Gonçalo de Athayde Pereira (Mucugê, — Salvador, ) foi um historiador brasileiro, considerado "o maior corógrafo da Chapada Diamantina".
Biografia Nasceu na então denominada freguesia de São João do Paraguaçu, de família de garimpeiros. Seu pai era Joaquim Antônio Pereira (nascido em Paramirim a 16 de janeiro de 1821, e morto em Andaraí em 1898) e a mãe, Leopoldina Carolina de Athayde (nascida em 1835), veio a morrer um ano depois do nascimento de Gonçalo, em 1864, em Morro do Fogo.
Sobre a família e suas origens ali regristrou, conforme citado por Afonso d'Escragnolle Taunay (com atualização ortográfica, aqui): "Em Morro do Fogo, antiga freguesia da comarca de Minas do Rio das Contas (Paramirim), residência dos meus avós paternos, lugar em que a mineração do ouro teve sua eficiência em algum tempo, encontrei na chácara de residência da família cafeeiros colossais, acusando a existência de muitos anos. A chácara era bem regular e toda ela fora plantada pelo português Manoel José Pereira, meu avô, que minerava ouro e negociava na mesma freguesia, onde existiam outros compatriotas também negociantes e proprietários, que se entregavam à mineração e a culturas diversas. Esses portugueses não escaparam às perseguições, das lutas de 1822 que até lá chegaram, pelo que, para se porem a salvo, se refugiaram na comarca de Caetité e nas circunvizinhanças."
Foi casado com Amélia Magalhães Macedo (nascida em Salvador, a 4 de dezembro de 1869), filha do comerciante de pedras preciosas Uldorico Magalhães Macedo (este natural de Ituaçu), tendo ambos seis filhos.
Membro do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, ali publicou, em 1932, uma biografia de Manuel Querino, intitulada "Prof. Manuel Querino, sua vida e suas obras." Foi diretor da publicação "Boletim de Agricultura".
Obras Dentre as obras de Athayde Pereira tem-se: , sobre Lençóis , sobre Mucugê , sobre Andaraí
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