borda|miniaturadaimagem|265x265px|Francisco Calheiros da Graça Francisco Calheiros da Graça (Maceió, Rio de Janeiro, ) foi um militar da marinha brasileira, tendo chegado ao posto máximo de almirante.

Biografia Quarto filho de Guilherme José da Graça, Francisco Calheiros da Graça nasceu em 3 de junho de 1849.

Aos 15 anos de idade, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde se inscreveu como praça aspirante da Marinha, em 29 de fevereiro de 1864.

Em 1866 ascendeu a Guarda-marinha e participou da Guerra do Paraguai no Vapor Princesa.

Em 1870 foi licenciado para tratamento de saúde, depois de lutar contra o Paraguai, e recebeu Voto de Louvor e Gratidão aprovado pela Câmara dos Deputados.

Recebeu, depois, os títulos de: Cavalheiro Imperial Ordem da Rosa e Cavalheiro da Ordem de Cristo; Medalha Geral da Campanha do Paraguai.

Em 1879 foi promovido a capitão-tenente.

Realizou diversos levantamentos hidrográficos: em Santa Catarina em 1882; na enseada de Jurujuba em 1884; na baía de Guanabara em 1888; no Pará em 1889-90; na baía de Sepetiba em 1891; em Sergipe em 1894; em Pernambuco em 1894; na baía de Jacuecanga em 1895.

Desses levantamentos, Calheiro da Graça publicou vários mapas, como os: Planta da Barra de S. Christóvão foz do Rio Vaza Barris Planta do Porto de Tamandaré Planta Hydrographica da Barra e Porto de Aracajú Planta Hydrographica do Porto de Itacurussa

Também foi incumbido a realizar outros levantamentos, na Comissão de Longitudes do senado. Segundo o Barão de Teffé, eram trabalhos para

Publicações Além das publicações cartográficas, Calheiros da Graça publicou: Memoria sobre á determinaçao das linhas magneticas do Brazil A bahia de Jacuacanga O Porto de Tamandaré, pelo Capitão de Mar e Guerra Preferencia do porto da Laguna sobre a enseada de Imbitua Primeiros trabalhos da Commissao de longitudes Estudios sobre a Barra da Laguna...

Naufrágios Calheiros da Graça foi vítima de 3 naufrágios: em 1881, em uma comissão científica que buscava determinar as linhas magnéticas da costa brasileira, quando naufragou o navio que conduzia a equipe que explorava a foz do Rio Preguiças no litoral maranhense; em 1887, a bordo do Imperial Marinheiro, que navegava pela barra do Rio Doce na costa do Espírito Santo; em 1906, após explosão do encouraçado Aquidabã, quando faleceu.

Morte em acidente Em 21 de dezembro de 1906, estava a bordo do encouraçado Aquidabã, quando houve um incêndio seguido de explosões. Mesmo aconselhado a jogar-se na água, Calheiros da Graça permaneceu em seu posto, salvando outras pessoas. Ao fim, afundou com o encouraçado, em um naufrágio que causou a morte de 112 pessoas.

Homenagens póstumas Seu nome serve de identificação em vários ramos da atividade: Navio Hidrográfico Calheiros da Graça - anteriormente denominado de Vapor Itajubá; Rua Almirante Calheiros da Graça, no Rio de Janeiro; Alameda Calheiros da Graça, em Duque de Caxias Rua Calheiros da Graça, em Laguna, Santa Catarina;

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