Cão-guaxinim-japonês (Nyctereutes viverrinus) também conhecido como é uma das duas espécies do gênero Nyctereutes, junto de seu parente próximo o cão-guaxinim-comum, do qual é considerado uma subespécie por algumas autoridades.

Nome Enquanto os tanuki são proeminintes no folclore japonês e provérbios, eles não são claramente distinguidos de outros animais com aparência similar. Em dialetos locais, tanuki e mujina (, kyujitai: 貉) podem se referir a cão-guanixins ou texugos. Um animal conhecido como tanuki numa região pode ser conhecido como mujina em outra região. No dialeto padrão moderno de Tóquio, tanuki se refere a cão-guaxinins e anaguma se refere a texugos. Pratos regionais conhecidos como tanuki-jiru ("sopa de tanuki") não contém tanuki. Algumas regiões do norte, rurais, podem comer guisado de tanuki (tanuki shichuu).Nicol, C.W., "Talking tanuki — or whatever you call them", Japan Times, 4 January 2015, p. 21

No folclore thumb|esquerda|200px|Taxidermia de um cão guaxinim japonês utilizando waraji em seus pés. Este tanuki é mostrado em um templo budista no Japão, no local da história de folclore Bunbuku Chagama. Faz parte da mitologia japonesa desde tempos antigos. O Tanuki místico é travesso e alegre, mestre no disfarce e na troca de formas.

Enquanto as histórias das Kitsune são muito sérias, as do tanuki são mais divertidas. Também mais ingênua, dizem que o tanuki adora saquê e é frequentemente retratado com uma garrafa de saquê em uma mão e uma nota promissória na outra (uma conta que ele nunca paga). Até hoje suas estátuas podem ser vistas especialmente do lado de fora de restaurantes e bares para atrair clientes.

Muitas vezes confundido com o mujina, é culpado por todas as aparições fantasmagóricas. Parece ter uma queda por bebidas, comidas e mulheres. Adora pegar folhas e transformá-las em dinheiro, enganando todos. Também é bom em se transformar em objetos inanimados.

Descrição esquerda|miniaturadaimagem|Vista lateral de um tanuki-japonês. O tanuki possui um estômago menor e pelagem mais curta e menos densa, com uma menor praticidade para isolamento térmico se comparado ao cão-guaxinim do continente. A pelagem branca é considerada rara, no Japão continental sabe-se que o albinismo oculocutâneo é causado por uma mutação no 3º e 5º éxons da sequência de nucleotídeos TYR, responsável pela pigmentação na melanina.

Comportamento O cão-guaxinim-japonês é principalmente noturno. Vocaliza por meio de rosnados, grunhidos e gemidos que possuem tonalidade similar aos do gato-doméstico. Ainda de forma similar à um gato, suas costas se arqueiam para fins de intimidação. No entanto, sua postura defensiva é similar a de outros canídeos, mostrando submissão abaixando o corpo e expondo a barriga.

Os grupos sociais na espécie tendem a ser limitados ao casal reprodutor, mas um cão-guaxinim japonês solitário pode permanecer em um grupo de indivíduos não emparelhados até encontrar um parceiro. A espécie é essencialmente monogâmica, com o período reprodutivo entre macho e fêmea sendo sincronizado e ocorrendo entre fevereiro e abril. Uma ninhada (tipicamente com 4 a 6 filhotes) nasce após um período de gestação de 9 semanas. Os pais cuidam dos filhotes em uma toca por cerca de um mês e, em seguida, por mais um mês após os filhotes deixarem a toca.

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