The Eras Tour foi a sexta turnê da artista musical estadunidense Taylor Swift. Percorrendo estádios na América do Norte, América Latina, Ásia-Pacífico e Europa, a turnê teve início em 17 de março de 2023, no State Farm Stadium em Glendale, Arizona, nos Estados Unidos, e foi concluída em 8 de dezembro de 2024, no BC Place em Vancouver, no Canadá, totalizando 149 apresentações realizadas em 51 cidades. Anunciada em novembro de 2022, após o lançamento do décimo álbum de estúdio de Swift, Midnights (2022), foi a sua segunda turnê em estádios após a Reputation Stadium Tour em 2018. Com cerca de 3,5 horas de duração, o repertório da The Eras Tour incluiu mais de 40 canções, organizadas em 10 atos distintos que representaram conceitualmente todos os álbuns de estúdio de Swift; a turnê foi reformulada em maio de 2024, para incorporar seu então novo décimo primeiro álbum de estúdio, The Tortured Poets Department (2024). A turnê também contou com 19 atos de abertura — dois por concerto, como Paramore, Phoebe Bridgers, Raye, Sabrina Carpenter e Benson Boone.

A The Eras Tour recebeu elogios da crítica, que destacaram seu conceito, produção, estética e ambiente imersivo, além da musicalidade, vocais, presença de palco e versatilidade de Swift. Registrou uma demanda pública sem precedentes, altas vendas de ingressos, altas taxas de comparecimento e desafios técnicos, resultando na introdução de leis anti-revenda e políticas de regulação de preços. A turnê também impulsionou economias, negócios e turismo em todo o mundo, dominou as redes sociais e os ciclos de notícias, e recebeu homenagens e elogios de diversos governos e organizações. Tornou-se a turnê de maior bilheteria de todos os tempos, sendo a primeira a ultrapassar as marcas de US$ 1 bilhão e US$ 2 bilhões em arrecadação.

Durante a turnê, Swift divulgou e lançou uma variedade de trabalhos: as regravações Speak Now (Taylor's Version) e 1989 (Taylor's Version), os videoclipes de "Karma", "I Can See You" e "I Can Do It with a Broken Heart", edições de Midnights e The Tortured Poets Department, e o lançamento de "Cruel Summer" como single. Um filme-concerto de acompanhamento, que documenta as apresentações em Los Angeles, foi lançado mundialmente em 13 de outubro de 2023, em um acordo de distribuição incomum que contornou os maiores estúdios de cinema. Recebendo elogios da crítica, o filme-concerto se tornou o maior em bilheteria na história. Um livro fotográfico da turnê, The Eras Tour Book, foi lançado em 29 de novembro de 2024. Em 12 de dezembro de 2025, foram disponibilizados no Disney+ a série documental The End of an Era e um segundo filme-concerto intitulado The Final Show, documentando as apresentações finais em Vancouver. A turnê recebeu diversos reconhecimentos, incluindo o iHeartRadio Music Award de Turnê do Século, além de seis recordes no Guinness World Records. A turnê também serviu de inspiração para o décimo segundo álbum de estúdio da artista, The Life of a Showgirl (2025).

Antecedentes

Taylor Swift embarcou na Reputation Stadium Tour, sua quinta turnê, em 2018, em apoio ao seu sexto álbum de estúdio, Reputation (2017). A turnê quebrou o recorde de maior bilheteria da história dos Estados Unidos. O surto da pandemia de COVID-19 em 2020 forçou Swift a cancelar o que teria sido sua sexta turnê, Lover Fest, em apoio ao seu sétimo álbum de estúdio, Lover (2019). Desde então, ela lançou três álbuns de estúdio: Folklore (2020), Evermore (2020) e Midnights (2022), além de dois álbuns regravados, Fearless (Taylor's Version) e Red (Taylor's Version), ambos em 2021.

