miniaturadaimagem|271x271px|Mateus junto de Zema na assinatura das obras da expansão do Metro de BH. Mateus Simões de Almeida (Gurupi, 9 de março de 1981) é um advogado, professor e político brasileiro filiado ao Partido Social Democrático (PSD). É o atual governador de Minas Gerais. Eleito vice-governador em 2022, assumiu a titularidade do mandato após a renúncia de Romeu Zema (NOVO) que renunciou ao governo estadual para disputar a Presidência da República.
Foi vereador de Belo Horizonte na 18ª legislatura até ser nomeado como secretário-geral do Governo do Estado de Minas Gerais, cargo que exerceu de março de 2020 a janeiro de 2023 e foi vice-governador de Minas Gerais de 2023 até a renúncia do titular em 22 de março de 2026, efetivada para fins de desincompatibilização, visando a disputa do Executivo Federal.
Biografia Filho de Gutemberg Almeida Rezende e de Maria Elisa Carvalho Simões, nasceu no interior do Tocantins, na cidade de Gurupi, no dia 9 de março de 1981. Logo em sua infância, se mudou para Belo Horizonte, onde viveu grande parte de sua vida. Em 1993, mudou-se para o interior, porém com a morte de seus pais em um acidente de carro, em 1996, quando tinha 14 anos, Mateus e seu irmão voltaram à capital. Em sua juventude, graduou-se em direito e se tornou mestre em direito empresarial na Faculdade Milton Campos, onde, desde sua formação, é professor.
É casado com Christiana Renault, sobrinha do ex-deputado Gerardo Renault e prima da jornalista Ana Paula Renault.
Carreira política Vereador de Belo Horizonte (2017–2020) Foi eleito vereador em Belo Horizonte em 2016, sendo o primeiro legislador em Minas Gerais pelo Partido Novo. Sua passagem pela Câmara Municipal de Belo Horizonte ficou caracterizada pela sua defesa das pautas liberais, como o corte dos gastos públicos e a crítica à privilégios.
Secretário-geral de Minas Gerais (2020-2022) Sua vinda como secretário foi criticada inicialmente por comentaristas políticos, inclusive pelo então vice-governador Paulo Brant, pressupondo que a articulação do governo iria decair, preferindo alguém de fora do Partido Novo.
Durante sua gestão como secretário-geral, Mateus se destacou pela ampliação de suas atribuições e influência na administração estadual. Ele assumiu a presidência do Comitê de Orçamento e Finanças (Cofin), passou a coordenar a comunicação social e imprensa do governo, e ganhou assento na Câmara de Coordenação da Ação Governamental, reforçando seu papel de articulador entre as secretarias. Sua atuação foi marcada por foco na eficiência administrativa e alinhamento técnico entre os órgãos governamentais, consolidando sua posição como figura central na equipe do governador Romeu Zema.
Vice-governador (2023-atualidade) Simões foi eleito vice-governador de Minas Gerais no primeiro turno das eleições de 2022, conquistando 56,1% dos votos válidos. Empossado em janeiro de 2023, ele ampliou sua presença pelo estado, visitando cidades como Pouso Alegre, Montes Claros, Araxá e Passos e representando pessoalmente o governo em Brasília nas negociações da dívida pública, que já supera R$ 170 bilhões, junto à União.
Desde o início do mandato, Simões ajudou a impulsionar o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), enviando 14 projetos para serem aprovados na Assembleia Legislativa, incluindo alguns polêmicos, como da federalização da UEMG, tendo protestos na universidade e Mateus tendo declarado que "Nem a Uemg confia no governo Lula".
Ele também coordenou a modelagem de concessões de 3.200 km de rodovias mineiras, com previsão de R$ 5 bilhões em investimentos, e expandiu iniciativas educacionais como o programa Trilhas de Futuro, que distribuiu 350 mil kits escolares e oferece formação técnica gratuita a alunos da rede estadual.
