Maslama ibne Mucalade ibne Samite Alançari (), a quem são atribuídos os tecnônimos Abu Mã ou Saíde ou Omar, foi um dos companheiros do profeta Maomé e ativos no Egito nas décadas após sua conquista pelos muçulmanos.
Vida
Maslama nasceu em 616 ou 620 e participou da conquista muçulmana do Egito, permanecendo no país até sua morte. Era um adepto do terceiro califa, Otomão , e se recusou a reconhecer a sucessão do genro de Maomé, Ali , após o assassinato de Otomão. Foi um dos líderes do partido otomânida, sob Moáuia ibne Hudaije, e participou de sua revolta contra o governador em 657, até que o governador da Síria, Moáuia ibne Abi Sufiane, reimpôs a ordem. Em 658, quando o conflito entre Ali e os omíadas centrados na Síria sob Moáuia eclodiu, ele se opôs à nomeação por Ali de Maomé ibne Abi Becre como governador do Egito, e é provável que tenha participado da invasão síria sob Anre ibne Alas que levou à derrota, captura e execução de Ibne Abi Becre no verão daquele ano.
Maslama serviu lealmente sob Anre ibne Alas, que foi governador do Egito até sua morte em janeiro de 664, mas permaneceu à margem sob seus dois sucessores, Oteba ibne Abi Sufiane e Uqueba ibne Amir. Finalmente, em 667/8, Maslama fez uma petição a Moáuia, agora califa, e foi nomeado governador. Ocupou o cargo até 670 de acordo com Atabari, embora outras fontes relatem que governou o país continuamente até sua morte em 9 de abril de 682. Pouco se sabe sobre seu mandato, exceto que foi ativo nas guerras contra o Império Bizantino, enviando expedições regulares contra eles e reconstruiu a Mesquita de Anre ibne Alas em Fostate, à qual acrescentou minaretes. Fora isso, seu período no cargo parece ter sido de tranquilidade doméstica. Algumas fontes afirmam que Maslama também foi responsável pelas campanhas muçulmanas na Ifríquia e no Magrebe em geral, embora outras insistam que essas áreas não ficaram sob sua autoridade até ca. 675; de qualquer forma, substituiu Uqueba ibne Nafi, que estava no comando da Ifríquia até então, por em 671 ou em 675. Maslama permaneceu um firme adepto dos omíadas até o fim, e quando Moáuia morreu em 680, imediatamente reconheceu seu filho, , como seu sucessor; supostamente ameaçou o filho de Anre ibne Alas, Abedalá, outro companheiro e respeitado estudioso de hádice, com execução quando objetou.
Bibliografia
Categoria:Árabes do século VI Categoria:Árabes do século VII Categoria:Governadores omíadas do Egito