Jair Bolsonaro foi o presidente que mais recebeu pedidos de impeachment na história do Brasil, com mais pedidos em um ano de governo do que durante todos os mandatos de Dilma Rousseff, que recebeu 68 pedidos. Porém, os pedidos não tramitaram, pois Rodrigo Maia e Arthur Lira, presidentes da Câmara dos Deputados, os colocaram em análise por tempo indeterminado. Durante seu mandato, Bolsonaro recebeu o total de 197 pedidos de impeachment.
Lista +Nºdataproponentemotivosituaçãoreferência15 de fevereiro de 2019Antonio Jocelio da RochaCrime de responsabilidade, por ter transformado “o Estado em escravos de dívidas públicas criminosas”.Arquivado por problemas na assinatura213 de março de 2019Diva Maria dos SantosQuebra de decoro, pela publicação do vídeo do Golden Shower na conta oficial do Twitter.Em análise32 de abril de 2019Carlos Alexandre KlomfahsCrime de responsabilidade, por ter autorizado a divulgação de um vídeo defendendo a Ditadura Militar nos meios de comunicação oficiais do governo.Em análise427 de agosto de 2019 Diogo Machado Soares dos Reis Natália Zaniboni Ferrari Fernando Luiz do NascimentoCrime de responsabilidade por comentários hostis sobre a suspensão de repasses da Alemanha e Noruega para o Fundo Amazônia e crime de ódio e crime de responsabilidade por quebra de decoro por falas xenófobas contra o programa Mais Médicos e falas homofóbicas e ameaças contra a Ancine e o curta Afronte.Em análise55 de novembro de 2019Flávia Pinheiro FroésQuebra de cadeia de custódia de prova penal por acessar o histórico de ligações da portaria do Vivendas da Barra durante a investigação do Assassinato de Marielle Franco, crime de improbidade administrativa por ter aberto inquérito no Ministério da Justiça contra o porteiro e delegados envolvidos no caso, crime de responsabilidade por falas contra os jornais Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo e o Supremo Tribunal Federal, incluindo o cancelamento de assinaturas de jornais e revistas e ameaça de acabar com contratos públicos. O pedido também pede o impeachment de Paulo Guedes por alusão ao AI-5.Em análise68 de janeiro de 2020Felipe dos Santos FontesApoio ao ataque dos Estados Unidos no ataque no Aeroporto Internacional de Bagdá, que resultou na morte do general Qasem Soleimani.Em análise721 de fevereiro de 2020João Carlos Augusto Melo MoreiraBolsonaro foi acusado de onze crimes, sendo nove crimes de responsabilidade contra a probidade na administração relacionados ao Assassinato de Marielle Franco, um por atacar a imprensa, e um crime contra a humanidade por atentar contra a vida dos povos indígenas.Em análise82 de março de 2020Vilson Pedro NeryCrime de responsabilidade por publicar vídeo no WhatsApp convocando atos contra o Congresso e o Supremo Tribunal Federal no dia 15 de março de 2020. Também pede o impeachment de Hamilton Mourão por agir contra o Brasil e seus interesses ao atacar as instituições.Em análise93 de março de 2020Flávia Pinheiro FróesAdendo ao pedido número 5 por continuidade delitiva e ameaça à democracia pelos atos de 15 de março.Em análise105 de março de 2020João Carlos Augusto Melo MoreiraCrime de responsabilidade contra a improbidade da administração por 24 crimes variados, incluindo sete quebras de decoro, insulto sexual à jornalista Patrícia Campos Mello, acusação de que a jornalista Miriam Leitão inventou a tortura que sofreu durante a Ditadura Militar, e oito crimes contra a administração pública, como o desmonte da fiscalização ambiental, botar a culpa dos incêndios na Amazônia nas ONGs, liberação de agrotóxicos prejudiciais a saúde, corte de verbas das universidades e transporte de 39 kg de cocaína no avião presidencial.Em análise1117 de março de 2020Leandro Grass (REDE)Seis crimes de responsabilidade por declarar que teria provas que a eleição presidencial de 2018 foi fraudada, comemoração do Golpe Militar de 1964, ofensas a jornalista Patrícia Campos Mello e convocação às manifestações golpistas de 15 de março de 2020, que configurariam oposição ao livre exercício do Poder Judiciário, quebra de decoro, incitação de militares à desobediência à lei, atentado à Constituição Federal e ao livre exercício dos três poderes.Em análise1218 de março de 2020Sidney DuranCrime de responsabilidade por convocações às manifestações golpistas de 15 de março de 2020 e quebra de decoro por ofensas às jornalistas Vera Magalhães e Patrícia Campos Mello.Em análise1318 de março de 2020 Fernanda Melchionna (PSOL) Sâmia Bomfim (PSOL) David Miranda (PSOL) Outras 220 personalidades e um milhão de assinaturas digitaisCrime de responsabilidade por convocações às manifestações golpistas de 15 de março de 2020, incluindo o uso da Secom para divulgar os atos, falta de repreensão ao General Augusto Heleno, elogios a Ditadura Militar e violação de direitos humanos. Também cometeu infração de medida sanitária por sua gestão na Pandemia de COVID-19.Em análise1419 de março de 2020Alexandre Frota (PSDB)Crimes contra a segurança nacional e a saúde pública por convocar e participar de manifestações contra o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal, que também pediram a reedição do AI-5, e crimes contra a administração pública por atacar a imprensa profissional.Em análise1519 de março de 2020Neide Liamar de SouzaDisparo de notícias falsas durante as eleições de 2018, imitando a estratégia do ex-presidente americano Donald Trump e com participação informal de Steve Bannon, postura indevida ao cargo por ofender