Datas nos EUA Durante a promoção de Midnights em talk shows como The Tonight Show Starring Jimmy Fallon e The Graham Norton Show em outubro de 2022, Swift deu pistas sobre uma turnê futura. Em 1 de novembro, ela anunciou no Good Morning America e em suas redes sociais sua sexta turnê, a The Eras Tour, descrevendo-a como "uma jornada pelas eras musicais de [sua] carreira". Inicialmente, ela anunciou 27 shows em 20 cidades dos EUA, começando em março de 2023 em Glendale, Arizona, e terminando em agosto de 2023 em Inglewood, Califórnia. Os atos de abertura incluíram Paramore, Haim, Phoebe Bridgers, Beabadoobee, Girl in Red, Muna, Gayle, Gracie Abrams e Owenn, cada dois deles dividindo uma data da turnê. A Messina Touring Group, parceira da Anschutz Entertainment Group (AEG), foi a promotora da turnê.

Devido à alta demanda, Swift adicionou oito shows em algumas cidades dos EUA no dia 4 de novembro, e mais 17 na semana seguinte, tornando a The Eras Tour a turnê mais extensa de sua carreira nos EUA, com 52 shows, superando a Reputation Stadium Tour, que teve 38. A Billboard descreveu o anúncio da turnê como "o anúncio de turnê mais caótico da década". Entre os parceiros prospectivos da turnê estava a agora falida empresa corretora de criptomoedas FTX; um acordo de patrocínio de US$ 100 milhões com Swift estava em negociações, mas não se concretizou. Em 31 de janeiro de 2023, mercadorias da turnê inspiradas por todas as "eras" dos dez álbuns de Swift foram disponibilizadas para compra em seu site. Em 3 de agosto de 2023, Swift anunciou uma segunda etapa da turnê nos EUA, com shows em três novas cidades em outubro e novembro de 2024, tendo Abrams como ato de abertura.

Datas internacionais Em 2 de junho de 2023, Swift anunciou os shows da The Eras Tour na América Latina, com Sabrina Carpenter como ato de abertura. Devido à alta demanda, um terceiro show em Buenos Aires foi anunciado em 6 de junho, poucas horas após o início da venda ao público. O cantor argentino Louta foi confirmado como um ato de abertura adicional. Em 12 de junho, foram anunciados shows adicionais na Cidade do México, Rio de Janeiro e São Paulo. Em 20 de junho, Swift revelou as datas dos shows na Ásia, Austrália e Europa.

De junho a novembro de 2023, novos shows foram adicionados à turnê. Na região da Ásia-Pacífico, o número total de shows em Singapura aumentou para seis, e dois shows extras foram anunciados na Austrália. Na Europa, inicialmente foram adicionados oito shows, seguidos por mais quatorze, e depois dois em Londres; Paramore foi anunciada como o ato de abertura dessa etapa. Nove shows também foram anunciados no Canadá (Toronto e Vancouver), com Abrams como ato de abertura. Em fevereiro de 2024, um segundo show foi adicionado em Madrid após o clube de futebol Real Madrid pedir à La Liga que reprogramasse seu jogo para atender à "demanda extraordinária".

Vários políticos e autoridades governamentais fizeram pedidos para que a turnê fosse realizada em seus países ou cidades. Países como Canadá e Chile eram esperados para serem incluídos na turnê, porém não foram anunciados por Swift em 20 de junho, gerando descontentamento e exigências por parte de fãs e autoridades. Em toda a Ásia, fãs lamentaram a ausência de shows em países como Filipinas, Malásia, Tailândia e Hong Kong, pedindo que a turnê fosse realizada nesses locais. Em especial, o retorno de Swift às Filipinas era altamente aguardado. Alguns jornalistas e fãs opinaram que, ao contrário de locais no Japão e em Singapura—os únicos países asiáticos incluídos na The Eras Tour—os locais em Hong Kong, Filipinas e Tailândia podem não ter a infraestrutura adequada necessária para sediar a turnê. Além disso, Hong Kong e China continental reabriram para estrangeiros muito depois da maioria dos outros lugares, após os bloqueios da pandemia de COVID-19, o que pode ter afetado os planos de turnê, de acordo com o South China Morning Post. Na Malásia, a oposição legal aos direitos LGBT e a proibição de concertos pop durante o Ramadão foram citadas como possíveis razões para a ausência de shows.

