thumb|200px|Masayoshi Soken foi o compositor principal da trilha sonora de Final Fantasy XVI A música de Final Fantasy XVI, um jogo eletrônico de RPG de ação de 2023 desenvolvido e publicado pela Square Enix, o décimo sexto título principal da série Final Fantasy, foi composta principalmente por Masayoshi Soken, com faixas adicionais por Takafumi Imamura, Daiki Ishikawa, Saya Yasaki e Justin Frieden. Os compositores tinham antes trabalhado nas trilhas sonoras de Final Fantasy XIV e suas expansões. Soken foi trazido para trabalhar em Final Fantasy XVI porque já estava familiarizado com muitos dos principais membros da equipe criativa, incluindo o produtor Naoki Yoshida e os diretores Hiroshi Takai e Kazutoyo Maehiro, por terem trabalhado juntos em Final Fantasy XIV.
A trilha foi composta principalmente em um estilo clássico e gravada com uma orquestra para que se encaixasse com o tom mais sombrio do jogo. Um tema principal não foi criado porque Final Fantasy XVI carecia de um foco narrativo menor, assim vários temas de personagens receberam pesos equivalentes. Um coral masculino foi empregado para manter o tom sombrio, com as letras sendo escritas por Maehiro, o diretor de localização Michael-Christopher Koji Fox e seu colega John Taylor. Temas recorrentes compostos por Nobuo Uematsu para títulos anteriores da franquia receberam novos arranjos, porém isto muitas vezes gerou problemas já que o tom dessas composições não se encaixava com a ambientação do jogo. Uma canção tema chamada "Tsuki Wo Miteita – Moongazing" foi escrita e cantada por Kenshi Yonezu, tendo sido composta a partir do desejo de Yonezu de dar esperança ao protagonista Clive Rosfield após as dificuldades da história.
Um álbum oficial intitulado Final Fantasy XVI Original Soundtrack foi lançado em julho de 2023 pelo selo musical da Square Enix em versões com sete e oito discos contendo quase duzentas faixas do jogo. Ele teve um bom desempenho comercial e apareceu em diferentes listas de mais vendidos no Japão e Reino Unido, com a música em si tendo sido muito elogiada em várias críticas publicadas sobre Final Fantasy XVI, destacando sua qualidade e também os novos arranjos de temas clássicos. "Tsuki Wo Miteita – Moongazing" foi lançado como um single digital em junho, alcançando o primeiro lugar nas listas de mais baixados no Japão e também recebendo críticas positivas. Um segundo álbum, chamado From Spire to Sea, foi lançado em setembro de 2024 contendo as trilhas sonoras dos dois conteúdos para download.
Criação e desenvolvimento A música do jogo eletrônico Final Fantasy XVI foi composta principalmente por Masayoshi Soken, que anteriormente tinha trabalhado em Final Fantasy XIV e suas expansões. Soken foi trazido para trabalhar em XVI devido ao seu relacionamento profissional anterior com o produtor Naoki Yoshida e com os co-diretores Hiroshi Takai e Kazutoyo Maehiro, todos os quais também tinham trabalhado em XIV e sua primeira expansão Heavensward. As primeiras faixas foram completadas em 2020. A música foi o último elemento do jogo a ser colocado no lugar, depois da narrativa e jogabilidade já terem sido estabelecidas. Soken atuou como diretor musical e compositor principal. Faixas adicionais foram compostas por Takafumi Imamura, Daiki Ishikawa, Saya Yasaki e Justin Frieden, todos os quais tinham trabalhado como compositores e arrajadores em XIV nas expansões Shadowbringers e Endwalker. Os arranjos de XVI foram feitos por estes cinco compositores mais Yoshitaka Suzuki, Ryo Furukawa, TomoLow e Keiko. Soken, Masayoshi; Inamura, Takafumi; Ishikawa, Daiki; Yasaki, Saya; Frieden, Justin (19 de julho de 2023). Final Fantasy XVI Original Soundtrack Ultimate Edition . Square Enix. SQEX-11031~8.
Soken encontrou dificuldades em se ajustar para compor para um título um jogador com uma narrativa central por ter passado muito tempo trabalhando XIV, que usa uma variedade de estilos musicais para homenagear toda a série Final Fantasy. A orientação para a música foi que ela deveria ser "épica", "fantástica sombria" e "preferencialmente clássica". Soken descreveu a trilha como tendo uma única direção inspirada pela ambientação geral de fantasia sombria. As faixas de XVI reusaram uma variedade de motivos condutores para manter consistência e impedir que a música se tornasse desconexa. Yoshida queria que a música fosse criada com uma orquestra ao vivo para se encaixar com os temas sombrios. A trilha acabou sendo baseada nos locais em que seria usada, em vez de usar um único instrumento ou motivo para toda a música.
Soken e Maehiro conversaram bastante sobre a trilha e sobre a melhor forma de encaixá-la com os temas e progresso geral da narrativa. O compositor inicialmente foi encarregado de criar 140 músicas, mas o jogo final tem mais de duzentas, incluindo variações de temas de personagens já estabelecidos. Ele atribuiu esse grande número à variedade de personagens e situações, querendo assim evitar que a mesma música fosse repetida frequentemente. Em vez de se basear muito em arranjos de temas de personagens, várias faixas individuais para cenas cinemáticas foram criadas para se adequarem ao tom. Imamura e Ishikawa foram trazidos para o projeto no início de 2020 e trabalharam bem próximos de Soken em suas contribuições. Keiko fez o arranjo de várias faixas e temas para o piano à pedido de Soken.
