O Partido Tancredista Nacional foi um partido político brasileiro. Foi fundado em 1985 para dar sustento à candidatura do compositor, apresentador de TV e empresário Carlos Imperial à prefeitura da cidade do Rio de Janeiro. A legenda se identificava como de centro e, oficialmente, tinha como objetivo a concretização do projeto político do presidente Tancredo Neves, falecido em abril daquele ano, mas não contava com o apoio dos familiares do político — Aécio Neves, neto de Tancredo, disse que não se lembrava de ter visto os fundadores do partido quando o avô estava internado.

História do partido Eleito vereador em 1982 pelo PDT, Carlos Imperial rompeu com a legenda em 1985 e, junto ao TSE, conseguiu a habilitação do PTN, aproveitando-se da nova legislação partidária criada pelo Congresso, em abril, que permitia a criação de novos partidos. O registro do PTN foi deferido sob críticas de ministros do TSE, que apontaram o "lamentável expediente" de usar o nome de Tancredo Neves, Por ser uma legenda com habilitação provisória, a situação seria discutida no pedido definitivo de registro do partido.

O PTN nascia com dois representantes na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro: os parlamentares Carlos Imperial e Sidnei Domingues, que ressaltava que o partido tinha mais representação que o Partido dos Trabalhadores, por exemplo — este que, na época, contava apenas com Benedita da Silva no legislativo carioca. O partido fez uma campanha de filiação e usou de discursos de Tancredo Neves para divulgar uma carta testamento.

Em julho, a convenção municipal aprovou o lançamento da candidatura de Carlos Imperial à prefeitura do Rio de Janeiro, tendo o vereador Sidnei Domingues (também egresso do PDT) como candidato a vice-prefeito. O evento, realizado na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro quase não atingiu o quórum necessário de 135 votos, mas a chapa foi confirmada. Usando uma camisa listrada em preto e branco e dizendo o slogan "Vai dar Zebra!", ao som de "Cidade Maravilhosa", Imperial propôs a descentralização administrativa e a participação da comunidade nas decisões de sua gestão. Ficou em 8º lugar entre 19 candidatos, recebendo 31.552 votos (1,17% do total). Logo após o pleito, o PTN foi extinto e refundado no ano seguinte como Partido Trabalhista Nacional (sem relação com o partido homônimo que durou entre 1945 e 1965).

O Partido Tancredista Nacional chegou a lançar Ronaldo Rafael Guedes para o pleito de Duque de Caxias, que era o mais jovem da lista e prometia fazer uma campanha sem muitos recursos (o próprio Carlos Imperial não tinha condições financeiras de ajudar seu correligionário, prometendo ao colega a realização de shows para divulgar a candidatura). Entretanto, em novembro, ele formalizou ao Tribunal Regional Eleitoral a sua retirada do pleito.

Em 1986, disputou ainda a eleição estadual, onde apoiou a candidatura vitoriosa de Moreira Franco, e também participou do pleito municipal de 1988, integrando a coligação que elegeu Marcello Alencar para a prefeitura da capital fluminense. Dessa vez, o partido ficou sob a liderança do deputado estadual D'Janir Soares de Azevêdo, que chegou a se inscrever nas eleições presidenciais de 1989, sem sucesso.

O PTN utilizou inicialmente o número 21 e, até sua extinção definitiva em 1989, passou a usar o 46 como número de registro. Apesar de compartilhar a sigla, não guarda quaisquer semelhanças com o atual Podemos (ex-Partido Trabalhista Nacional).

Desempenho eleitoral Eleições presidenciais AnoImagemCandidato(a) a PresidenteCandidato(a) a Vice-PresidenteColigaçãoVotosPosição1989D'Janir Soares de Azevêdo (PTN) Sem Informação (PTN)IndeferidoN/A

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