miniaturadaimagem|Na imagem, podemos ver uma bétula com um pote posicionado logo abaixo, que coleta lentamente a seiva que pinga da torneirinha, posicionada logo acima.|alt=Na imagem, podemos ver uma bétula com um pote posicionado logo abaixo, que coleta lentamente a seiva, que pinga da torneirinha, posicionada logo acima. Seiva de bétula, água de bétula ou suco de bétula é a seiva extraída diretamente de árvores do gênero bétula, especificamente Betula pubescens (bétula branca), Betula pendula (vidoeiro-branco), Betula lenta, Betula papyrifera e Betula fontinalis.
A seiva de bétula pode ser consumida fresca ou como bebida fermentada. Quando fresca, é um líquido transparente e incolor, muitas vezes levemente doce com uma textura sedosa. Após dois ou três dias, a seiva começa a fermentar e fica mais ácida.
Essa seiva é uma bebida tradicional em regiões boreais e hemi-boreais do hemisfério Norte, além de partes do norte da China.
Colheita A seiva de bétula só é coletada entre o inverno e a primavera quando a seiva se move intensamente.
A colheita de seiva de bétula é feita cavando um buraco no tronco da árvore e guiando a seiva para um recipiente por meio de um canal (um tubo ou mesmo um galho fino); a seiva flui pelo canal devido à tensão superficial. A ferida então é coberta para minimizar infecções.
A seiva de bétula deve ser coletada no início da primavera antes que as primeiras folhas verdes cresçam, já que no final da primavera a seiva fica com um sabor amargo e adstringente. O período de colheita é de apenas um mês ao ano.
Não há evidências publicadas para quantificar os impactos a longo prazo da colheita de seiva na árvore ou na saúde do ecossistema. Entretanto, às feridas causadas por escavar bétulas consistentemente levam ao aparecimento de manchas escuras na árvore. Em um estudo, infecções e apodrecimento da madeira haviam se espalhado em mais da metade dos buracos escavados.
Em comparação com árvores de bordo, árvores de bétula são consideradas muito menos tolerantes a feridas causadas por escavações, portanto, práticas de colheita mais conservadoras foram recomendadas por órgãos de comércio como a Associação de Fabricantes de Xarope de Bétulas do Alasca.
Regiões Tradicionais Antigos Bálticos, Eslavos e Finlandeses consideravam a bétula como uma de suas árvores mais sagradas e fizeram uma bebida tradicional da mesma.
Regiões eslavas Em regiões eslavas, a seiva é conhecida como suco de seiva, como na Rússia (), Bielorrússia (, Byarozavik), Bulgária (Búlgaro: брезов сок, romanizado: brezov sok), Polônia (), Eslováquia (), e na Ucrânia ().
Regiões bálticas Estônia (), Finlândia (), Letônia (), Lituânia ().
Outras regiões França, Escócia, Noruega,Planter og tradisjon: Floraen i levende tale og tradisjon i Norge, Ove Arbo Høeg, Universitetsforlaget, 1974, . Suécia ()Övre Dalarnes bondekultur 3, Lars Levander, Lund, 1947 e em outros locais da Europa Setentrional além de partes da China Setentrional e nas ilhas japonesas Hokkaido e Aomori.
Também é amplamente usada por descendentes holandeses na Pensilvânia, nos Estados Unidos, tanto como uma bebida tradicional quanto como um ingrediente essencial na cerveja de bétula.
Composição
A seiva de bétula contém heterosídeos (rododendrina e monotropitoside), 17 aminoácidos (incluindo ácido glutâmico), minerais, enzimas, proteínas e betulina, antioxidantes, açúcar (frutose, glicose e pequenas quantidades de sacarose) e vitaminas (C e grupo B ). Ao contrário do que muitos pensam, não existe xilitol na seiva de bétula (xilitol é um álcool de açúcar que é produzido industrialmente usando-se altas temperaturas e ácido sulfúrico, ou por fermentação).
Usos nutricionais e medicinais
Usos folclóricos Usos folclóricos, que incluem uso medicinal, suplemento nutricional, e como cosméticos para pele e cabelo, já foram documentados RegiãoUso medicinal tradicionalUso cosméticoBielorrússiadoenças respiratórias, gota e resfriadoslavar o cabeloBulgáriacrescimento capilarRepública Checasaúde debilitada e infertilidadeuso contra sardasEstóniaprevenção de doenças oculares, doenças de pele e fonte de vitaminaslavar o cabelo, uso contra sardas e clareamento de peleHungriadoenças de estômago e respiratóriascontra sardasLetóniarevitalizaçãolavar o cabeloPolóniarevitalização e prevenção de cálculo renallavagem e fortalecimento do cabeloRomêniaprevenção de cálculo renal, icterícia, sarna e diuréticopintura capilar, remoção de manchas solares e nevo melanocítico.Rússiaexternamente contra feridas e para ajudar crianças durante a dentiçãolavar o rostoSuéciaescorbuto e cóleraUcrâniatratamento de doenças de pele, fonte de vitaminas e diuréticocontra sardasReino Unidotônico, reumatismo e primeiro alimento para recém-nascidosprevenção de calvícieEstados Unidossaúde debilitada
Seiva de bétula comercial e produtos derivados A seiva de bétula pode ser consumida fresca ou fermentada naturalmente. Seiva de bétula fresca é altamente perecível, mesmo se refrigerada. A validade pode ser estendida via congelamento ou técnicas de preservação. Tais técnicas incluem:
Nada (validade: 2–5 dias refrigerado) Filtrado com uma rede de 0.22μm (validade: 3 semanas refrigerado) Coletado sob condições anaeróbicas (validade: 1 ano) Açúcar adicionado (3g para cada 100ml) Pasteurizado sob calor, pasteurização deve ser conduzida sob temperaturas específicas (validade: 1 ano). Mesmo que o nível de Vitamina C seja menor que na seiva fresca, todos os outros benefícios são preservados. Congelado a −25°C (validade: 2 anos)
A seiva de bétula também pode ser utilizada como ingrediente em comidas ou bebidas, como cerveja de bétula ou doce de sabor gauteria.
A seiva de bétula concentrada também pode ser usada para fazer xarope de bétula, um tipo de xarope extremamente caro feito principalmente com Betula papyrifera do Alasca, Canadá e de várias espécies encontradas na Letônia, Rússia, Bielorrússia, e Ucrânia.
Referências
Ligações externas
Categoria:Betula Categoria:Bebidas alcoólicas Categoria:Bebidas não alcoólicas