profissionais de imprensa ao menos duas vezes por semana, e ameaçar o Estado Democrático de direito e atentar expor brasileiros a germes patogênicos no contexto da pandemia de COVID-19 por postar vídeo no WhatsApp e outras redes sociais convocando manifestações para o dia 15 de março, que pediam o fechamento do Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal.Em análise1619 de março de 2020Maria Rodrigues de SouzaMesmo teor do pedido de número 15. Maria é a mãe de Neide e protocolou o pedido separadamente de sua família.Em análise1719 de março de 2020Luiz Fernando Rabelo de SouzaMesmo teor do pedido de número 15. Luiz Fernando é irmão de Neide e protocolou o pedido separadamente de sua família.Em análise1820 de março de 2020Leandro Grass (REDE)Aditação do pedido de número 11, com assinatura registrada em cartório. O registro não é necessário, mas o autor quis assim o fazer para “afastar qualquer dúvida sobre a validade formal da denúncia ora apresentada”.Em análise1925 de março de 2020Fernanda Melchionna (PSOL) Sâmia Bomfim (PSOL) David Miranda (PSOL) Outras 220 personalidades e um milhão de assinaturas digitaisAditação do pedido de número 13 após declarações de Sérgio Moro de que Bolsonaro teria usado a Polícia Federal para proteger a si mesmo e a sua família.Em análise2025 de março de 2020Paulo Roberto Iotti VecchiattiCrime contra a dignidade, a honra e o decoro por estar constantemente em guerra contra a sociedade civil e os outros Poderes, tentativa nepotista de indicar seu filho, Eduardo Bolsonaro, como embaixador dos Estados Unidos, afirmar algo para depois negar, postura relapsa durante o Dia do Fogo, interferência na Receita Federal, cortes no Bolsa-Família em estados do nordeste e postura diante os vazamentos de óleo em 2019. Atentar contra os direitos e garantias fundamentais por ataques à mídia, Poderes Legislativo e Judiciário, governadores e prefeitos, cortar verbas destinadas a políticas de combate a violência à mulher e cortar agências do INSS. Não tomar a responsabilidade de subordinados por não repreender o ex-Ministro da Educação Abraham Weintraub por ter copiado um discurso nazista. Crime comum por expor a vida ou a saúde de outras pessoas a perigo e infringir determinação do Poder Público destinada a prevenir a introdução ou disseminação de doença contagiosa por postura irresponsável durante a Pandemia de COVID-19, especialmente após discuro de 24 de março, onde incitou a população a agir contra as recomendações das autoridades sanitárias e acusou a imprensa e os governadores de mentirem para a população, e crime comum por preconceito relacionado a pessoas negras, homossexuais, portadores de doenças e de diferentes etnias. Em análise2131 de março de 2020 Bruno Espiñeira Víctor Quintiere Thiago Pádua José RossiniQuebra de decoro pela controvérsia do golden shower e ataques à imprensa, incluindo contra a jornalista Patrícia Campos Mello, crime contra a segurança interna por expor a população ao vírus COVID-19 ao receitar cloroquina em rede nacional, abuso de poder pela exoneração de José Augusto Morelli do Ibama por multar Bolsonaro por pesca ilegal em 2012 e pela exoneração de Ricardo Galvão do Inpe durante as discussões sobre os incêndios na Amazônia, colocar em risco o livre-exercício do Poder Legislativo, Poder Judiciário e dos poderes constitucionais dos Estados, a segurança interna e a probidade na administração pública por permitir que o golpe de 64 fosse comemorado em 2019 e incentivar atos antidemocráticos, quebra do princípio da impessoalidade ao excluir o jornal Folha de S. Paulo de uma licitação pública, instruir empresários a não anunciarem em jornais críticos ao governo e mudar a lógica de verbas publicitárias para a televisão, e fazer discurso expressamente contra as manifestações e políticas públicas de isolamento no dia 24 de março de 2020 no contexto da pandemia de COVID-19.Em análise221 de abril de 2020 André Luiz Moura de Oliveira Ruy YoshioAgir de forma incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo por atacar a jornalista Patrícia Campos Mello, incentivar e participar de manifestações contra o Supremo Tribunal Federal (STF) em 2020 e discursar no 7 de março em Boa Vista para militares pedindo o fechamento do STF, e irresponsabilidade na gestão da pandemia de COVID-19, incluindo abraços e apertos de mão a apoiadores no dia 15 de março.Em análise236 de abril de 2020João Batista de Lima ResendeConduta indevida e atentando contra a segurança interna do país durante a pandemia de COVID-19 por retardar as medidas pedidas pelo então Ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta em reunião no dia 6 de abril de 2020, e tumultuar e incentivar a quebra de políticas públicas propostas pelo Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde, como o lockdown.Em análise249 de abril de 2020Valdir Barbosa de Medeiros (PSOL)Agir de forma incompatível com a honra, dignidade e decoro por incentivar pela sua rede de WhatsApp e participar dos atos antidemocráticos em 2020, crime de saúde pública por desobedecer as medidas de isolamento ao participar dos atos durante a pandemia de COVID-19 e chamar a doença de "resfriadinho" em pronunciamento no dia 24 de março, e ferir o princípio da moralidade administrativa e pessoalidade por tratar os setores de classe do país com preconceito e desprezo e atacar e perseguir a imprensa com cortes de verba.Arquivado por falta de assinatura digital2515 de abril de 2020 Paulo Roberto Iotti Vecchiatti