"Aviso Final da China" () é uma expressão idiomática irônica russa, originária da União Soviética, que se refere a um aviso que não acarreta consequências reais.
História
As relações entre a República Popular da China e os Estados Unidos durante as décadas de 1950 e 1960 foram tensas devido a disputas sobre o Estatuto de Taiwan. Jatos de combate americanos patrulhavam regularmente e realizavam manobras de caça no Estreito de Taiwan, o que levou a protestos formais regulares apresentados pelo Partido Comunista da China na forma de um "aviso sério". A China emitiu seu primeiro "aviso sério" aos Estados Unidos em 7 de setembro de 1958, durante a Segunda Crise do Estreito de Taiwan. Em 24 de dezembro de 1971, foi emitido o 497.º aviso sério, mas esses avisos não foram seguidos de quaisquer consequências significativas.
Esses protestos eram frequentemente transmitidos pelo rádio soviético, "pronunciados pelo locutor Iuri Levitan em sua voz solene", o que contribuiu para a popularização dos "avisos finais" entre a população soviética e para o uso comum do termo "aviso final da China" nos lares soviéticos para se referir a ameaças vazias. Os cidadãos costumavam acrescentar números à frase para dar um efeito humorístico adicional, como "231.º aviso final chinês" e "850.º aviso final chinês". Desde o Comunicado de Xangai de 1972, que melhorou as relações entre a China e os Estados Unidos, a expressão continuou a ser usada para se referir a avisos infrutíferos em situações não relacionadas à política ou à China.
O termo foi popularizado nas redes sociais de língua inglesa durante o período que antecedeu a visita de Nancy Pelosi a Taiwan em 2022, para se referir às ameaças da China, consideradas superficialmente fortes, mas, na prática, fracas.
Ver também
Categoria:Provérbios Categoria:História das relações exteriores da China Categoria:Ultimatos Categoria:Relações entre China e Rússia Categoria:Relações bilaterais da China Categoria:Relações entre China e União Soviética Categoria:Relações entre China e Taiwan