Rope jump ou rope jumping é um esporte radical similar ao Bungee jumping, que consiste em saltar ao vazio, preso pela cintura e peitoral (admitindo variações como costas ou tornozelos) a cordas não elásticas. A absorção da queda do praticante é feita pelo movimento pendular realizado com o corpo após o salto, e por sistemas de polias presos às cordas. Após o salto o praticante pode ser conduzido até o chão ou içado de volta ao ponto de salto, dependendo da necessidade do local. No Brasil, a prática da atividade não é regulamentada, mas não é proibida.
História O salto de Rope Jumping começou na década de 1990, desenvolvido pelo escalador Dan Osman, que a princípio o batizou de Rope Free Flying. Ele realizava quedas propositais a fim de avaliar os equipamentos de escalada que utilizava. Em algumas destas quedas, ele experimentava o efeito pêndulo, termo conhecido entre os escaladores, que é o movimento lateral que acontece quando o escalador cai e não está alinhado com as ancoragens abaixo dele.
Dan Osman começou a fazer saltos cada vez maiores, em pontes e em formações rochosas nos Estados Unidos. Ele também utilizava o salto para treinar novos escaladores, ajudando-os a perder o medo da queda durante as escaladas. Com o tempo o esporte foi ganhando adeptos no mundo todo, que começaram a praticar o Rope jumping tanto como esporte quanto por lazer.
Em 1998, com a morte do inventor do esporte Dan Osman em um salto de mais de 300 metros, o esporte deixou de ser praticado em muitos locais. Porém, com novos materiais e técnicas, ele retornou ao cenário radical, no começo da década de 2010 e hoje é um dos mais procurados em muitos Países, como o Brasil, EUA e Rússia.
Recordes O Rope Jumping não tem recordes homologados pelo Guinness Book, mas o recorde, não oficial, de queda livre atual foi quebrado em 2018, pelo atleta Carlos Torija, saltando da montanha Kjerag (Noruega). O salto foi realizado com 424,8 metros de queda livre e 571 metros de queda total, deixando o recorde anterior, de 392 metros, para trás.
O maior salto da América Latina foi realizado pelo atleta Marco Jota, em 2019, na Cachoeira do Tabuleiro (Brasil). O salto foi realizado há uma altura de 273 metros com 250 metros de queda total.
O recorde, não oficial, de pessoas saltando junto foi quebrado por um grupo de brasileiros praticantes, em 2017, na cidade de Hortolândia. O salto foi realizado por 245 pessoas simultaneamente.
Acidentes Em 2020, um homem identificado como Adam Esteves Cardoso sofreu politraumatismo craniano após saltar de uma altura de 107 metros em um viaduto em Minas Gerais. Em 2024, uma mulher de nome Jussara Vitória Alves bateu o corpo contra pedras em um salto realizado em um parque interditado. Na manhã do dia 13 de junho de 2026, em uma ponte localizada entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo, uma jovem brasileira de 21 anos, Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, faleceu em um salto de rope jump após ter sido lançada de uma altura de 40 metros sem que a corda tivesse sido conectada ao seu corpo.
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