miniaturadaimagem|O Alasca nos EUA. O Movimento de independência do Alasca () é um movimento político que defende a separação e independência do Alasca dos Estados Unidos. O Alasca é um dos cinquenta Estados dos Estados Unidos da América desde 1959. O status legal do Alasca dentro dos Estados Unidos tem sido contestado às vezes, mais recentemente por um movimento lançado por Joe Vogler e o Partido da Independência do Alasca. Geralmente, o debate envolveu o status legal do Alasca em relação aos Estados Unidos e sua posição internacional.
Antecedentes
miniaturadaimagem|América Russa (1860) O Alasca tornou-se território dos Estados Unidos em 1867, quando foi comprado do Império Russo. Eventos no séc. XX, como a Segunda Guerra Mundial e a Guerra Fria, levaram à decisão de admitir o Alasca como um Estado. O presidente norte-americano Dwight D. Eisenhower assinou a Lei do Estado do Alasca em 7 de julho de 1958, que abriu caminho para a admissão do Alasca na União em 3 de janeiro de 1959.
A votação para o Estado foi realizada em 1958. Os eleitores aprovaram a medida por uma margem de 6 a 1. O comitê de descolonização das Nações Unidas posteriormente removeu o Alasca da lista das Nações Unidas de territórios não autônomos.
O debate é considerado por alguns como semelhante ao discurso acadêmico discutido por vários outros grupos ativistas nos Estados Unidos, principalmente argumentos sobre o status legal do Havaí e o status legal do Texas. A situação mais se assemelha à do Havaí, já que o voto de Estado havaiano também não tinha uma opção de independência.
História Joe Vogler começou a discutir sobre a validade da votação do estado em 1973. No início daquele ano, ele começou a circular uma petição buscando apoio para a separação do Alasca dos Estados Unidos. A revista Alaska publicou um artigo na época em que Vogler afirmava ter reunido 25.000 assinaturas em três semanas.
Durante a década de 1970, Vogler fundou o Alaskan Independence Party - AIP (Partido da Independência do Alasca) e o Alaskans For Independence - AFI. O AIP e o AFI, como Vogler explicou, pretendiam funcionar como entidades estritamente separadas, o AIP principalmente para explorar se o voto de 1958 dos alasquianos que autorizava a criação de um Estado era legal e o AFI principalmente para buscar ativamente a secessão do Alasca dos Estados Unidos.
Durante a década de 2010, alguns grupos russos defenderam o retorno de todo ou parte do Alasca à Rússia (que já controlou o território como a América Russa). Em 2013, um grupo ortodoxo russo ultraconservador, o Pchyolki ("Abelhinhas"), argumentou que o apoio do presidente Obama ao casamento gay invalidava a venda original, uma vez que "vemos como nosso dever proteger o direito [dos ortodoxos do Alasca] praticar livremente sua religião, que não permite tolerância ao pecado”. Em 2014, o prefeito de Yakutsk citou documentos do séc. XIX que concederam a propriedade da Ilha Spruce à Igreja Ortodoxa Russa "para a eternidade". (A Ilha Spruce era o lar de Germano do Alasca, um missionário para os nativos do Alasca que é um dos santos cristãos ortodoxos mais amados.)
Reportagens da mídia americana interpretaram as palavras do prefeito de Yakutsk como uma afirmação de que a Ilha Spruce ainda pertencia à Rússia, não aos Estados Unidos. Também poderia ser interpretado como afirmando que a Igreja Russa deveria possuir a ilha sob a lei dos EUA. O Governo russo não reivindica a Ilha Spruce, nem a Igreja Ortodoxa Russa, que cedeu seu controle administrativo sobre os locais sagrados do Alasca quando concedeu autocefalia à Igreja Ortodoxa na América em 1970.
Ver também
Alasca Russo América Russa República do Texas Lista de movimentos separatistas Partido da Independência do Alasca
Referências
Ligações externas
Movimento de Independência do Alasca Alasca, uma terra russa
Categoria:Movimentos de libertação nacional Categoria:Secessão nos Estados Unidos Categoria:Política do Alasca Categoria:Separatistas por país Categoria:Movimentos de independência