Em março de 2024, durante uma coletiva de imprensa, o Primeiro-Ministro de Singapura, Lee Hsien Loong, confirmou que o governo de Singapura havia oferecido "certos incentivos" a Swift para que ela realizasse sua turnê exclusivamente em Singapura, em vez de em outros países do sudeste asiático. Hsien Loong afirmou que o acordo foi um sucesso e defendeu sua decisão, afirmando: "Não vejo isso como algo hostil".

Produção A The Eras Tour foi produzida pela empresa de produção de turnês interna de Swift, a Taylor Swift Touring. A empresa contratou cerca de 90 caminhões para transportar cenários, figurinos e outros equipamentos para os shows. O designer de produção canadense Ethan Tobman atuou como diretor criativo da turnê. O The Wall Street Journal relatou que a turnê é uma das produções mais caras e "tecnicamente ambiciosas" do século XXI. A revista de design de interiores Architectural Digest elogiou o design de palco da turnê, considerando-o o "mais ambicioso" de Swift até o momento, e elogiou sua habilidade de criar um worldbuilding.

Palco e iluminação

A cenografia da The Eras Tour é expansiva e composta por displays digitais. Ela consiste em três palcos separados, conectados por uma rampa larga: um palco principal com uma tela grande e curva; um palco médio em forma de losango; e um palco retangular que, juntamente com a rampa, forma um T no meio do piso. Esses palcos apresentam uma variedade de visuais e efeitos ao longo do show. O conceito da turnê é centrado na construção de um mundo visualmente envolvente, com uma ampla gama de adereços e estilos de performance para transmitir os diferentes humores e estéticas dos álbuns de Swift.

A cenografia é equipada com uma plataforma hidráulica "hiperativa", com os palcos principal e médio contendo blocos móveis que se elevam do centro para formar plataformas de diferentes formas e alturas. A produção da turnê é descrita como "massiva" e fortemente inspirada no teatro da Broadway. É considerada uma experiência 4D, envolvendo pirotecnia, luzes de laser, máquinas de fumaça, canhões de fogo, fogos de artifício internos, pulseiras de LED PixMob, e tecnologia de projeção de imagens, incluindo mapeamento de projeção.

Música e performance Projetada como uma homenagem à discografia de Swift ao longo de seus 17 anos de carreira, a The Eras Tour abrange todos os estilos musicais de seus 10 álbuns de estúdio, desde o country e pop até os gêneros folk e rock alternativo. Alguns veículos de mídia chamaram a The Eras Tour de "turnê dos maiores sucessos" de uma artista ainda em seu auge comercial. O repertório teve um foco um pouco maior nos álbuns que Swift ainda não havia apresentado ao vivo, incluindo as primeiras performances de várias faixas. O conjunto do concerto incluiu 15 dançarinos de apoio, coreografados por Mandy Moore, e uma banda ao vivo composta por seis instrumentistas e quatro vocalistas de apoio femininas. Moore foi recomendada pela amiga de Swift, a atriz norte-americana Emma Stone, que havia trabalhado com Moore no filme musical La La Land (2016). Para se preparar fisicamente para a turnê, Swift seguiu uma rotina de exercícios personalizada desenvolvida pelo treinador pessoal Kirk Myers; ela cantava o repertório completo diariamente enquanto corria na esteira, treinava a dança por três meses antes do primeiro show e evitava consumir álcool.

Figurinos

Os figurinos de Swift na The Eras Tour recebeu ampla cobertura da mídia. Seus figurinos, assim como os de seus dançarinos acompanhantes, além de seus microfones e guitarras, prestaram homenagem aos seus 10 álbuns. Eles foram inspirados por performances anteriores, videoclipes e aparições públicas, com o objetivo de se alinharem com os temas gerais e paleta da era que Swift referenciou em cada ato, mostrando as diversas estéticas sonoras e visuais que ela adotou em sua carreira. No entanto, os cristais foram uma escolha de moda unificadora; os trajes de cada ato foram adornados com eles.