A Organização Primeiro de Março (, também chamada de Organización Político Militar; OPM) foi um movimento clandestino criado no Paraguai em meados da década de 1970 para combater a ditadura do general Alfredo Stroessner. Foi a tentativa mais séria de criar uma resistência armada ao regime repressivo e ditatorial. Embora a organização tenha sido descoberta antes de ser capaz de atacar o governo de alguma forma, a onda de repressão que se seguiu à sua descoberta foi enorme. Nesse período de repressão, vários dirigentes da organização foram capturados, torturados e depois executados, mas a violência também se estendeu por muitos meses a diferentes regiões do país, atingindo diversos movimentos agrários, grupos sociais e políticos que nada tinham a ver com a OPM.OPM: La profecía autocumplida. Centro de Documentación de los Movimientos Armados

Desenvolvimento da organização Em Assunção, a organização cresceu rapidamente através dos movimentos estudantis nas universidades, principalmente através do Movimento Independente. A maioria dos membros do Movimento Independente ingressaria posteriormente na OPM. O Grupo Estudantil, organização clandestina de universitários e alunos do ensino médio, com estrutura semelhante à dos Montoneros, foi criado pelo OPM. Mais tarde, a organização se estenderia às áreas rurais, onde as Ligas Agrárias Cristãs eram as principais organizações agrárias do país. Em 1975, a Direção Nacional da OPM era integrada por Juan Carlos Da Costa, sua esposa, Nidia González Talavera e o líder agrário Constantino Coronel. A proposta política da organização baseava-se na cooperação mútua entre o proletariado e os trabalhadores agrários e na construção de um partido com ideologia marxista-leninista, mas a definição da visão política da organização ainda era muito incerta. Na verdade, a OPM nunca atingiu o nível de organização que Da Costa desejava. O treinamento militar era muito pobre e o nível de segurança também. Na verdade, estima-se que a OPM tinha aproximadamente 600 membros. A maioria desses membros não tinha formação política ou militar e apenas alguns deles tinham poder de decisão.La Resistencia Armada a la dictaudura de Stroessner. NovaPolis, Edição No. 8 de Agosto de 2004. Referências

Bibliografia

GARCIA LUPO, Rogelio. "Paraguay de Stroessner". Ed. BSA, Buenos Aires, 1989. FOGEL, Ramón. "Movimientos campesinos en el Paraguay". Centro Paraguayo de Estudios Sociológicos. Asunción, 1986. BOCCIA PAZ, Alfredo. "La década inconclusa. Historia real de la OPM", Editorial El Lector, Asunción, 1997.

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