Mais recentemente, o vice-governador tem se envolvido em polêmicas ao estreitar laços com ex-presidente Jair Bolsonaro e defender em evento do PL que Lula seja "extirpado da história de Minas e do Brasil", em discurso que buscou unificar a direita contra o PT. A postura rendeu críticas de Brasília, como o ministro Alexandre Silveira, que o classificou de oportunista e cobrou uma retratação pelas falas consideradas desrespeitosas ao Palácio do Planalto.
Pré-candidatura ao Governo de Minas Gerais (2026) Como sucessor político natural de Romeu Zema, Mateus Simões iniciou articulações para viabilizar sua candidatura ao governo do estado nas eleições de 2026. Sua estratégia envolve a unificação do campo da direita em Minas Gerais e a busca por maior capilaridade política no interior.
Filiação ao PSD Em outubro de 2025, Simões deixou o Partido Novo, sigla pela qual foi eleito vereador e vice-governador, e filiou-se ao Partido Social Democrático (PSD). A mudança foi motivada pela necessidade de uma estrutura partidária mais robusta, maior tempo de televisão e fundo eleitoral para a disputa majoritária, recursos que o Partido Novo, por estatuto e dimensão, não oferecia na mesma proporção. A filiação teve o aval do presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, e buscou neutralizar uma possível candidatura do senador Rodrigo Pacheco ao governo estadual pela mesma legenda.
Desafios e rejeição Apesar de contar com a máquina pública e o apoio do governador Zema, Simões enfrenta desafios relacionados à sua popularidade. Uma pesquisa AtlasIntel/Itatiaia divulgada em 2025 apontou que o vice-governador possuía uma taxa de rejeição de 65% entre os eleitores mineiros, um índice considerado alto para um pré-candidato. Para mitigar esses números, Simões intensificou sua agenda de viagens pelo interior e buscou alianças com lideranças conservadoras, como Nikolas Ferreira e Cleitinho Azevedo, visando evitar a fragmentação dos votos da direita.
Controvérsias e conflitos políticos Acusação de gordofobia Em agosto de 2025, Simões envolveu-se em uma polêmica com a deputada estadual Andreia de Jesus (PT). Durante críticas ao regime de recuperação fiscal do estado (Propag), a parlamentar utilizou uma metáfora referindo-se à perda de peso recente do vice-governador, afirmando que ele "perdeu peso, mas agora tem que correr atrás de uma gordurinha" para fechar as contas. Mateus Simões reagiu à declaração acusando a deputada de gordofobia e apontou um suposto "duplo padrão" da oposição em relação a comentários sobre a aparência física de adversários políticos.
Conflito com a família Falcão e a AMM Em janeiro de 2026, uma crise institucional se instalou entre a vice-governadoria e a Associação Mineira de Municípios (AMM). A deputada estadual Lud Falcão (Podemos), então vice-líder do governo Zema na ALMG, acusou Mateus Simões de tê-la telefonado em tom de ameaça. Segundo a deputada, Simões exigiu que seu marido, Luís Eduardo Falcão (prefeito de Patos de Minas e presidente da AMM), se retratasse publicamente após criticar o governo estadual em questões municipalistas.
O conflito resultou na renúncia de Lud Falcão da vice-liderança do governo. Simões negou as ameaças, classificando a denúncia como uma "narrativa de vitimização" criada por um grupo político adversário dentro da base aliada. Analistas políticos apontaram o episódio como parte de uma disputa de poder entre o grupo de Zema e a liderança dos prefeitos mineiros, que vinham divergindo sobre repasses financeiros e a privatização da Copasa.
O episódio gerou divergências públicas entre lideranças do Partido Novo, sigla do governador Romeu Zema. A vereadora de Belo Horizonte, Marcela Trópia, criticou a postura de Simões, associando o caso a problemas estruturais e de desrespeito no ambiente político.
Em contrapartida, a vereadora Fernanda Altoé defendeu o vice-governador, afirmando que a denúncia seria uma tentativa de instrumentalizar a pauta da violência política para fins eleitorais e para justificar uma mudança de rumo ideológico da deputada. A deputada rebateu as declarações, reafirmando a gravidade do ocorrido e criticando a postura de Simões em relação aos direitos das mulheres.