O compositor criou um motor de jogo dedicado para a música dentro do ambiente do PlayStation 5 com o objetivo de facilitar a produção musical. Foi chamado de "Mini-Soken" e podia editar e arranjar a música em tempo real, ajustando a velocidade e volume da faixa baseado nas ações do jogador. Soken queria um sistema desse tipo pois muitas das batalhas começavam homogeneamente a partir de cenas cinemáticas em tempo real e ele desejava que a música se encaixasse com a transição. Soken e Imamura trabalharam juntos para implementarem o motor de som, com sua implementação indiretamente causando o aumento do número de faixas para levar em conta variações e o progresso do jogador. Soken, Imamura e Ishikawa trabalharam juntos na produção musical ajustando o projeto de som e o volume das músicas até próximo da data de lançamento.
Composição A criação de um tema principal foi difícil porque a história carecia de um foco narrativo menor, cobrindo em vez disso eventos e personagens grandiosos, com Soken no final concluindo que não seria possível criar um. Desta forma ele considerou que seus desenvolvimentos e progressões musicais se baseavam nos personagens da história. Vários temas acabaram recebendo pesos equivalentes, enfatizando a importância de diferentes personagens. Dois temas destacados por Soken foram "Find the Flame" e "Away", associados a Clive e Joshua Rosfield, respectivamente, quando eles se transformam nos monstros Ifrit e Fênix. O primeiro foi escrito como uma faixa energética e consistente, enquanto o segundo tinha a intenção de ser triste devido à cena em que Joshua se transforma. Soken definiu "Away" como um dos pilares da trilha sonora, já "Find the Flame" foi originalmente criado para um dos trailers de divulgação e incorporado ao jogo devido aos pedidos de Imamura. Soken, ao escrever temas de batalha, manteve elementos musicais em comum para manter consistência com faixas de batalha que compartilhavam da mesma melodia. Temas de exploração tinham versões diferentes para quando o jogador estivesse explorando, aproximando-se de um inimigo e fazendo a transição para combate com o objetivo de evitar mudanças musicais repentinas.
Um coral masculino foi usado frequentemente para criar um tom mais sóbrio, especialmente nas faixas envolvendo Eikons, a versão de XVI dos recorrentes monstros convocáveis da franquia Final Fantasy. Os temas dos Eikons foram escritos em um estilo clássico com foco em instrumentos de cordas e metais, com uma única exceção. Esta foi o tema de batalha de Titã, que usou um estilo de rock. Soken escreveu este tema e o colocou no jogo em segredo, com a equipe de desenvolvimento concordando em mantê-lo porque acharam que se encaixava. Outro tema com estilo musical diferente foi aquele para a batalha contra o monstro Tifão, que Imamura criou usando música eletrônica de dança. Vários dos temas dos Eikons eram referências às narrativas e temas de seus respectivos personagens, como Dion Lesage e seu Bahamut tendo um tema construído ao redor de tragédia e nobreza. A trilha sonora foi composta durante as seções finais do jogo com o objetivo de complementar os eventos mostrados e as revelações da história.
Soken pediu que alguns dos temas tivessem letras para serem cantadas por um coral. Estas faixas foram gravadas relativamente cedo no processo de produção musical e acabaram enfrentando dificuldades devido à pandemia de COVID-19, pois a desenvolvedora e publicadora Square Enix não tinha um equipamento confiável para gravação remota. As versões em inglês das canções foram gravadas primeiro e Soken teve dificuldades de ajustá-las umas com as outras por diferentes alturas e tons. O compositor, na hora de gravar versões em japonês, fez com que algumas das faixas fossem gravadas por membros da equipe de som. As letras foram escritas por Maehiro, o diretor de localização Michael-Christopher Koji Fox e seu colega John Taylor. Uma das faixas com vocais foi "Fanfare", arranjo do tradicional tema "Victory". A letra para este tema foi traduzida para grego antigo com o objetivo de criar uma sensação de estranheza sem usar uma língua artificial. A tradução foi feita por Tomislav Milković. Uma canção de um bardo interpretada tanto falada quanto cantada mudava de acordo com o progresso da história, com esta mostrando-se difícil de fazer porque ela precisava ser localizada e gravada a cappella em diferentes idiomas, o que causou problemas de altura e ritmo. Vocais cantados foram gravados por Soken, Fox, Amanda Achen e Takashi Baba.
Vários temas recorrentes originalmente compostos por Nobuo Uematsu para títulos anteriores da franquia tiveram novos arranjos para a trilha de XVI. Um problema recorrente destas composições era que seus tons não combinavam com a ambientação mais séria e sombria do jogo. O tema recorrente "Prelude" foi um desafio em particular porque ele tinha sido originalmente escrito em tom maior, assim Soken precisou retrabalha-lo em tom menor para conseguir encaixá-lo na visão que Yoshida tinha pensado para a narrativa. "Victory" também foi reescrito para ter um tom mais sombrio, tendo sido retrabalhado quase trinta vezes durante a produção, com Soken descrevendo seu rascunho inicial como "absolutamente terrível". Uma faixa problemática foi o recorrente tema para os chocobos, que tinha um estabelecido tom leve e divertido. Ele acabou sendo incluído apenas como um jingle curto em vez de uma faixa completa. O tema principal da série Final Fantasy foi retrabalhado e recebeu um arranjo para a faixa "A New Beginning", que toca durante a cena final pós-créditos. Várias das composições originais de XVI também fazem referências a músicas de títulos anteriores da franquia.
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