Amor, Plástico e Barulho é um filme de drama romântico brasileiro de 2015, dirigido por Renata Pinheiro e escrito pela diretora em parceria com Sérgio Oliveira. Estrelado por Maeve Jinkings e Nash Laila, o filme conta a história de duas cantoras do brega que se rivalizam em busca de uma carreira de sucesso em Recife.

Amor, Plástico e Barulho foi lançado nos cinemas do Brasil em 22 de janeiro de 2015 pela Boulevard Filmes. O filme foi recebido com críticas mistas e positivas por parte dos críticos especializados. Em geral, as atuações das protagonistas (Maeve Jinkings e Nash Laila) foram elogiadas, e até premiadas. A direção de Pinheiro também recebeu elogios, sendo citada como uma "visão carinhosa e ao mesmo tempo crítica que lança sobre a cena brega". Entretanto, alguns pontos de edição do longa, como a inserção de imagens e reportagens de baixa qualidade entre as cenas, receberam críticas negativas por prejudicar o desenvolvimento da trama. O filme teve uma breve distribuição comercial, gerando uma receita de R$ 31.232,71.

O filme foi distribuído em diversos festivais de cinema, onde recebeu alguns prêmios. Na 46ª edição do Festival de Cinema de Brasília, o filme foi premiado com três Troféus Candango, incluindo os prêmios de Melhor Atriz e Melhor Atriz Coadjuvante para Maeve Jinkings e Nash Laila, respectivamente. No 21° Prêmio Guarani de Cinema, maior premiação da crítica de cinema do Brasil, o filme recebeu sete indicações, incluindo as categorias de Melhor Atriz para Maeve Jinkings, Melhor Atriz Coadjuvante para Nash Laila e Melhor Revelação para a cineasta Renata Pinheiro.

Enredo Shelly (Nash Laila) é uma jovem dançarina que sonha em se tornar cantora de Brega, um gênero musical romântico e sensualmente atraente, popular no nordeste brasileiro. Inserida em um mundo onde tudo é descartável, como sucesso, amor e relacionamentos humanos, Shelly vive uma trajetória difícil e tumultuada em direção ao desejo de ser famosa. Jaqueline (Maeve Jinkings), sua colega de banda, uma cantora decadente e experiente, é seu espelho. Seguindo os passos de Jaqueline ela pretende virar uma grande cantora de música Brega.

Elenco

Produção O filme é o primeiro longa-metragem dirigido por Renata Pinheiro. As filmagens do filme ocorreram em 2012 com locações distribuídas na cidade de Recife. O filme é uma coprodução entre Brasil (Aro­ma Filmes), França (Neon Productions) e Argentina (Milk Wood). A produção do filme é assinada pela diretora e seu então marido, Sérgio Oliveira, o qual também colaborou na construção do roteiro. O filme contou com um orçamento de R$ 470 mil.

Lançamento Amor, Plástico e Barulho teve sua première oficial no Festival de Cinema de Brasília em 14 de setembro de 2013, onde foi elogiado e recebeu três prêmios do júri oficial. Sua estreia internacional ocorreu no Festival Indie Lisboa, em Portugal. O filme foi lançado no Canadá no Brazilian Film Festival of Toronto, que ocorreu entre 16 e 19 de outubro de 2014 em Toronto, onde foi premiado como Melhor Longa-metragem de Ficção pelo júri oficial. No Brasil, ainda foi selecionado para o Festival de Aruanda, na Paraíba, e para o Janela Internacional de Cinema do Recife, em Pernambuco. Foi exibido no Tesape Encuentro del Audiovisual, no Paraguai.

Recepção

Bilheteria Segundo dados do Anuário Estatístico do Cinema Brasileiro de 2015, realizado pela Ancine, o filme foi distribuído em apenas 12 salas de cinema pelo Brasil, nas cidades de São Paulo, Brasília, Porto Alegre, Fortaleza, Aracaju, Maceió, Recife e Belo Horizonte. Amor, Plástico e Barulho registrou um público de cerca de 5.430 espectadores, gerando uma receita de R$ 31.232,71 e tornando-se o filme 50° filme brasileiro mais assistido nos cinemas em 2015.