Rompimento com Marcelo Aro Marcelo Aro atuou como principal articulador político dos governos de Romeu Zema e, na sequência, de Mateus Simões, tendo ocupado a Secretaria da Casa Civil (2023-2025) e a Secretaria de Governo (2025-2026). Nesse período, Aro era tratado por aliados como nome confirmado para disputar uma das vagas ao Senado na chapa de reeleição de Simões.
Em abril de 2026, no entanto, o senador Carlos Viana filiou-se ao PSD e passou a disputar a segunda vaga ao Senado na mesma chapa. A chegada de Viana surpreendeu Aro, com quem o senador mantinha desavenças pessoais e públicas. Viana também era, até então, uma figura de oposição ao grupo de Zema: em 2022, filiado ao PL, ele disputou o governo de Minas justamente contra a reeleição de Zema, terminando a corrida em terceiro lugar, com 7,23% dos votos válidos.
Ao longo dos meses seguintes, a situação não foi resolvida: Aro não aceitava dividir a chapa com Viana, e Simões não sinalizou a retirada do senador da composição. Em 30 de julho de 2026, sem uma solução para o impasse, Aro comunicou a Simões que romperia com o grupo político de Zema e passaria a articular uma candidatura própria ao governo do estado.
Simões classificou o movimento como um ato premeditado de traição política a Zema e ao próprio governo, e afirmou desconfiar que Aro já vinha negociando havia semanas uma chapa ao Senado ao lado do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), enquanto ainda ocupava, segundo o governador, cargos de confiança na estrutura estadual. Publicamente, Simões afirmou que Aro "traiu o governo, traiu o governador Romeu Zema depois de parasitar o governo" durante quatro anos. Romeu Zema também se manifestou publicamente sobre o episódio, classificando a atitude de Aro como traição e citando "acordos pelas costas" feitos pelo ex-secretário com as direções nacionais do Republicanos, da Federação União Progressista e do PL. Dias depois, o governo exonerou o secretário de Governo, Castellar Neto, aliado próximo de Aro, além de outros vinte servidores da pasta.
Aro reagiu às acusações dizendo que apresentaria sua própria versão dos fatos, incluindo conversas e compromissos que teriam sido firmados com o governador: "Vou mostrar o que aconteceu, como aconteceu. Vou mostrar as conversas, o que foi acordado, quais eram os compromissos."
Nos dias seguintes, o ex-secretário intensificou o embate público, afirmando que Simões havia se comprometido a apoiá-lo na disputa ao Senado, mas optou por sustentar a candidatura de Carlos Viana à reeleição. Aro descreveu o governador como uma pessoa de temperamento instável, afirmando que ele "dá chilique, dá piti" e humilha pessoas de seu entorno, e devolveu a acusação de traição afirmando que "o traidor é o Mateus". Na ocasião, também disse que Simões "tem carisma de geladeira".
A disputa se desenrolou em paralelo à indefinição sobre a candidatura de Cleitinho Azevedo ao governo do estado. Com a desistência do senador, em 3 de agosto de 2026, e a posterior decisão da Federação União Progressista (formada por União Brasil e PP) de apoiar a reeleição de Simões, Aro voltou a concorrer ao Senado de forma avulsa e, dias depois, selou uma aliança cruzada com Cleitinho, que acabou confirmado como candidato ao governo pelo Republicanos, mesmo com o rompimento ainda em aberto com Simões.
Desempenho em eleições Ano Eleição Cargo Partido Coligação Nº Votos Resultado Ref2014Estadual de Minas GeraisDeputado EstadualPSDBA Vez de Minas(PSDB, PP, DEM, PSD, PPS)4567812.2192016Municipal de Belo HorizonteVereadorNOVOSem coligação304565.5222022Estadual de Minas GeraisVice-governadorMinas nos TrilhosVice de: Romeu Zema (NOVO)(NOVO, PP, PODE, SD, PATRI...)306.094.1362026Estadual de Minas GeraisGovernadorPSDMinas no Caminho CertoVice: Danilo de Castro (UNIÃO)(PSD, UP (UNIÃO, PP), NOVO, AVANTE, Renovação Solidária (PRD, SD), Mobiliza, DC, AGIR)55-Candidato
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