Érica Lopes da Silva (Porto Alegre-RS, 24 de julho de 1936), mais conhecida como "Gazela Negra", é uma corredora de provas de curta distância do Brasil.Revista do Esporte (RJ), 1960 (n 80)
Especialista nos 100m e 200m rasos, foi recordista Sul Americana em 1963 nos 100m, 200m e nos 4x100m, e medalhista de bronze na prova dos 4x10m rasos dos Jogos Pan-Americanos de 1963. É considerada a maior velocista do Clube de Regatas do Flamengo de todos os tempos. Seu nome está incluído na Calçada da Fama do Clube de Regatas do Flamengo.Jornal do Brasil (Ano 2000\Edição 00037)
Érica é prima de Ortunho.
Carreira Na infância, Érica Lopes da Silva morava numa casa bem próxima à sede do Renner. No clube industriário, iniciou sua carreira atlética em 1955, mas, com o fechamento do departamento de atletismo, logo se transferiu para o Internacional. Já como uma velocista consagrada regionalmente nas provas de 100 m e 200 m, surgem boatos de sua saída da equipe colorada já em 1957.
Inicialmente, como sua irmã havia se mudado para o Rio de Janeiro depois de casar com um atleta do Vasco da Gama, aventa-se a possibilidade de sua transferência para o Flamengo, o que não se confirmou naquele momento.
Em 1958, ela chega ao Grêmio, no auge da expansão do departamento tricolor. Pelo Grêmio, Érica conquistou diversas vitórias em competições estaduais e nacionais. Acabou transferindo-se para o Flamengo no final de 1960.
No rubro-negro carioca, atingiu seu auge, sendo reconhecida como uma das maiores atletas de sua história, ficando conhecida como a "gazela negra". Pelo clube, conquistou o bicampeonato estadual feminino em 1960 e 1961 e duas edições do Troféu Brasil de Atletismo, em 1962 e 1965.
Venceu as provas dos 100 m e dos 200 m no Campeonato Sul-Americano de 1963, sagrando-se tricampeã sul-americana e um jornal venezuelano estampou: "A atleta que corre sorrindo".
Em 1966, casa-se com o saltador do Vasco da Gama Antônio Fernando e abandona as pistas. Permaneceu no Rio de Janeiro, atuando como técnica de atletismo a partir de 1974 no Flamengo, onde ficou até os anos 1990.
Homenagens Em 1962, competiu e venceu uma prova no dia do enterro de sua irmã. Por conta disso, o presidente do , Fadel Fadel, entregou uma carta-homenagem do clube. É citada no samba-enredo do Grêmio Recreativo Escola de Samba Estácio de Sá de 1995, que homenageou o centenário do Flamengo, no trecho “Gazela Negra, corre o tempo no olhar”. Em 2000, seu nome foi incluído na Calçada da Fama do Clube de Regatas do Flamengo. Em 2010, a data de seu nascimento, 24 de julho, foi escolhida como "O Dia de Combate ao Racismo nos Esportes na Cidade do Rio de Janeiro" em sua homenagem.aplicnt.camara.rj.gov.br/ PROJETO DE LEI Nº 159/2021 Em 2020, foi criado por torcedores do Flamengo o Coletivo Preto Gazela Negra, que tem o nome em sua homenagem.mundorubronegro.com/ Gazela Negra é expoente máxima do Flamengo no Dia da mulher negra Em 2022, ele foi uma das altetas citadas na exposição "As Primeiras Damas do Atletismo Brasileiro", que homenageou personagens marcantes da história.odia.ig.com.br/ Trajetória heróica de pioneiras no esporte
Conquistas Como atleta do Troféu Brasil de Atletismo de 1958 - Medalha de ouro nos 100m rasos e nos 200m rasos.
Como atleta do Troféu Brasil de Atletismo de 1962 - Medalha de ouro nos 100m rasos e nos 200m rasos. Campeonato Sul-Americano de 1963 - Medalha de ouro nos 100m rasos e nos 200m rasos. Troféu Brasil de Atletismo de 1965 - Medalha de ouro nos 100m rasos e nos 200m rasos.
Categoria:Desportistas do Clube de Regatas do Flamengo