Resposta dos críticos miniaturadaimagem|184x184px|A performance de Maeve Jinkings como a cantora Jaqueline recebeu muitos elogios, rendendo uma indicação ao Prêmio Guarani de Melhor Atriz. Amor, Plástico e Barulho obteve uma repercussão positiva entre os críticos de cinema do Brasil. No site agregador de resenhas AdoroCinema, o filme dispõe de uma média de 3,9 de 5 () estrelas com base em 12 críticas publicadas na imprensa. Lucas Salgado, escrevendo para o próprio AdoroCinema, avaliou o filme com 4 de 5 estrelas (), o que o classifica como "Muito Bom". Para o crítico, o filme "não perde tempo se alongando e trata de dizer tudo aquilo que pretende. Trata-se de uma obra envolvente, intrigante e extremamente divertida. Pode-se debater se o filme está rindo com suas personagens ou de suas personagens, mas não parece ser o objetivo da diretora fazer piada do universo brega."

Arthur Grieser, do website Cinema com Rapadura, deu ao filme uma nota 8 de 10 e ressaltou o trabalho da direção, escrevendo que "a diretora é extremamente feliz ao estabelecer com grande eficiência um belo contraste que permeia toda a película em seus quase 90 minutos de projeção; da felicidade de Shelly (Nash Laila) com todo o glamour daquele universo recém-descoberto, com a tristeza e a depressão de Jaqueline (Maeve Jinkings) ao vivenciar um arco descendente em sua carreira [...]".

Júlio Cavani, para o jornal Diário de Pernambuco, escreveu: "Como nos contos de fadas, há um clima de sonho - só que nem tudo é necessariamente maravilhoso. O lado glamuroso do movimento cultural pernambucano contemporâneo aparece na tela e é valorizado, mas há espaço para o risco da decadência. No final, o que fica é a magia." Luiz Zanin Oricchio, do Estado de S.Paulo, disse: "O filme de Renata Pinheiro ilustra, de maneira deslocada para o âmbito individual, a famosa frase de Marx, "Tudo que é sólido desmancha no ar" [...] Tudo é precário e provisório. Da fama e do posto conquistado, aos amores e sentimentos - tudo passa rápido e parece impossível de ser preservado.

Sérgio Alpendre, do jornal Folha de S.Paulo, pontuou o trabalho das atrizes que encabeçam o elenco, dizendo que "Jinkings e Laila são duas atrizes da nova geração do cinema brasileiro, e aqui estão em momentos inspirados de suas carreiras. Acreditamos que elas são mesmo Jaqueline e Shelly, tamanha a entrega das duas." Robledo Milani, crítico do website Papo de Cinema, disse: "O caráter descartável das coisas, das pessoas, dos sentimentos e das conquistas é o mote a ser revelado durante o desenrolar da ação de "Amor, Plástico e Barulho". As duas protagonistas lutam, assim como aqueles que as circundam, por melhores condições, por sucesso, por aclamação."

Prêmios e indicações AnoAssociaçõesCategoriaRecipiente(s)ResultadoRef.2013Festival de Cinema de BrasíliaMelhor AtrizMaeve Jinkings rowspan="12" Melhor Atriz CoadjuvanteNash LailaMelhor Direção de ArteDani VilelaFestival de Aruanda do Audiovisual BrasileiroMelhor FilmeAmor, Plástico e BarulhoMelhor AtrizMaeve JinkingsJanela Internacional de Cinema do RecifeMelhor Atriz (menção honrosa)Melhor MontagemEva Randolph2014Mostra Filmes LivreMelhor FilmeAmor, Plástico e BarulhoFestival de Cinema de TriunfoMelhor AtrizNash LailaMelhor FotografiaFernando LockettBrazilian Film Festival of TorontoMelhor FilmeAmor, Plástico e BarulhoMelhor DireçãoRenata Pinheiro2016Prêmio Guarani de Cinema BrasileiroMelhor AtrizMaeve Jinkings rowspan="7" Melhor Atriz CoadjuvanteNash LailaMelhor MúsicaDJ Dolores e Yuri QueirogaMelhor FigurinoCatarina JacobsenMelhor Direção de ArteThales Junqueira e Dani VilelaMelhor MaquiagemDonna MeirellesMelhor RevelaçãoRenata Pinheiro

Ligações externas

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