who entirely repudiate the role of the State and look to the market as a means of ensuring social order". também conhecido como capitalismo libertário ou libertarismo de direita,Rothbard, Murray (1 March 1971). "The Left and Right Within Libertarianism". WIN: Peace and Freedom Through Nonviolent Action. 7 (4): 6–10. Retrieved 14 January 2020. "It is important to distinguish between anarchism and certain strands of right-wing libertarianism which at times go by the same name (for example, Murray Rothbard's anarcho-capitalism). There is a complex debate within this tradition between those like Robert Nozick, who advocate a 'minimal state', and those like Rothbard who want to do away with the state altogether and allow all transactions to be governed by the market alone. From an anarchist perspective, however, both positions—the minimal state (minarchist) and the no-state ('anarchist') positions—neglect the problem of economic domination; in other words, they neglect the hierarchies, oppressions, and forms of exploitation that would inevitably arise in laissez-faire 'free' market. [...] Anarchism, therefore, has no truck with this right-wing libertarianism, not only because it neglects economic inequality and domination, but also because in practice (and theory) it is highly inconsistent and contradictory. The individual freedom invoked by right-wing libertarians is only narrow economic freedom within the constraints of a capitalist market, which, as anarchists show, is no freedom at all. é uma filosofia política e um tipo de libertarianismo que apoia os direitos de propriedade capitalista e defende a distribuição dos recursos naturais e da propriedade privada pelo mercado. O termo libertário de direita é usado para distinguir esta classe de pontos de vista sobre a natureza da propriedade e do capital do libertarianismo de esquerda, um tipo de libertarianismo que combina autopropriedade com uma abordagem igualitária dos recursos naturais. Em contraste com o libertarianismo socialista, o libertarianismo de direita apoia o capitalismo de livre mercado. Como a maioria das formas de libertarianismo, ele apoia as liberdades civis, especialmente o direito natural, os direitos negativosSterba, James P. (October 1994). "From Liberty to Welfare". Ethics. Cambridge: Blackwell. 105 (1): 237–241. e uma redefinição do moderno estado de bem-estar.

O pensamento político da direita libertaria caracteriza-se pela prioridade normativa à liberdade, com a necessidade de maximizar o âmbito da liberdade individual e minimizar o propósito da autoridade pública. Os libertários de direita normalmente veem o Estado como a principal ameaça à liberdade. Este antiestatismo difere das doutrinas anarquistas na medida em que se tem na base um individualismo intransigente que coloca pouca ou nenhuma ênfase na sociabilidade ou cooperação humana.Goodway, David (2006). Anarchist Seeds Beneath the Snow: Left-Libertarian Thought and British Writers from William Morris to Colin Ward. Liverpool: Liverpool University Press. p. 4. "'Libertarian' and 'libertarianism' are frequently employed by anarchists as synonyms for 'anarchist' and 'anarchism', largely as an attempt to distance themselves from the negative connotations of 'anarchy' and its derivatives. The situation has been vastly complicated in recent decades with the rise of anarcho-capitalism, 'minimal statism', and an extreme right-wing laissez-faire philosophy advocated by such theorists as Rothbard and Nozick and their adoption of the words 'libertarian' and 'libertarianism'. It has therefore now become necessary to distinguish between their right libertarianism and the left libertarianism of the anarchist tradition". A filosofia libertária de direita também está enraizada nas ideias de direitos individuais e economia do laissez-faire. A teoria dos direitos individuais da direita libertária geralmente segue o princípio da apropriação original e a teoria da propriedade do trabalho, enfatizando a autopropriedade, como também dando a importância que as pessoas têm um direito absoluto à propriedade que seu trabalho produz. Em termos economicos, os libertários de direita encaram qualquer tentativa de modificar o sistema de mercado como prejudicial e negativo, reforçando os mecanismos e a natureza auto-reguladora do mercado enquanto retratam a intervenção governamental e as tentativas de redistribuir a riqueza como invariavelmente dispensáveis e contraditórios. Embora todos os libertários de direita se oponham à intervenção governamental, há uma divisão entre os anarcocapitalistas, que veem o estado como um mal desnecessário e querem que os direitos de propriedade não sejam protegidos por lei conforme os estatuos, mas sim através de responsabilidades civis gerada pelo mercado, contratos e leis de propriedade privada; e minarquistas, que defendem a necessidade de um estado mínimo, muitas vezes referido como um Estado Guarda-Noturno, para fornecer aos seus cidadãos os tribunais, as forças armadas e a polícia.Marshall, Peter (2008). Demanding the Impossible: A History of Anarchism. London: Harper Perennial. p. 565. "The problem with the term 'libertarian' is that it is now also used by the Right. [...] In its moderate form, right libertarianism embraces laissez-faire liberals like Robert Nozick who call for a minimal State, and in its extreme form, anarcho-capitalists like Murray Rothbard and David Friedman who entirely repudiate the role of the State and look to the market as a means of ensuring social order".Embora influenciado pelo pensamento liberal clássico, e com autores vendo o libertarianismo de direita como uma consequência ou uma variante dele,Goodman, John C. (20 December 2005). "What Is Classical Liberalism?". National Center for Policy Analysis. Retrieved 26 June 2019. . existem na realidade diferenças significativas. Edwin Van de Haar argumenta que "confusamente, nos Estados Unidos o termo libertarianismo às vezes também é usado por liberais clássicos. Mas isso equivocadamente mascara as diferenças entre os dois." O liberalismo clássico se recusa a dar prioridade à liberdade sobre a ordem e, portanto, não exibe a hostilidade e antipatia ao estado, essa do qual é a característica definidora do libertarianismo. Como também, libertários de direita acreditam que os liberais clássicos apresentam ainda muito envolvimento com o Estado, argumentando que eles não têm respeito suficiente pelos direitos de propriedade individual e não possuem confiança suficiente no funcionamento do livre mercado e à sua ordem espontânea, levando a consequência da existência de um Estado muito maior. Também se é discordado por os liberais clássicos sustentarem demais os bancos centrais e as políticas monetaristas.